O sol se despedia no horizonte, lançando tons de laranja e dourado sobre a floresta congelada que cercava o refúgio. Taishou e Kenji se despediam da alcateia de lobos, com quem haviam passado o dia inteiro. As conversas fluíram livremente entre os dois, como um rio que serpenteia por um vale verdejante. Compartilharam seus sentimentos mais íntimos, seus medos e esperanças, entrelaçando seus destinos com a promessa de um futuro ao lado de Akane. Caspian, o lobo sábio, aproximou-se dos dois com um olhar penetrante em seus olhos. Sua voz ecoou entre as árvores, carregando um tom de preocupação: "Meus amigos, a escuridão ainda paira sobre Caleb. A besta interior luta para ser contida, e seus olhos carregam um fogo que me inquieta. Não tirem os olhos dele, eu estou ficando preocupado. Não estou conseguindo alcança-lo mais, eu sinto que ele está cada dia mais distante." Taishou e Kenji trocaram olhares preocupados, a compreensão mútua se manifestando em seus gestos. Sabiam que o caminho que se estendia diante deles não seria fácil. Ao retornarem para casa juntos, Caleb ficou em completo silêncio, como se estivesse sendo atormentado por seus próprios demônios internos. Taishou se preocupava com seu filho, pois a próxima lua cheia estava se aproximando, e Caleb poderia representar um perigo não apenas para si mesmo, mas para todos que o rodeavam. Ao chegarem ao chalé, Caleb se dirigiu para seu quarto, deitando na cama e não querendo conversar com ninguém, isolando-se em sua própria dor e solidão. Akane lançava olhares preocupados para Kenji e Taishou. Ela nunca tinha visto Caleb com tamanha tristeza em seus olhos. Akane, como uma mãe preocupada, pediu para que Taishou fosse até o quarto chamar Caleb para jantar. Ele concordou, e foi até o quarto conversar com o filho.
Ao chegar no quarto, Caleb estava encolhido deitado no canto, seus olhos fixos em um ponto vazio no chão. A aura de sofrimento que o envolvia era palpável, quase sufocante. Taishou se aproximou com cautela, sua voz calma em meio à tempestade que inquietava a mente do adolescente. "Caleb, vamos comer, filho." O garoto respondeu friamente: "estou sem fome." Taishou, com a voz carregada de compaixão, disse: "Eu sei que você está lutando contra algo dentro de si. Eu estou aqui para te ajudar, se você permitir." Taishou se ajoelhou ao lado da cama de Caleb, seus olhos gentis transmitindo compreensão e apoio ao filho, ele continuou: "Não precisa passar por isso sozinho, Caleb. Eu sou seu pai, e estou aqui para te apoiar." Mas as palavras de Taishou pareciam cair em ouvidos moucos. Caleb permaneceu em silêncio, seu olhar distante e vazio. A frustração tomava conta de Taishou, mas ele não desistiria. Sabia que a batalha de Caleb era interna, e que apenas ele poderia encontrar a força para vencer seus próprios demônios. Naquele momento, Taishou percebeu que precisaria de ajuda para alcançar Caleb. Ele precisaria conversar com Akane sobre o que estava acontecendo com o filho, e juntos, eles precisam encontrar uma maneira de ajudá-lo a lidar com a escuridão que o consumia.
A atmosfera na mesa de jantar era densa e pesada. Taishou, com um olhar cansado, servia a sopa em silêncio. Akane, com o rosto marcado pela preocupação, observava o marido. “Ele não quer vir comer.” Disse Taishou com um olhar preocupado. “Não é possível… Eu estou muito preocupada com Caleb, Tai…” A voz de Akane tremia ao falar, revelando a angústia que dominava seu coração. “Acho que a saudade de Yuki está dilacerando o coração dele.” Kenji, comentou, buscando uma explicação para a tristeza profunda que consumia Caleb. “O que podemos fazer? Não podemos voltar para Hinode. É inviável.” Taishou, com um olhar perdido no horizonte, expressava a impotência da situação. A volta para Hinode era impossível, e a dor de Caleb parecia ser um fardo insuportável de carregar. Akane, com os olhos cheios de lágrimas, buscava uma solução para o sofrimento do filho. A angústia a consumia, sem saber como ajudar Caleb a superar a dor da perda. “Precisamos pensar no que fazer com Caleb… Estou muito preocupada.” Akane, com os olhos cheios de lágrimas, buscava uma solução para o sofrimento do filho. A angústia a consumia, sem saber como ajudar Caleb a superar a dor da perda. Taishou e Kenji observavam Akane chorar impotentes, Kenji comentou “Nem Caspian está conseguindo alcançá-lo.” Seu tom de voz era desanimado, reforçando a gravidade da situação. Nem mesmo Caspian, o lobo mais sábio da alcateia, estava conseguindo se conectar com Caleb, o que tornava a situação ainda mais preocupante.
