Caleb, com o olhar baixo e encolhido, tenta se tornar invisível enquanto seu pai e Kenji entram na sala. A alegria contagiante de Kenji ecoa pelo ambiente, um contraste gritante com a aura sombria que envolve Caleb. "Bom dia! Bom dia!" Kenji exclamou, dirigindo-se aos demais na casa. "Ah caramba Akane! Café! Você não sabe como estou feliz de ter uma mão feminina nesse chalé! O Taishou faz um café horrível!" Taishou, respondendo à provocação de Kenji com um sorriso e um "Vai a merda, babaca", dando-lhe um soco amigável no braço, Akane ri acompanhando a cena descontraída dos dois amigos se divertindo na cozinha. Seus olhos, no entanto, não deixam de observar Caleb com preocupação. Enquanto isso, Caspian chega pela manhã, pronto para levar Caleb para mais uma sessão de meditação e treinos. Caleb, sem palavras, apenas concorda e o segue. Taishou observa seu filho partir, o coração apertado pela impotência. Ele sabe que precisa encontrar uma maneira de ajudar Caleb a sair da escuridão, mas não sabe por onde começar. Akane, ao lado de Taishou, compartilha da mesma angústia. Juntos, os dois se unem em sua preocupação, determinados a encontrar uma forma de ajudar seu filho a recuperar a luz que um dia iluminava seus olhos. Akane se aproxima de Taishou após Caspian e Caleb saírem. "Você percebeu?", pergunta ela, com a voz carregada de apreensão. Taishou assente, confirmando o que Akane já havia notado. "Caleb? Sim, eu percebi. Ele parece cada dia mais depressivo."
Akane suspira, compartilhando da mesma preocupação do marido. "Estou tão preocupada com nosso filho." A sombra da tristeza paira sobre Caleb, um fardo pesado que ele carrega em silêncio. A alegria contagiante de Kenji e a preocupação de seus pais não conseguem penetrar na escuridão que o consome. Taishou, buscando confortar Akane em meio à preocupação com Caleb, a abraça com ternura. Um beijo demorado de bom dia se inicia, seus lábios se movendo em sincronia, transmitindo um afeto profundo que vai além das palavras. Na cozinha, o calor do abraço se intensifica, suas mãos acariciando os rostos um do outro, explorando cada curva com paixão. Kenji, observando a cena da sala, não consegue conter uma careta de desgosto. "Ah meu deus, eu acho que vou vomitar", ele sussurrando para si mesmo, incomodado com a demonstração pública de afeto. O amor entre Taishou e Akane floresce em meio à angústia, um refúgio que os fortalece para enfrentar os desafios que os aguardam. A paixão que os une transcende as dificuldades, um lembrete constante da força que reside em seu vínculo. Kenji, por outro lado, se sente excluído da intimidade do casal. Sua repulsa pela cena revela a dor dos seus sentimentos, que também está carregando seus próprios fardos e buscando seu próprio lugar no mundo.
Kenji se sente com raiva, frustrado em ver Taishou e Akane juntos de novo, o que ele significava para Taishou agora? Apenas uma distração? Um brinquedo? Que Taishou pega para se divertir quando as coisas não iam bem com a esposa? Kenji cerrou os punhos, e levantou-se com raiva da mesa, marchando em direção ao casal. "Taishou" Kenji chamou por ele. Uma onda crescente de raiva. "A gente precisa ir, o alfa precisa estar presente na alcateia" Kenji disse lançando olhares de raiva e repulsa para Akane e Taishou. Taishou sentiu seu corpo gelar ao ver Kenji tão bravo. Uma mistura de constrangimento e medo invadem ele. "Sim, claro". Ele responde, tentando manter as aparências na frente de Akane, que por sua vez, sorri para os dois amigos, alheia completamente do conflito interno entre eles. “Bom dia, rapazes” Ela diz. Se afastando e indo recolher as xícaras da mesa. Logo, os dois também saem do chalé, deixando Akane sozinha cuidando da casa. Kenji e Taishou caminham em silêncio. E quando eles finalmente estão afastados o suficiente, a raiva de Kenji explode como um vulcão, inundando a cena com a frustração que ele carrega ao ver Taishou e Akane juntos. Seu sentimento de amor não correspondido se transforma em ressentimento e amargura. "Que merda foi aquela?", Kenji questiona, sua voz carregada de acusação. Taishou, tentando se defender, responde com a voz fraca: "O que? Eu estava apenas dando bom dia para minha mulher."
Mas Kenji não se deixa enganar. Ele conhece Taishou bem o suficiente para saber que há algo mais por trás daquela demonstração de afeto. "Não brinca comigo, Taishou!", ele explode. "Você está fingindo que nada está acontecendo entre nós, está buscando meu carinho na escuridão da madrugada, e durante o dia você está fingindo para Akane que está tudo bem! Você está brincando comigo e com ela!" As palavras de Kenji cortam como facas, revelando a verdade nua e crua que ambos tentam esconder. Taishou se cala, incapaz de negar as acusações. A dor da traição e da decepção é palpável no ar, sufocando-os a ambos. O silêncio que se segue é mais eloquente do que qualquer palavra. Kenji, com o coração partido, se afasta de Taishou, carregando consigo a dor da rejeição. O coração de Taishou bate descompassado no peito, impulsionando seus pés a correrem atrás de Kenji. "Espera, Kenji!", ele implora, mas suas palavras são em vão. Kenji, com lágrimas nos olhos e o rosto vermelho de raiva, segue em frente, cada passo o levando mais longe do amigo. "Me deixa em paz, Taishou!", ele grita, a voz embargada pela emoção. Determinado a se explicar, Taishou ignora a súplica de Kenji e aumenta a velocidade. A floresta densa se abre diante deles, como um portal para o desconhecido. Kenji, desesperado para escapar da dor, corre em direção às árvores, buscando refúgio em seus galhos frondosos.