O silêncio voltou a reinar na mesa, interrompido apenas pelo tilintar das colheres contra os pratos. A tristeza era palpável no ar, e a única certeza era que algo precisava ser feito para ajudar Caleb a superar a dor que o consumia. A noite caía sobre o refúgio, envolta em um manto de silêncio e expectativa. As estrelas cintilavam intensamente no céu escuro, como se estivessem observando a cena que se desenrolava a seguir. Já era hora de dormir, e Akane se aproximou de Taishou e Kenji, seus olhos carregados de uma mistura de tristeza e determinação. Com uma voz suave, ela expressou seu desejo de passar a noite sozinha com Caleb, no quarto do filho. "Kenji, Taishou, hoje à noite, eu gostaria de ficar com o Caleb sozinha no quarto. Preciso conversar com ele sobre algumas coisas importantes." Taishou, com a testa franzida em preocupação, não pôde deixar de questionar a decisão da esposa. "Akane, você está se afastando de mim por causa da conversa que tivemos mais cedo sobre... sobre um relacionamento aberto?" Akane, com um movimento rápido da cabeça, negou a insinuação do marido. Sua voz era firme e sincera ao expressar seus verdadeiros sentimentos. "Não, Taishou. Não se preocupe com isso. Eu só quero um tempo a sós com o Caleb, para conversarmos e tentarmos entender o que está se passando com ele. Isso não tem nada a ver com você, Kenji ou comigo." Kenji, observando a troca de olhares entre o casal, decidiu intervir, buscando amenizar a tensão no ar. "Taishou, eu acho que a Akane tem razão. O Caleb precisa de atenção e apoio neste momento, e quem melhor do que sua mãe para lhe oferecer isso?"
Taishou, ainda hesitante, mas reconhecendo a necessidade de respeitar o desejo da esposa, assentiu com a cabeça. "Tudo bem, Akane. Se você acha que é o melhor para o Caleb, então eu concordo. Kenji e eu, vamos para o nosso quarto." Akane, com um sorriso agradecido, sorriu pela compreensão dos dois homens. "Obrigada, Kenji. Obrigada, Taishou. Isso significa muito para mim.” Enquanto Taishou e Kenji se dirigiam para o quarto, um sentimento de incerteza pairava no ar. O que Akane pretendia conversar com Caleb? Quais segredos ela guardava em seu coração? Será mesmo que ela estava bem com a ideia do relacionamento aberto entre eles? A noite prometia ser longa.
No quarto, a noite se desenrolava em um ritmo tranquilo. Kenji, deitado na cama de casal, lançou um sorriso tímido para Taishou, que desabotoava a blusa com um olhar perdido no tempo. "Eu acho que ela está evitando a gente." Sua voz era baixa e hesitante, carregada de uma mistura de insegurança e desejo. Taishou respondeu com calma, buscando acalmar a inquietação do amigo. "Acho que não, Kenji. Ela permitiu que dormíssemos juntos, e parece estar... aceitando bem a situação." Kenji deu de ombros, ainda inconformado com a distância que sentia de Akane. "Eu queria que ela estivesse aqui na cama conosco." Sua voz era carregada de espectativa e frustração. Taishou suspirou, cansado da situação que os cercava. "Não sei como você tem clima para pensar em besteira agora, Kenji. Meu filho não parece bem, e estamos aqui discutindo sobre Akane não estar na mesma cama que nós." Disse Taishou, sua voz era firme, cansada e carregada de preocupação. Ele se deitou ao lado de Kenji.
Em meio à atmosfera carregada, Kenji esboça um sorriso torto e se aproxima de Taishou, envolvendo-o em um abraço apertado. "Eu penso melhor quando estou relaxado", ele diz, sua voz leve e descontraída, na tentativa de aliviar a tensão que pairava no ar. Taishou, compreendendo a necessidade do amigo de encontrar conforto, retribui o abraço, oferecendo-lhe um porto seguro em meio à turbulência. "Tudo bem, Kenji," Taishou responde com gentileza, "mas tente não pensar muito em Akane agora. Precisamos focar em Caleb e em como podemos ajudá-lo a superar esse momento difícil." Kenji assente com a cabeça, fechando os olhos e buscando acalmar seus pensamentos agitados. Enquanto Kenji e Taishou compartilhavam a companhia um do outro no quarto, Akane caminhava para o outro cômodo afastado, ao entrar no quarto como um fantasma, seus passos quase imperceptíveis no chão frio. A escuridão pairava no ar, apenas iluminada pela fraca luz da lua que entrava pela janela. Ela se aproximou da cama onde Caleb dormia, sua figura envolta em sombras. Com movimentos lentos e hesitantes, ela se inclinou sobre o filho, observando seu rosto pálido e abatido. Seus olhos, antes cheios de vida e brilho, agora estavam opacos e sem expressão. Um aperto no coração de Akane se intensificou ao perceber a profunda tristeza que emanava de Caleb. "Caleb," ela sussurrou, sua voz carregada de preocupação, "posso deitar com você hoje?"
Caleb não respondeu. Seus olhos permaneceram fechados, seu corpo imóvel como uma estátua de pedra. Akane sentiu um calafrio percorrer sua espinha. A apatia que emanava dele era palpável, um peso sufocante que a deixava sem ar. Com cuidado, ela se deitou ao lado do filho, seus corpos separados por um abismo de dor e silêncio. O quarto se encheu de uma quietude opressiva, quebrada apenas pelo ocasional suspiro de Caleb. Akane tentou quebrar o gelo, puxando conversa com o filho. Mas suas palavras pareciam ecoar no vazio, sem encontrar nenhuma resposta. Caleb permanecia em seu mundo interior, preso em um labirinto de tristeza e desespero. "Caleb," ela insistiu, sua voz embargada pela emoção, "fale comigo. O que está acontecendo com você?" Um leve tremor percorreu o corpo de Caleb, mas ele permaneceu em silêncio. Akane sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos. A dor do filho era como um punhal em seu coração, e ela se sentia impotente para ajudá-lo. De repente, Caleb se virou para ela, seus olhos vazios fixos em seu rosto. "Yuki," ele murmurou, sua voz quase um sussurro, "eu sinto tanta falta dela." Akane o abraçou com força, puxando-o para perto de si. "Eu sei, meu querido," ela disse, sua voz embargada pela emoção. "Eu sei." As lágrimas rolaram livremente por seus rostos enquanto se agarravam um ao outro, buscando conforto em meio à dor. A noite era escura e fria, e o futuro parecia incerto. Mas, naquele momento, o amor que as unia era a única luz que as guiava através da escuridão. Akane se aproximou dele, colocando sua mão em seu ombro. "Caleb," ela disse com firmeza, "olhe para mim." Ele ergueu os olhos, encontrando o olhar terno de sua mãe. "Você não está sozinho," ela continuou. "Você tem Caspian, você tem a mim, você tem seu pai, você tem Kenji... você tem toda a sua alcateia."
Caleb a encarou por alguns instantes, seus olhos ainda cheios de tristeza. "Mas eles não são a Yuki," ele disse em voz baixa. Akane sorriu com compaixão. "Eu sei, meu filho," ela admitiu. "Mas eles te amam, e eles estão aqui para você. Eles vão te apoiar e te ajudar a superar essa dor." Ela o puxou para um abraço apertado, transmitindo-lhe seu amor e apoio. "Caleb," ela sussurrou em seu ouvido, "você é forte. Você vai superar isso. E eu vou estar aqui com você a cada passo do caminho." Caleb balançou a cabeça, seus olhos fixos no chão. "Eu a perdi para sempre," ele murmurou, sua voz carregada de desespero. "Ela era a única pessoa que me amava de verdade. Meu pai me fez trocar de celular, trocar meu número," ele protestou, a voz embargada pela emoção. "Eu não posso nem mais falar com ela." "Eu sei que você está sofrendo, mas seu pai fez isso para nossa segurança. Para evitar que ninguém venha atrás de nós, ou saiba onde estamos. Para ninguém machucar vocês pelo que vocês são…" Akane continuou, "Você precisa entender que nem todos vão ser receptivos sobre sua natureza de lobisomem, algumas pessoas realmente vão querer te machucar" Caleb permaneceu em silêncio, como se estivesse preso em um mundo interior de dor e sofrimento. Akane tocou seu ombro com ternura, mas ele se afastou, como se o contato físico o machucasse. "Eu perdi tudo, mãe," ele murmurou, sua voz carregada de angústia. "Perdi Yuki, perdi minha casa, perdi meu autocontrole… tudo por que eu sou esse…bicho nojento… eu…queria….desaparecer"
As lágrimas de Akane rolaram livremente por seu rosto. Ela sabia que a dor de Caleb era profunda e real. Ele se culpava pelo que havia acontecido em Hinode, pelas vidas que tirou e pela felicidade que destruiu. "Caleb," ela disse com firmeza, "você não é responsável por tudo que aconteceu. A besta dentro de você te controlou. Você não é um monstro." Caleb balançou a cabeça com veemência. "Sim, eu sou," ele disse, sua voz carregada de raiva e autodepreciação. "Eu matei pessoas, mãe. Eu sou um assassino." Akane o abraçou com força, ignorando sua resistência inicial. "Não, meu filho," ela disse com convicção. "Você não é um assassino. Você é um jovem que cometeu um erro. E você pode se redimir." Caleb se agarrou ao abraço da mãe, buscando conforto em seu calor e amor. As lágrimas molharam o rosto de ambos enquanto permaneciam abraçados em um silêncio carregado de emoção. Naquele momento, Akane sabia que o caminho para a recuperação de Caleb seria longo e árduo. Mas ela também sabia que ele era forte, e que com amor e apoio, ele poderia superar a escuridão que o consumia. Akane abraçava Caleb com força, buscando confortá-lo em meio à sua profunda tristeza. De repente, seus dedos tocaram algo áspero e frio em seus braços. Ela se afastou um pouco, observando com atenção. Seus olhos se arregalaram ao ver os dois braços do filho enrolados em faixas brancas, manchadas com um vermelho que já havia secado.
Um calafrio percorreu o corpo de Akane. Ela sabia que algo estava errado, mas não queria pressionar Caleb naquele momento tão delicado. Com cuidado, ela começou a desfazer as faixas, buscando entender o que se escondia por baixo. Caleb se afastou bruscamente, seus olhos arregalados de medo. "Não..." ele murmurou, sua voz carregada de angústia. Akane parou imediatamente, respeitando o desejo do filho. "Tudo bem, meu querido," ela disse com voz suave, "não vou te forçar a fazer nada que você não queira." Ela se sentou ao lado dele, observando-o com preocupação. "Caleb," ela disse com cuidado, "por favor, me diga o que aconteceu. Eu estou aqui para te ajudar." Caleb permaneceu em silêncio por alguns instantes, seus olhos fixos no chão. Finalmente, ele ergueu a cabeça e olhou para a mãe com uma expressão de dor e sofrimento. "Eu me machuquei," ele confessou em voz baixa. "Depois do que aconteceu em Hinode... eu não aguentei mais a dor. Eu só queria acabar com tudo." Akane sentiu seu coração apertar. Ela sabia que a dor de Caleb era profunda e real. Ele estava sofrendo com o peso da culpa e do remorso, e isso o estava levando a tomar decisões precipitadas.