Taishou, tomado pela adrenalina, não desiste. Ele segue Kenji pela floresta, seus passos pisando na neve congelante coberto de pedras e folhas secas. O som da respiração ofegante dos dois ecoa pelas árvores, um ritmo frenético que marca a intensidade da cena. A perseguição se torna um ritual de dor e frustração. Taishou busca redenção, enquanto Kenji anseia por cura. A floresta, testemunha silenciosa do drama, observa como a amizade se desintegra em meio ao turbilhão de emoções. Ao se adentrar cada vez mais na floresta, a luz do sol se torna escassa, substituída por uma penumbra. O ar frio da floresta congelada corta os pulmões de Taishou, que ofega após a corrida frenética atrás de Kenji. A neve branca e macia cobre o chão da floresta, criando um cenário de beleza gélida que contrasta com a tempestade emocional que se desenrola entre os dois amigos. Kenji, exausto da fuga, tropeça e cai no meio da neve, seu corpo coberto por um manto branco. Taishou, que o acompanhava de perto, se ajoelha ao seu lado, sem conseguir controlar a respiração acelerada.
"Para de fugir de mim, seu idiota!", Taishou implora, estendendo a mão para tocar Kenji. Mas Kenji, em vez de aceitar o contato, se afasta, seus olhos cheios de mágoa e tristeza. "Me larga!", ele rebate, a voz fraca e carregada de ressentimento. Taishou ignora o pedido de Kenji e o envolve em um abraço apertado, pressionando seu corpo no chão gelado. A neve cai sobre eles, misturando-se às lágrimas que escorrem pelo rosto de Kenji. "Eu não quero te perder, Kenji", Taishou sussurra, sua voz embargada pela emoção. Kenji se debate nos braços de Taishou. “me larga…me larga…ME LARGA!” Kenji gritava. Taishou o agarrava mais forte. “Não! Eu não vou te largar!” Kenji se sente frustrado, o corpo de Taishou em cima do seu, segurando seus pulsos com força, pressionando o corpo dele na neve gelada. Os dois se encaram com lágrimas nos olhos. Taishou se inclina para beijar Kenji, logo, ele para de se debater, e se entrega ao beijo, rendido à dor que o consome. O calor do corpo de Taishou o conforta, mas não apaga a angústia que invade seu coração. Taishou se afasta lentamente, apenas para olhar nos olhos de Kenji. A neve cai em flocos silenciosos sobre a floresta, como se cobrisse a cena com um manto de tristeza. Kenji, ainda ofegante pela corrida e com o rosto marcado pelas lágrimas, encara Taishou com a raiva ardendo nos olhos. "Quanto tempo você vai ficar fingindo isso?", ele pergunta, a voz carregada de ressentimento. "Quanto tempo você vai ficar brincando com meu coração? Com o coração da Akane? Você é cruel." Taishou se levanta de cima dele, seus olhos marejados de lágrimas. "Eu não estou fingindo nada, Kenji", ele responde, com a voz firme apesar da dor. "Eu não estou brincando com seus sentimentos, nem com os sentimentos de Akane. Eu realmente amo vocês dois."
Kenji se senta ao lado dele e começa a rir, um som amargo e sem humor. "Amar? Você chama isso de amor? Trair o seu melhor amigo, mentir para a mulher que você ama? Isso é amor?" Taishou abaixa a cabeça, sem saber o que responder. Ele sabe que Kenji está certo. Ele cometeu erros terríveis, e agora terá que enfrentar as consequências. Naquele momento, em meio à neve e ao frio da floresta, a amizade de Taishou e Kenji se encontra em um momento crítico. A traição de Taishou abalou a confiança de Kenji, criando uma ferida profunda que precisa ser curada. O futuro dos dois amigos é incerto, dependendo da força de seu vínculo e da vontade de superar as mágoas do passado. A neve continua a cair, cobrindo a floresta com um manto branco e silencioso. As árvores, testemunhas silenciosas da cena, observam como a amizade se fragiliza, mas também guardam a esperança de que, com o tempo e o amor, a cura possa ser encontrada. "Eu não posso escolher...", Taishou murmura, a voz baixa e carregada de angústia. "Eu amo vocês dois..." Kenji solta uma risada amarga, o som ecoando pelas árvores nuas. "Isso é ridículo!", ele exclama, seus olhos cheios de raiva e frustração. "Como você acha que a Akane vai reagir a isso? Ela vai ficar arrasada!" Taishou abaixa a cabeça, incapaz de sustentar o olhar de Kenji. Ele sabe que está em uma situação impossível, preso entre dois amores que não consegue negar. "Eu sei que ela vai ficar arrasada", ele diz, a voz embargada pela culpa. "Mas eu juro que nunca tive a intenção de magoar ninguém. Eu só... eu não sei o que fazer." Kenji abraça Taishou, seus olhos cheios de tristeza. "Precisamos contar a ela", ele diz com firmeza. "Você não pode ter nós dois." Taishou fecha os olhos com força, como se estivesse tentando escapar da realidade. Ele sabe que Kenji está certo, mas a ideia de escolher entre Akane e Kenji é insuportável.