Akane sentiu o coração apertar ao ouvir a confissão de Caleb. A dor do filho era palpável, e ela se esforçava para encontrar as palavras certas. Com gentileza, ela insistiu: “Querido, eu entendo que você está passando por um momento difícil, mas preciso ver esses cortes. Não quero que você sofra sozinho. Estou aqui para te apoiar.” Caleb hesitou por um instante, mas finalmente cedeu. Ele desenrolou as faixas, revelando os cortes em seus braços. Akane segurou o choro e tocou a pele machucada com cuidado. Akane sentiu seu coração se despedaçar quando viu os cortes no braço de Caleb. Ela o abraçou com mais força, as lágrimas em seus olhos refletindo a angústia que sentia. “Ah, meu Deus, Caleb…” sussurrou ela, sua voz trêmula. “Por que você fez isso com você mesmo?” Caleb não respondeu imediatamente. Seus olhos estavam vazios, como se a dor o tivesse consumido por completo. Finalmente, ele murmurou: “Pra dor que eu estou sentindo ir embora…”
Akane apertou-o ainda mais contra seu peito, desejando poder tirar toda a dor do filho. Ela sabia que não havia palavras mágicas para curar suas feridas emocionais, mas estava determinada a estar ao lado dele, mesmo que fosse apenas para compartilhar o fardo. Akane olhou para Caleb com olhos cheios de preocupação. “Caleb,” disse ela com firmeza, “você precisa de ajuda. Não podemos enfrentar isso sozinhos.” Ela o abraçou novamente, buscando confortá-lo. “Prometa que vamos procurar alguém para conversar, alguém que possa nos ajudar a lidar com essa dor.” Caleb assentiu, suas lágrimas se misturando às de Akane. “Eu prometo,” sussurrou ele. “Não quero mais me sentir assim.”
Akane e Caleb se aconchegaram na cama, seus corpos cansados e emocionalmente exaustos. A luz fraca do abajur iluminava o quarto, criando sombras suaves nas paredes. Akane acariciou os cabelos de Caleb, sentindo o calor do corpo dele ao seu lado. O silêncio pairava no ar, mas não era um silêncio vazio. Era um silêncio carregado de amor, preocupação e tristeza. Akane se lembrou dos dias que acariciava Caleb quando ele tinha apenas sete anos, e agora, anos depois, ela ainda estava ali, segurando-o enquanto ele lutava contra seus próprios demônios. As lágrimas escorreram pelo rosto de Akane. Ela se sentia impotente, como se não pudesse proteger Caleb da dor que o consumia. Seu coração estava despedaçado, mas ela não desistiria. Ela o amava demais para isso. Caleb se aconchegou mais perto dela, buscando conforto. Akane o abraçou com força, como se pudesse absorver sua dor. Caleb olhou nos olhos de Akane, sua voz trêmula. “Você sabe,” começou ele, “você não é minha mãe biológica, mas… eu a amo muito. Eu considero você minha mãe de verdade.” As lágrimas encheram os olhos de Akane. Ela abraçou Caleb com força, sentindo o amor e a gratidão transbordarem em seu coração. “E eu também te amo, meu querido,” sussurrou ela. “Você é meu filho, não importa o que digam os laços de sangue.” Ela sussurrou palavras de esperança, prometendo estar ao lado dele, mesmo quando tudo parecia sombrio. E assim, mãe e filho adormeceram lado a lado, seus corações entrelaçados em uma batalha conjunta contra a tristeza. Akane sabia que a jornada seria longa e difícil, mas ela estava determinada a enfrentá-la com ele, até o fim da noite e além.
Enquanto Akane e Caleb lutavam contra a dor e o desespero em seu quarto, Kenji e Taishou se reuniram em outro cômodo da casa, deitados juntos, o clima começou a esquentar entre eles. Após um breve silêncio, Kenji reabre os olhos e fixa o olhar em Taishou. "Eu posso revelar uma coisa?", ele pergunta, sua voz carregada de um tom inesperado. Taishou, surpreso com a pergunta repentina, o encarou com curiosidade. "No que você está pensando?" questiona, intrigado. Kenji, sem hesitar, responde: "Eu estou pensando que quero relaxar e ficar essa noite com você, e dessa vez, não tem desculpa de bebida." Taishou solta uma risada constrangida, sem saber como reagir à declaração direta do amigo. A tensão entre os dois se intensifica, carregada de um misto de desejo e incerteza. “Você tá querendo dizer que eu só transei com você aquela noite, porque eu estava bêbado?” Kenji riu, “Eu não sei, vamos tirar a prova?” Taishou, com um sorriso desafiador, aproxima-se ainda mais de Kenji, seus corpos quase colados um ao outro. "Bem, senhor", diz baixinho, seu tom suave carregado de expectativa, "suponho que posso fazer um esforço mais uma vez."
Kenji riu, incapaz de conter a ansiedade e o desejo que sentia, envolve Taishou em um abraço intenso. As mãos exploram seu corpo, ansiosas por cada curva, enquanto seus lábios se encontram numa dança quente. A tensão entre eles se intensifica a cada instante, até que a necessidade de se entregar ao desejo se torna incontrolável. Não demorou muito para os dois começarem a se despir, enquanto os beijos intensos entre eles se aprofundavam cada vez mais. Com mãos impacientes, as roupas vão caindo no chão, revelando aos olhos um do outro corpos cada vez mais expostos. Entre beijos e carícias, Kenji e Taishou se entregam totalmente ao desejo que se acumulava há algum tempo dentro deles. “Não vai acordar amanhã e dizer que se arrependeu de novo.” Kenji brinca. Taishou, com um sorriso travesso, encontra os lábios de Kenji e o beija profundamente. "Não se preocupe", sussurra, sua voz suave, "amanhã eu estarei aqui, ao seu lado, sem arrependimentos ou dúvidas." Com essa declaração, os dois mergulham novamente no mar de emoções e desejos compartilhados. Agora, seus corpos nus entrelaçados em um abraço apaixonado, poderiam se entregar ao amor físico, e a expectativa pairava no ar como um perfume inebriante. As mãos de Taishou traçaram um caminho pelo corpo de Kenji, explorando cada curva, cada centímetro de pele com toques delicados e provocantes. Kenji gemia baixinho, seus dedos se entrelaçando nos cabelos de Taishou enquanto se entregava ao toque ardente. Kenji passa a ponta dos dedos no pescoço de Taishou.
Um tremor percorreu o corpo de Taishou, e ele respondeu ao toque beijando Kenji com mais fervor. A preocupação com Akane e Caleb no quarto ao lado ainda estava presente, mas naquele momento, os problemas pareciam se dissipar em meio à explosão de emoções que o consumiam. O beijo se intensificou ainda mais, suas línguas se entrelaçaram em uma dança de paixão. As mãos de Kenji acariciavam as costas de Taishou, puxando-o para mais perto. Taishou se entregou ao toque, sentindo uma onda de desejo percorrer seu corpo. Em meio ao beijo, Kenji sussurrou no ouvido de Taishou: "Eu te amo." As palavras de Kenji atingiram Taishou como um raio, despertando sentimentos que ele nunca havia sentido antes. Ele se afastou um pouco, olhando nos olhos de Kenji. "Eu também te amo," ele confessou, sua voz rouca pela emoção. Os corpos se moldam em uma harmonia perfeita, cada movimento carregado de uma urgência apaixonada. Cada sussurro é como um pedido de mais, cada toque deixa uma trilha de expectativa pelo corpo afora. Taishou levanta as pernas de Kenji fazendo ele corar surpreso com a inesperada mudança de posição, ele solta um gemido baixo. Com as pernas suspensas no ar, ele está totalmente vulnerável aos toques e carícias de Taishou, que agora se concentra no corpo de Kenji com ainda mais paixão. Taishou, aproveita a posição de Kenji para explorar ainda mais seu corpo, seus lábios e mãos percorrendo cada parte exposta, como se procurassem descobrir novos cantos do companheiro. Cada beijo, cada carícia, é uma declaração de entrega total ao momento.
A língua de Taishou desliza suavemente pelas curvas de Kenji, deixando um rastro de umidade pela carne à mostra. Entre suspiros e gemidos de prazer, Kenji se entrega totalmente ao toque e sabor de seu companheiro, sentindo cada beijo e carícia como faíscas elétricas correndo pela pele. “Ah! Taishou” Kenji geme. Cada lambida de Taishou é como um convite, um chamado, para que Kenji se entregue ainda mais à sensação mútua de prazer que vibra entre eles. Kenji, entre suspiros e gemidos, encontra-se preso num labirinto de sensações intensas; cada movimento apenas aumenta a expectativa de prazer que se acumula em seus corpos. Taishou, sentindo o desejo intensificar-se entre eles, aproxima sua boca no pênis de Kenji, iniciando um movimento suave e envolvente. Os lábios de Kenji tremem, entregando-se completamente à sensação que se espalha como ondas por todo seu corpo. Entre gemidos e suspiros de prazer, Kenji se entrega à doce tortura de Taishou. Cada movimento de Taishou é metódico e preciso, como se tivesse criado um mapa secreto para descobrir cada reação que o corpo de Kenji oferece. Kenji, agarrado aos lençóis em busca de sustentação, sente-se cada vez mais entregue ao mestre que se encontra entre suas pernas, controlando com maestria suas reações. “Puta merda Taishou...Ah! você tem certeza que nunca fez isso antes?” Kenji pergunta entre os gemidos. Taishou, com um sorriso malicioso, encontra os olhos de Kenji e fala baixinho, sua voz suave e cheia de sensualidade: "Tenho certeza, esta é uma experiência nova para mim também. Mas parece que eu dei conta dessa lição, não é mesmo?" “Ah! Cara…você parece um expert em chupar rola” Kenji agarra os cabelos de Taishou, e intensifica os movimentos de sua boca. Taishou, sentindo os dedos de Kenji em seus cabelos, aumenta a velocidade e a pressão de suas carícias, saboreando cada instante em que seu corpo se entrega ainda mais ao fogo que os envolve. A pressão aumenta, as ondulações se tornam maiores, e cada momento é como um novo capítulo dessa história que se escreve entre eles. “Mais... rapido...Tai…” Kenji implora, fechando seus olhos e segurando mais firme no couro cabeludo de Taishou.