Taishou ama Akane, sua esposa, a mulher que esteve ao seu lado nos melhores e piores momentos. Mas Kenji… Kenji é seu melhor amigo, alguém que sempre esteve lá para ele também, alguém que ele não pode imaginar sua vida sem. “Como eu posso escolher?” Ele murmura para si mesmo, a voz quase inaudível. “Como posso escolher entre duas das pessoas mais importantes da minha vida?” Kenji parece mais perturbado. Ele afrouxou o abraço “Eu não posso acreditar que estamos nessa situação de merda” Ele disse esmurrando a neve. "Eu não posso escolher", Taishou repete, a voz fraca e desesperada. Agarrando Kenji com força. Não deixando ele se afastar. "Eu amo vocês dois demais." Kenji olha para Taishou, claramente confuso e frustrado. “Cara… que situação de merda…” Ele diz, abraçando Taishou forte. Taishou, com uma expressão de determinação, responde: “Não quero te perder, mas não posso escolher entre você e a Akane.” Kenji, balançando a cabeça, diz: “Isso é impossível, Taishou. Você precisa escolher.” A tensão no ar é palpável enquanto os dois homens se encaram, cada um esperando que o outro faça a próxima jogada. “Você também ama a Akana tem mais de quinze anos! Taishou começou, eu nunca pedi para você parar de amá-la” Kenji respondeu. “Sim, eu amo mas…é diferente! Ela nunca correspondeu aos meus sentimentos como você… Eu nunca fiquei entre vocês dois. Por mais que me doesse…” Taishou passa as mãos pelo rosto de Kenji, sentindo o peso da decisão que precisa tomar. Sua mente está em turbilhão, os pensamentos correndo como um rio tumultuado. “Não posso fazer isso!” Ele gagueja. “Eu não posso escolher entre você e ela, eu amo vocês dois”.
Kenji suspira, e abraça Taishou mais forte: “Não gosto disso, não quero ser só seu “pau amigo”, quero ter um relacionamento sério com você. Taishou respirou fundo, o ar entrando e saindo de seus pulmões como se estivesse lutando contra uma tempestade interna. “Eu também quero…” Ele diz. Taishou aproxima seu rosto com o de Kenji, beijando seus lábios novamente, de forma firme e delicada. Kenji aceita o beijo, apesar do seu rosto estar marcado pela angústia e pelo peso da verdade. A neve continua a cair em flocos lentos sobre eles. "Kenji", Taishou começa, sua voz baixa e hesitante, "a gente não pode mais esconder isso. Caleb já sabe." As palavras de Taishou caem sobre Kenji como um peso, esmagando-o sob o fardo da verdade. Seus olhos se arregalaram de surpresa e horror, e seu coração dispara no peito. "O quê?", ele pergunta, incrédulo. "Como ele...?" Taishou abaixa a cabeça, incapaz de olhar nos olhos de Kenji. "Ele nos viu noite retrasada", ele admite com dor, "Ele me confrontou ontem…ele também quer que eu fale a verdade para Akane…mas…eu estou com medo". Kenji se afasta de Taishou, seus pensamentos girando em um turbilhão de confusão e raiva. "Eu também estou com medo. Mas…não podemos mais mentir", ele diz, sua voz carregada de angústia. "precisamos contar para ela…hoje!" Taishou se aproxima de Kenji novamente, estendendo a mão para tocá-lo. "Eu sei", ele responde, com a voz fraca e desesperada. "Mas preciso de você ao meu lado. Eu não vou conseguir enfrentá-la sozinho”.
"Ah, puta merda!” Ele diz sussurra. “Você tem certeza disso?" ele perguntou, a voz baixa e hesitante. Taishou assentiu com a cabeça, a determinação crescendo dentro dele. "Eu não posso mais viver com essa mentira," ele disse, a voz firme apesar do tremor interno. "Akane merece saber a verdade, mesmo que isso a machuque." Kenji ficou em silêncio por alguns momentos, processando a informação. Ele sabia que Taishou estava certo, mas a ideia de revelar a verdade para Akane juntos o aterrorizava. Ele se importava com ela profundamente, e não queria causar-lhe dor. "Estou apavorado…" ele disse finalmente, encontrando força na voz. "Mas vamos fazer isso juntos.” Taishou sorriu fracamente, um sentimento de gratidão tomando conta dele. Ele sabia que contar a verdade seria difícil, mas ter Kenji ao seu lado o tornava suportável. Kenji desviou o olhar, constrangido. "Eu... eu…" ele murmurou. "Tenho medo da reação dela." Taishou colocou a mão no rosto de Kenji, oferecendo um olhar confiante. "Eu também estou com medo" ele disse, "mas, preciso de você, não posso fazer isso sozinho.” Kenji hesitou por um instante, mas a força e o apoio que ele viu nos olhos de Taishou o convenceram. "Tudo bem," ele disse finalmente, respirando fundo. "Eu vou participar." Taishou sorriu, um sorriso genuíno de alívio e admiração. "Tenta não surtar..." ele disse com um tom brincalhão, tentando aliviar a tensão. Kenji riu nervosamente. "Farei o meu melhor," ele respondeu, ainda se sentindo apreensivo, mas determinado a enfrentar a verdade ao lado de Taishou.