Taishou, obediente à sugestão de Kenji, aumenta a velocidade e a pressão de sua boca, os movimentos se tornam mais intensos, alimentados pelo desejo que se intensifica entre eles. Entre gemidos e suspiros incontroláveis, o corpo de Kenji parece perder qualquer senso de tempo ou espaço, entregue completamente à corrente de prazer que se intensifica com cada movimento da boca de Taishou. O fogo que os envolve parece explodir, e juntos, os dois mergulham em um mar de emoções, uma liberação tão intensa quanto sublime. “Ah Tai...eu não consigo mais…” Taishou, ao sentir o corpo de Kenji tenso e entregue, aumenta ainda mais a velocidade e pressão de seus movimentos, sabendo exatamente o momento de levar seu companheiro a um delicioso abismo de prazer. Ele chupa Kenji com força, enquanto o masturba ao mesmo tempo. Entre gemidos, sussurros e suspiros, Kenji finalmente se entrega ao clímax, uma onda intensa que o percorre por completo, deixando-o momentaneamente sem ar. Kenji goza na boca de Taishou, preenchendo sua garganta com um líquido viscoso e quente. “Ah puta merda...isso foi incrível.” Taishou, ainda entre as pernas de Kenji, observa seu companheiro com um olhar carregado de satisfação e ternura. Ele lambe os lábios saboreando o gosto de Kenji. E lentamente, ele sobe pelo corpo de Kenji, sentindo cada curva com seus dedos delicados, até que seus corpos ficam novamente face a face, olhando profundamente nos olhos um do outro. “meu gosto é ruim?” Kenji pergunta timidamente, ainda ofegante pela experiência.
Taishou, após um breve momento de surpresa pela pergunta inesperada, ri suavemente e diz diretamente ao ouvido de Kenji, seu tom suave e cheio de satisfação: "Não, de maneira nenhuma. Seu gosto é delicioso.” Kenji fica vermelho com o elogio e diz “Isso foi muito bom” Taishou, suavemente, acaricia o rosto de Kenji, ainda tentando recuperar-se da onda de emoções que acabaram de compartilhar. Um sorriso se espalha em seu rosto, e ele sussurra: "Foi mesmo, não foi? Mas eu ainda não estou satisfeito.” Um sorriso malicioso toma forma no rosto de Taishou “Fique de quatro, Kenji.” Kenji, obedecendo à ordem de Taishou, vira-se de joelhos na cama, apoiando-se nas mãos e joelho. Taishou, posicionado atrás de Kenji, admira a visão por um instante, antes de aproximar-se mais e encostar-se contra suas costas. As mãos de Taishou exploram a cintura de Kenji, acariciando cada curva sensualmente. “Não vai me machucar” Kenji diz apreensivo. Taishou acha adorável a preocupação dele, ele ri, enquanto suas mãos exploram o corpo de Kenji, Taishou se inclina nas costas dele, seus lábios ficam bem próximos do ouvido do companheiro em um gesto provocante, sussurra "Não se preocupe, bobinho. Eu vou cuidar de ti, prometo." As palavras de Taishou são como uma promessa, uma garantia de cuidado e prazer que se estende a seguir. Os lábios de Taishou encontram suavemente a pele sensível do pescoço de Kenji. “Ahh…” Kenji geme ao sentir a língua de Taishou no seu pescoço. Taishou, notando a reação dos gemidos de Kenji, intensifica suas carícias no pescoço dele, sua língua explorando cada ponto sensível, tentando descobrir os segredos de prazer ocultos na pele do companheiro. As mãos de Taishou continuam explorando o corpo de Kenji, suas carícias cada vez mais impacientes e exigentes, tentando satisfazer o desejo crescente entre eles. “Ah Taishou…Ah…não me faz esperar muito”.
Taishou, sentindo o tom exigente de Kenji, move-se para trás, suas mãos exploram as laterais do corpo dele, percorrendo cada centímetro com atenção, deixando o companheiro suspenso em expectativa. "Você gosta disso, né? De sentir minhas mãos por todo o seu corpo." sussurra Taishou suavemente. “Eu quero sentir outra coisa.” Brinca Kenji. Taishou, em um gesto decidido, aproxima-se de novo de Kenji, pressionando seu corpo contra as costas dele. Entre gemidos de expectativa, Kenji sente a rigidez de Taishou, encontrando-se com o desejo do amigo. "É isso aqui que você quer?" Taishou sussurra em seu ouvido, sua voz cheia de intenção. “Ahh..sim!” Ele responde. Com um movimento suave, Taishou posiciona-se atrás de Kenji e penetra em seu corpo, iniciando um movimento suave e controlado. As mãos de Kenji agarram-se aos lençois, buscando sustentação enquanto seu corpo experimenta novas ondas de prazer e dor. Entre suspiros e gemidos, cada instante é vivido intensamente, um capítulo num livro de emoções compartilhadas. Entre gemidos, sussurros e reclamações, um fluxo de sensações se espalham pelo corpo de Kenji, com cada centímetro explorado por Taishou.