Taishou se levantou, e com a mão firme estendeu-a para ajudar Kenji a se levantar. A neve fria ainda cobria seus ombros, contrastando com o calor que emanava de seus corações. Um olhar confiante passou entre eles, uma promessa tácita de que juntos enfrentariam a verdade, por mais difícil que fosse. De mãos dadas, caminharam em silêncio de volta ao chalé, cada passo os aproximando do momento crucial em que revelariam seus segredos a Akane. A caminhada pela floresta havia lhes dado tempo para refletir, e eles sabiam que não podiam mais adiar a verdade. Kenji e Taishou se aproximam do Chalé, seus corações batendo forte no peito. Eles encontram Akane na cozinha, concentrada, cortando legumes para o almoço. A cena pacífica contrasta com a tempestade de emoções que se agitava dentro do coração dos dois. Com um misto de apreensão e determinação, Taishou se aproxima dela. "Akane", ele a chama, sua voz hesitante. Akane, absorta em sua tarefa, não o nota de imediato. A atmosfera na casa era densa e pesada. Akane, alheia ao clima tenso, ainda estava ocupada cozinhando no fogão a lenha. A sala estava carregada com uma tensão palpável entre Taishou e Kenji. Taishou, com passos hesitantes, caminhou em direção a Akane pousando suas mãos gentilmente em cima das dela. Ao vê-lo, ela abriu um sorriso caloroso e disse, “Espero que vocês estejam com fome, estou terminando de preparar uma comida deliciosa aqui”. Taishou conseguiu esboçar um sorriso fraco em resposta, mas logo sua expressão se tornou séria. Kenji se aproximou silenciosamente, ficando ao lado de Taishou. Juntos, eles encararam Akane com olhares nervosos.
Confusa com a reação deles, Akane perguntou, “O que foi? Por que vocês dois estão me olhando como se tivessem visto um fantasma?” Taishou começou a tremer, mas Kenji segurou suas mãos, tentando transmitir algum conforto. “Precisamos…conversar. Nós três…juntos… no quarto”, disse Kenji com uma voz trêmula. Akane levantou a sobrancelha, claramente confusa, mas concordou. Ela tirou a panela do fogo e seguiu os dois até o quarto. No quarto, Akane sentou-se na cama, enquanto Taishou sentava ao lado dela. Kenji fechou a porta atrás deles, aumentando ainda mais a tensão no ar. “Vocês dois estão me assustando, o que aconteceu?”, perguntou Akane, olhando para eles com preocupação. A resposta, no entanto, ainda estava por vir. A tensão no quarto era quase insuportável, como se estivessem todos à beira de um precipício, esperando o inevitável. Taishou começou a falar, sua voz tremendo. “Akane…na noite…que você me ligou…e me contou sobre a traição… eu…eu…” Ele não conseguia terminar a frase, mas Kenji interveio. “Nós dois estávamos bêbados também, bebemos muito, a noite toda. Taishou estava furioso e frustrado.” Akane interrompeu, “Eu sei disso. Vocês acham que eu não sei? Vocês dois têm péssimos hábitos com bebidas.” Taishou ainda tremia muito. Kenji se aproximou e sentou ao lado dele na cama. O silêncio era ensurdecedor, apenas os três se encarando.
Finalmente, Akane quebrou o silêncio. “Me diga que vocês não foram para algum puteiro, ou algo parecido naquela noite” Ela olhou para Taishou com uma expressão de tristeza. Taishou congelou. A verdade era bem pior do que isso. A tensão no quarto aumentou, e o silêncio voltou a reinar, cada um deles perdido em seus próprios pensamentos, temendo o que viria a seguir. A confissão ainda estava por vir, e todos sabiam que mudaria tudo. Taishou e Kenji se entreolharam, ambos parecendo tão perdidos quanto Akane. Taishou engoliu em seco, suas mãos tremendo ainda mais. “Akane… nós… nós…” Ele parou, incapaz de continuar. Kenji, vendo o amigo lutar, decidiu intervir. “Akane, naquela noite… nós… nós cometemos um erro.” A confissão pendia no ar, pesada e sombria, enquanto eles esperavam a reação de Akane. A verdade finalmente estava à vista, mas o medo do desconhecido ainda pairava sobre eles. Akane ficou em silêncio, seus olhos arregalados de surpresa e choque. As palavras de Taishou e Kenji ecoaram em sua mente, cada sílaba carregada com o peso da verdade que ela tanto temia. Seus pensamentos giravam em um turbilhão de confusão e emoção, lutando para processar o que estava sendo revelado. "Um erro?" ela finalmente murmurou, sua voz quase um sussurro. "Que tipo de erro?"
O silêncio se instalou no quarto enquanto Akane observava Taishou e Kenji, seus olhos cheios de questionamentos não ditos. A confissão de Kenji sobre o erro cometido naquela noite ainda pairava no ar, mas algo mais a perturbava, algo que ela não se atrevia a perguntar. Taishou, sentindo o peso do olhar de Akane, respirou fundo e decidiu revelar a verdade completa. "Akane," ele começou, sua voz hesitante, "naquela noite... não foi apenas um erro... Eu... eu...beijei o Kenji" Akane observava Taishou e Kenji com desconfiança enquanto eles falavam sobre a noite fatídica. A princípio, ela achou que tudo se tratava de uma brincadeira, uma maneira de testar sua reação. Afinal, ela os conhecia há tanto tempo, sabia que eram capazes de qualquer coisa para fazê-la rir. Mas à medida que eles continuavam, seus rostos se tornando cada vez mais sérios, Akane começou a perceber que havia algo diferente. As palavras deles carregavam um peso, uma sinceridade que a deixava desconfortável. Uma sensação de mal-estar se instalou em seu estômago, e ela não pôde deixar de se perguntar se havia algo mais que eles não estavam lhe contando.
"Você…beijou o Kenji?" ela perguntou, sua voz tremendo de incredulidade. Kenji não suportando mais a tensão, e como se tirasse o curativo de uma só vez da ferida, admitiu a verdade toda sem pudores “Nós dois transamos naquela noite, Akane!…” As palavras de Kenji atingiram Akane como um raio. Seus olhos se arregalaram de surpresa e incredulidade, seu coração batendo descompassadamente no peito. A imagem de Taishou e Kenji juntos, naquela noite a invadiu, trazendo consigo uma onda de dor e traição. Quando Taishou e Kenji finalmente confessaram que eles haviam ficado juntos naquela noite, Akane congelou. O choque a atingiu em cheio, e por um momento ela não conseguiu acreditar no que estava ouvindo. Como era possível? Taishou, seu marido, havia a traído com outro homem? E pior, nem era outro homem qualquer, era o melhor amigo de infância dos dois! Suas pernas cederam, a mente girando em confusão e angústia. As imagens daquela noite fatídica invadiram sua mente, perturbando sua paz, e ela se lembrou da confiança cega que depositou em Taishou e Kenji ao permitir que eles viajassem juntos em uma missão. Como eles puderam fazer isso com ela? Akane riu sem acreditar “E você estava me fazendo me sentir culpada por causa de uma traição… de um sexo casual… de um homem que eu nunca vi na vida…Akane começou, olhando para Taishou com raiva. Ele abaixou a cabeça de vergonha. E depois, os olhos de Akane voltaram para Kenji. “Você…por todo esse tempo…você…vocês dois….” Akane alterna os olhares entre os dois homens. Ela pausa. As palavras não saem com clareza de sua boca “Com o melhor amigo…?” Ela parece não conseguir completar as frases com clareza.
“Co..como isso foi acontecer? Co..como..?” Akane gagueja e treme. “Ke…kenji…mas…você não era apaixonado por mim?” Akane diz incrédula. Mas, Kenji a interrompeu. “Eu sempre amei você, Akane, eu sempre via você e Taishou juntos, e eu realmente achei que o ciúmes que eu sentia, era por causa do amor não correspondido que eu tinha por você. Mas depois, aos poucos, eu comecei a compreender que…não era bem você que eu amava…e não era bem você o motivo do meu ciúmes..E sim..o Taishou…” Akane olha sem acreditar para Kenji, e depois olha para Taishou. “Você…você transou com meu melhor amigo…com nosso…com nosso amigo de infância!” Ela disse, suas palavras carregadas de remorso e dor. Taishou sentiu seu rosto ficar vermelho, a cabeça, incapaz de suportar o olhar acusador de Akane. "Eu sei que não há desculpa para o que eu fiz," ele confessou, sua voz carregada de remorso. "Eu estava confuso, com medo... e Kenji estava lá para mim." Akane se levantou abruptamente, seus olhos ardendo em lágrimas. "Você me traiu!" ela gritou, sua voz ecoando pelo quarto. "Com ele? De todas as pessoas, com ele?" “Vo-vocês dois me traíram!” Lágrimas brotaram em seus olhos enquanto ela olhava para os dois homens na sua frente. Eles pareciam tão diferentes agora, estranhos e distantes. A amizade que ela tanto valorizava havia se desintegrado em um piscar de olhos, deixando-a com um vazio imenso no coração. "Meu Deus!" ela finalmente exclamou, sua voz carregada de dor e incredulidade. "Vocês são amigos! São amigos de infância! Nós…nós todos éramos amigos…"
As palavras de Akane ecoaram pelo quarto, carregadas de uma tristeza profunda. Ela não conseguia entender como Taishou e Kenji puderam traí-la daquela forma, especialmente sabendo da história que os unia. De todas as coisas que eles passaram juntos. Da amizade que eles compartilhavam desde os dezesseis anos de idade. Isso deveria ter sido suficiente para impedi-los de cometer tal atrocidade. Akane conhecia Kenji desde os sete anos de idade. “Kenji…meu deus… como você pode?? Como.. conseguiu dormir com meu marido??” Kenji ficou envergonhado, mas não negou seus sentimentos “Eu comecei a desenvolver sentimentos pelo Taishou, Akane…simplesmente não posso negar… eu amo ele agora” Akane olhou horrorizada para Taishou. que também completou as palavras ditas por Kenji. “Desde aquela noite, eu venho desenvolvendo sentimentos pelo Kenji…” O silêncio no quarto era ensurdecedor. A tensão era palpável, como uma corda esticada ao ponto de ruptura. Akane sentiu o coração apertar enquanto olhava para os dois homens que haviam sido seus pilares de apoio durante a maior parte de sua vida. "Então é isso?" Ela perguntou incrédula, sua voz mal mais que um sussurro. "Vocês dois... vocês dois estão apaixonados um pelo outro?" Kenji e Taishou trocaram olhares, ambos parecendo perdidos e incertos.