“Ahhh” Kenji sente uma mistura de dor e prazer percorrendo seu corpo. Taishou, notando a reação de Kenji, tenta minimizar a dor aumentando a lentitude dos movimentos, enquanto sussurra palavras tranquilizadoras próximo ao seu ouvido. Entre suas palavras e seu toque suave, ele tenta assegurar a Kenji que a dor logo dará espaço somente ao prazer. "Relaxe para mim, Ken." As palavras de Taishou e seus movimentos delicados ajudam a suavizar a dor e permitir que Kenji se entregue ainda mais ao prazer que se intensifica cada vez mais. "Passar por isso foi mais fácil quando eu estava bêbado." Kenji admite e depois ri. Taishou, sem perder o ritmo de suas provocações, solta uma leve risada entre sua respiração ofegante. "Ah, foi mesmo? Por acaso você quer uma dose de whisky, para facilitar as coisas?" perguntou, meio em tom de brincadeira. Seguiu então uma breve risada compartilhada, enquanto Taishou continuava com suas carícias, tentando esquecer a menção ao álcool. “Não, não preciso. Você está indo bem” Kenji murmura.
Taishou, sentindo-se provocado, intensificou seu movimento, levando a sensação para um nível ainda mais alto. "Isso mesmo, não quero nenhuma desculpa agora." diz baixo, entre gemidos de prazer. "Você precisa se entregar totalmente a mim" “Ahhh, Caramba!” Kenji afunda sua cabeça na cama. A intensidade só aumenta, e Taishou continua suas provocações, levando o prazer de Kenji a um novo patamar. Entre gemidos e suspiros, a excitação é palpável em cada movimento, em cada palavra sussurrada ao ouvido. "Relaxe para mim, meu querido." Taishou repete, buscando levar ainda mais longe o companheiro. "Se entregue completamente a mim, seu corpo é meu." “Ah... sim meu alfa... Kenji geme abafando sua cabeça na cama.” Taishou, ao ouvir as palavras de Kenji, sente uma onda de prazer percorrer todo seu corpo, intensificando ainda mais suas ações. "Bom menino" sussurra ele, seu tom masculino ecoando com satisfação. Taishou, agarra os cabelos de Kenji delicadamente, intensifica suas ações, levando o companheiro a um estado de intensidade ainda maior. "Você é todo meu." sussurra ele, sua voz grave cheia de uma possessão doce. Enquanto isso, seu corpo continua a explorar cada centímetro disponível de Kenji, cada movimento aumentando o fogo que já estava aceso entre eles. Kenji começa a gemer cada vez mais alto. "ah meu alfa! mais rápido!" Taishou, ao ouvir o pedido de Kenji, acelera o ritmo de suas ações, levando-o ainda mais alto em extasiante expectativa. Enquanto isso, sussurra em seu ouvido: "Apressado, hein? Então vou satisfazer o que você pediu, meu bom menino." Kenji revira os olhos sentindo o prazer aumentar em seu corpo. "mais..." ele implora.
Taishou respira profundamente antes de intensificar ainda mais suas ações. "Cada pedaço de você é meu!" sussurra ele possessivamente, suas palavras vibrando com seu desejo por Kenji. Sem hesitar, ele aumenta ainda mais o ritmo, e com isso, as sensações se multiplicam, atingindo um patamar nunca alcançado antes. Taishou, entregando-se completamente aos desejos de Kenji, aumenta ainda mais a intensidade de suas carícias, levando-o a uma espiral de prazer inexaurível. "Isso mesmo, bem assim." sussurra ele em seu ouvido, enquanto suas mãos exploram cada parte do corpo de Kenji com um desejo avassalador. Kenji geme cada vez mais alto, e ele precisa se controlar para não gritar. “mais…mais…” ele implora. Taishou, sentindo as reações de Kenji, intensifica ainda mais suas investidas, levando-o a um estado de extrema expectativa. "Isso mesmo, meu bom menino, não tenha medo em pedir por mais" sussurra ele, sua voz cheia de desejo. Enquanto isso, o calor entre eles só aumenta, cada movimento levando-os à beira do abismo. Os dois começam a gemer intensamente. O ritmo dos seus corpos aumentando cada vez mais. “Ah meu deus!” Kenji geme, mordendo o lençol da cama. “Ah , Tai... eu não aguento mais... ahhhh!”
Taishou, sentindo o companheiro chegar ao limite, aumenta ainda mais o ritmo de suas carícias e sussurros provocantes. “Vamos, eu quero ver meu bom menino deixar ir tudo, entrega-se totalmente a mim" sussurra ele, sua voz cheia de expectativa. Entre gemidos e suspiros, a vibração do momento é palpável, uma jornada de prazer que se aproxima do clímax definitivo. Taishou, observando o momento de libertação de Kenji, sente uma onda de satisfação por vê-lo totalmente entregue no pico do prazer. Enquanto isso, ele continua suas carícias, buscando prolongar o momento de prazer e fazer o companheiro aproveitar cada instante. "Isso mesmo, meu bom menino, você está perfeito Ahhh…eu estou quase lá." O calor entre eles continua vibrando, enquanto Taishou permanece grudado a Kenji, compartilhando o momento de prazer absoluto. Taishou, sentindo seu próprio limite chegar, se agarra a Kenji com mais força, enquanto intensifica suas ações em um último esforço. Seu corpo treme, e em um instante, a liberação chega, como uma onda de prazer que percorre seu corpo. Ele se entrega ao momento, em um estado de êxtase intenso. “AHH! KEN!