"Akane..." Taishou começou, mas suas palavras morreram em sua garganta. “Vocês não estão confusos? Pelo amor de Deus…isso…isso é errado!” Akane disse. "Não," Kenji interrompeu, sua voz firme apesar da situação. "Não há confusão aqui, Akane. Eu amo o Taishou. E ele... ele me ama também. Ele ama você, eu também…Nós três nos amamos muito" é apenas isso. Três amigos que se amam muito. Akane balançava a cabeça negativamente. “Mas…mas…que confusão é essa? Kenji, você está confuso! Você não pode amar o Tai e a mim ao mesmo tempo!” “Tai..você não pode amar…Kenji e eu…ao mesmo tempo!” Vocês…vocês estão confusos!” Akane gagueja. Kenji começa a se irritar. “Por que você não aceita nossos sentimentos? Por que você não aceita que vocês dois são as pessoas mais importantes do mundo para mim?” “Kenji, por favor” Taishou pediu, tentando acalmar o amigo. Mas ele o interrompeu. “Confusão? Não existe confusão para mim, Akane! Eu não me arrependo daquela noite! Antes daquela noite acontecer. Eu já tinha admitido meus sentimentos para você!” Kenji disse olhando para Taishou. “Eu não sei você, mas, não tem confusão nenhuma na minha cabeça. Eu amo você cara.” Ele olha para Akane. “Eu amo o Taishou, Akane! Eu amo ele, eu amo você! Vocês são tudo para mim!”
As palavras de Kenji levaram Taishou a ficar calado por um momento, enquanto tentava assimilar tudo o que estava acontecendo. Seu coração se encheu de emoções distintas - tristeza, culpa, confusão e amor. No entanto, o momento não era propício para discutir as mudanças em seus sentimentos. Eles precisavam lidar com as consequências de suas ações e o impacto em Akane. “E você, Taishou?” Akane perguntou. Enquanto Taishou se esforçava para responder Akane, Kenji permaneceu com o rosto tenso. “Eu…eu amo o Kenji também…mas…eu também te amo, Akane…” O quarto, antes um refúgio de risos e confidências, agora carregava o peso da traição e da dor. Akane, Taishou e Kenji se reuniram, seus corações dilacerados pela revelação cruel. A conversa era inevitável, um passo necessário na árdua jornada em busca da cura. Akane, com a voz ainda carregada de emoção, iniciou o diálogo: "Eu preciso entender... como vocês puderam fazer isso comigo? Se vocês dois me amam como dizem… Como…vocês conseguiram trair a nossa amizade, a nossa história... tudo que construímos juntos?". Taishou, seus olhos baixos, carregados de culpa, respondeu: "Akane, eu sei que não há desculpa para o que fizemos. A traição foi imperdoável, e a dor que causamos a você é imensa. Mas, por favor, acredite que nunca tive a intenção de te machucar. Meus sentimentos por Kenji... eles simplesmente surgiram, e eu não soube como lidar com eles."
Kenji, com a voz hesitante, completou: "Eu também me sinto terrível, Akane. Você sempre foi como uma irmã para mim, e a ideia de te machucar me enche de culpa. Mas, eu não posso negar que amo o Taishou. É um sentimento que não posso controlar." As palavras de Taishou e Kenji ecoaram no quarto, intensificando a dor de Akane. A traição a atingiu em cheio, abalando a confiança que nutria em ambos. Mas, em meio à dor, um sentimento de compaixão começou a surgir. Akane, com lágrimas nos olhos, refletiu: "Eu sei que vocês não fizeram isso por maldade. Foi um erro, um momento de fraqueza. Mas, agora, precisamos encontrar uma forma de seguir em frente. Uma forma de lidar com a dor, a culpa e a mágoa." Taishou, buscando redenção, propôs: "Eu sei que não mereço seu perdão, Akane. Mas, se você me der uma chance, prometo me esforçar para recuperar sua confiança. Prometo que nunca mais vou mentir para você." Kenji, com o coração pesaroso, completou: "Eu também estou disposto a fazer o que for preciso para consertar meus erros, Akane. Quero que você saiba que ainda te amo muito, e eu faria qualquer coisa para ver você feliz" A voz de Akane, ainda carregada de emoção, ecoou pela sala: "Preciso de tempo para pensar, para absorver tudo o que vocês me disseram. Sei que seus sentimentos são reais. Há muito amor entre nós, somos amigos de infância, afinal." Um sorriso forçado surgiu em seus lábios, quase partindo o coração de Taishou e Kenji. Como ela podia ser tão compreensiva? Kenji, incrédulo, questionou: "Vo-você não está brava?". Taishou vasculhou os olhos de Akane em busca de qualquer sinal de raiva, mas encontrou apenas compreensão. "Não...", ela finalmente respondeu, sua voz tranquila e serena. "Como eu poderia estar brava com vocês dois? Se vocês estão me dizendo que nossos laços se tornaram mais fortes agora, que transcenderam a amizade? Como posso ficar brava com vocês, se vocês estão dizendo que se amam e me amam? Eu... eu não sinto vontade de julgá-los..."Um profundo suspiro escapou de Kenji e Taishou, o peso da revelação se dissipando lentamente. "Eu amo vocês dois", Akane finalmente confessou com um sorriso triste.
A resposta de Akane, tão inesperada quanto reconfortante, chocou Taishou e Kenji. ‘Espera...como isso vai funcionar, agora?” A pergunta de Kenji pairava no ar como uma tempestade se formando: "Podemos expressar nosso amor livremente?". Era uma questão crucial, carregada de incerteza e expectativa. Taishou e Akane se entreolharam, buscando respostas em seus olhos. A verdade havia sido revelada, mas o futuro ainda era um enigma. Como poderiam navegar por essa nova realidade sem ferir uns aos outros? Akane, com a voz cansada e ponderada, respondeu: "Ainda não sei, Kenji. Precisamos de tempo para pensar, para conversar, para entender como isso vai afetar nossas vidas." Ela suspirou. A conversa continuou por horas, repleta de emoções e incertezas. As respostas definitivas ainda eram escassas, mas a esperança pairava no ar como um farol em meio à tempestade. No final, a decisão de como expressar seu amor ficou adiada. O tempo seria crucial para que todos pudessem processar seus sentimentos, refletir e encontrar um caminho que fosse justo e amoroso para todos. A jornada que se iniciava era complexa e incerta, mas também cheia de esperança. O amor, em suas diversas formas, seria o guia que os conduziria por um caminho inexplorado, mas cheio de potencial para a felicidade e a realização. A chave para o sucesso estaria na comunicação honesta e no respeito mútuo. Através do diálogo sincero e da compreensão profunda, Taishou, Akane e Kenji poderiam encontrar uma solução que honrasse seus sentimentos e preservasse o amor que os unia. O futuro era incerto, mas a esperança pairava no ar como um farol, iluminando o caminho para um futuro cheio de possibilidades.
Taishou, com o coração batendo forte no peito, decidiu tomar a iniciativa. Ele olhou para Akane e Kenji, seus rostos marcados pela incerteza e pela expectativa. "Eu sei que isso pode parecer estranho", ele começou, sua voz hesitante, "mas eu acho que um relacionamento aberto pode ser a solução para nós." Um silêncio sepulcral se abateu sobre o quarto. Akane e Kenji trocaram olhares de surpresa, seus rostos contorcidos em confusão. O conceito de um relacionamento aberto era incomum e desafiador para a mentalidade tradicional que os cercava. Taishou continuou, sua voz ganhando força: "Eu amo vocês dois profundamente, e não quero perder nenhum de vocês. Um relacionamento aberto nos permitiria expressar nosso amor livremente, sem nos sentirmos presos ou limitados." Akane hesitou, seus olhos cheios de perguntas. "Mas como isso funcionaria?", ela perguntou, sua voz carregada de dúvidas. "Como poderíamos lidar com o ciúme, a posse e a insegurança?"
Taishou respirou fundo, buscando as palavras certas. "Seria um desafio, sem dúvida", ele admitiu. "Mas acredito que, com comunicação honesta, respeito mútuo e confiança, podemos superar esses obstáculos." Kenji, ainda cético, interveio: "E o que Caleb diria sobre isso? Ele já está chateado com a revelação de nossos sentimentos. Como ele reagiria sabendo que seus pais têm um relacionamento aberto com o melhor amigo? Taishou baixou a cabeça, reconhecendo a dificuldade da situação. "Não sei", ele confessou. "Mas acredito que Caleb é um jovem inteligente e compreensivo. Ele pode se surpreender com nossa honestidade e talvez até mesmo apoiar nossa decisão." A conversa se prolongou por horas, repleta de debates, questionamentos e reflexões. A ideia de um relacionamento aberto era radical, mas também representava uma possibilidade de conciliar seus sentimentos e manter o amor que os unia.
Akane e Kenji não se comprometeram com nada naquele momento. Eles precisavam de tempo para processar a sugestão de Taishou, para ponderar os prós e contras e para avaliar seus próprios sentimentos. No final, a decisão ficou em aberto. Mas a semente da possibilidade havia sido plantada, e a esperança de um futuro feliz e amoroso florescia em seus corações. Taishou tomou a iniciativa. Ele se aproximou de Kenji e Akane, seus braços se abrindo como um porto seguro. Envolvendo-os em um abraço caloroso, ele sussurrou: "Eu amo vocês dois mais do que as palavras podem expressar." Akane e Kenji se aconchegaram em seus braços, seus corações batendo em sincronia. A dor da situação ainda era presente, mas o amor que os unia era mais forte. Em meio ao abraço, Taishou continuou: "Sei que o futuro é incerto, mas quero que vocês saibam que sempre estarei aqui para vocês. Não importa o que aconteça, nosso amor sempre será a nossa força." Akane e Kenji apertaram o abraço, lágrimas brotando em seus olhos. A sinceridade de Taishou tocou seus corações, trazendo um conforto que tanto precisavam.
A conversa sobre um relacionamento aberto havia deixado um rastro de emoções intensas no ar. Akane, com o coração ainda batendo forte no peito, se levantou e caminhou em direção à cozinha, seus passos hesitantes. Taishou e Kenji a seguiram, um silêncio desconfortável pairando entre eles. Ao chegarem na cozinha, Akane se virou para os dois, um sorriso triste nos lábios. "Eu acho que preciso de um pouco de tempo sozinha para pensar em tudo isso", ela disse, sua voz suave. Taishou assentiu, compreendendo a necessidade de Akane de processar tudo o que havia sido dito. "Claro, querida", ele respondeu, com um tom reconfortante em sua voz. "Estaremos aqui quando você precisar de nós." Kenji também concordou, seus olhos ainda carregados de incerteza. "A qualquer momento", ele disse, com a voz baixa. Akane sorriu para os dois, um sorriso que expressava gratidão e afeto. "Obrigada".
A neve caía em flocos grossos sobre a floresta congelada, criando um tapete branco e silencioso sob seus pés. Kenji e Taishou caminhavam lado a lado, seus corpos ainda tremendo com as horas tensas de conversa. A revelação para Akane sobre seu envolvimento com Kenji e a sugestão de um relacionamento aberto ainda parecia uma decisão estranha. Havia sido um momento decisivo, e a aceitação inesperada por parte dela ainda pairava no ar como um enigma e incomodava Taishou. Kenji quebrou o silêncio, sua voz baixa e hesitante cortando o ar frio. "Consegue acreditar que ela aceitou tudo tão... facilmente?", perguntou ele, dirigindo o olhar para Taishou. Ele soltou um suspiro profundo, seus olhos distantes fixos na trilha à frente. "Não... não consigo", confessou ele. "Akane sempre foi... dura e convicta em suas decisões. Não consigo acreditar até agora que ela tenha aceitado nosso relacionamento tão facilmente." Kenji assentiu com a cabeça, compartilhando da mesma perplexidade. "Mas por que ela faria isso?", ponderou ele em voz alta. "Será que ela realmente aceitou nosso relacionamento aberto? Ou só tomou o caminho mais fácil?" Taishou franziu a testa, perdido em pensamentos. "Não sei... sinceramente...", ele murmurou. "Mas eu... bom..." Kenji o interrompeu, seus olhos curiosos fixos no rosto de Taishou. "O que foi?", ele insistiu. Taishou soltou uma risada sem graça, um som que parecia fora de lugar naquela atmosfera séria. "Consegue imaginar nós três juntos?", ele perguntou, um sorriso brincalhão se espalhando por seus lábios. Kenji ficou em silêncio por um momento, processando a pergunta de Taishou. A imagem de Akane se juntando a eles, formando um trio improvável, era algo que ele nunca havia considerado antes. Uma mistura de medo e excitação tomou conta dele. "Eu... bom…", ele admitiu, hesitante. "consigo sim…"
"Sério... eu não consigo... como isso iria funcionar intimamente?", ele questionou, seus olhos fixos em Kenji com uma mistura de apreensão e curiosidade. Kenji soltou uma risada leve, um som que parecia desafiar a seriedade do momento. "Eu consigo imaginar diversas formas de como isso funcionaria", ele respondeu com um tom brincalhão em sua voz. "Você é bonito, Akane é linda. Eu me sinto no céu." Taishou revirou os olhos, fingindo irritação, mas um sorriso travesso se formou nos cantos de sua boca. "Você é um idiota mesmo", ele retrucou com afeição. Kenji, sempre o mais otimista dos dois, quebrou o silêncio. "Sério, você tem dois mil anos, você nunca viu isso antes?", ele perguntou a Taishou, com um tom de surpresa na voz. "Eu achei que você já tivesse visto de tudo nesse mundo." Taishou revirou os olhos, fingindo indignação. "Claro que já vi", ele rebateu. "Não sou ingênuo. Já li histórias e contos sobre os mais diversos tipos de relacionamentos. Mas nunca vivi nada parecido na prática." Kenji sorriu, seus olhos brilhando com empolgação. "Então, você sabe como funcionaria", ele disse, estendendo a mão para Taishou. "Vamos explorar juntos esse novo mundo. Podemos descobrir novas formas de amar, de nos conectar e de ser felizes." Taishou hesitou por um momento, seus olhos fixos no rosto de Kenji. Havia medo em seu olhar, medo do desconhecido, medo de se machucar. Mas também havia curiosidade, desejo de aventura e a esperança de encontrar um amor que transcendesse os limites do convencional. "Tudo bem", ele finalmente disse, abraçando Kenji. "Vamos ver aonde isso nos leva." Eles continuaram caminhando pela floresta nevada, seus passos agora mais leves e seus corações mais esperançosos. O futuro era incerto, mas a promessa de um amor extraordinário os acompanhava como a neve que caía sobre a floresta, fria e silenciosa, mas também bela e repleta de possibilidades.