Taishou deixa seu corpo cair em cima de Kenji após completa liberação. "Ah, Taishou...puta merda..você...ahh" Kenji treme de excitação, ele ainda está muito ofegante para completar qualquer frase. Taishou permanece agarrado em Kenji, ainda recuperando o fôlego. As respirações dos dois lentamente começa a se estabilizar. Taishou não deixa de soltar algumas gargalhadas baixas, ainda se deliciando com o momento que acabaram de compartilhar. "Isso foi...intenso" sussura, sua voz suave e cheia de satisfação. Kenji finalmente com o fôlego recuperado consegue falar. "Que droga foi essa de bom menino?" Taishou com um sorriso malicioso aproxima-se do ouvido de Kenji, mordendo carinhosamente sua orelha. "Ah, você não gostou de ser chamado de bom menino?" ele ri, sua voz carregada de provocação. "Foi um apelido carinhoso, seu ingrato". Taishou acrescenta, enquanto acaricia suavamente o rosto de Kenji, passando a ponta dos dedos em sua pele suada. Kenji ri, tentando afastar o constrangimento. "gostei sim...mas, me senti um filhote de cachorro". Taishou ri e se diverte muito com a reação de Kenji. "A culpa é sua, você me chamou de "meu alfa", isso mexeu com algo dominador dentro de mim" Ele admite, escorregando para o lado de Kenji, e olhando em seus olhos. Kenji ainda ofegante, olha nos olhos dele. "Mas você é meu alfa." Ele acha engraçado, e pergunta, "Se eu sou seu alfa, você é meu ômega?" Kenji pensa um pouco, e finalmente responde "prefiro ser seu beta... eu me sinto menos.. submisso". Taishou abre um sorriso. "Então, você será meu companheiro leal beta, a segunda força da nossa alcateia, fiel e poderoso" Kenji sorri puxando Taishou para um abraço confortável ao seu lado. Os dois estão agora bem próximos um do outro, as respirações tocando na pele com um ar quente. Kenji acaricia o rosto de Taishou e finalmente diz: "posso dormir, confiante, de que você não vai surtar amanhã quando acordar ao meu lado?" Taishou acha uma graça a pergunta de Kenji, e responde lhe dando um selinho nos lábios. "Pode dormir tranquilo, Ken. Nossa relação será moldada no amor, confiança e respeito. "Eu não vou surtar amanhã. nem em dia nenhum. Você é meu beta querido, e eu vou cuidar de você para sempre."
A manhã seguinte amanheceu serena, banhada pelos raios dourados do sol que se espreguiçava no horizonte. Na sala da casa, Taishou e Kenji desfrutavam de um café tranquilo, conversando animadamente sobre a noite anterior, repleta de risadas e cumplicidade. A atmosfera era leve e descontraída, mas logo foi envolta em um silêncio sepulcral quando Akane entrou no cômodo. Seu rosto carregava uma expressão de profunda tristeza e angústia, que contrastava drasticamente com a alegria que pairava no ar apenas alguns instantes antes. Taishou e Kenji perceberam instantaneamente que algo terrível havia acontecido, e seus sorrisos se apagaram como luzes piscando em meio a uma tempestade. Taishou se aproximou de Akane com cautela, envolvendo-a em um abraço caloroso. "Amor," ele murmurou, sua voz carregada de preocupação, "você está bem? Você parece abatida. Não conseguiu conversar com Caleb?" Akane ergueu a cabeça, seus olhos marejados de lágrimas encontrando os de Taishou. Com a voz embargada pela emoção, ela revelou a terrível verdade que a consumia desde a noite anterior. "Caleb está cheio de cortes horríveis no braço," ela disse, cada palavra ecoando como um golpe no coração de Taishou e Kenji.
Um calafrio percorreu a espinha de ambos ao ouvir a revelação de Akane. O sangue gelou em suas veias, e a alegria que antes os animava se dissolveu em um mar de angústia e medo. Kenji se levantou apressadamente, seus olhos arregalados de espanto e incredulidade. Ele se aproximou de Akane e a abraçou com força, unindo-se ao abraço de Taishou em um gesto de apoio e compaixão. "Puta merda..." Kenji murmurou, sua voz carregada de horror. "Ele está... se...?" Akane interrompeu a pergunta de Kenji, completando a frase com a voz embargada pela dor. "Está se machucando, Kenji," ela disse, seus olhos fixos no chão, incapazes de suportar o peso da realidade. "Ele está se machucando e precisa de ajuda." A notícia caiu como uma bomba, explodindo o clima tranquilo da manhã e deixando Taishou e Kenji em estado de choque. A dor de Caleb transbordava para o ambiente, contagiando-os com sua angústia e desespero. "Precisamos fazer algo," Taishou disse com determinação, sua voz firme apesar da tempestade de emoções que o consumia. "Precisamos ajudá-lo. Precisamos encontrar um psiquiatra para ele." Kenji assentiu vigorosamente, seus olhos cheios de preocupação. "Sim, precisamos agir rápido," ele disse, sua voz carregada de urgência. "Não podemos deixar Caleb sozinho nessa situação." Juntos, os três se uniram em um propósito comum: salvar Caleb da escuridão que o consumia e ajudá-lo a encontrar a luz no fim do túnel. A jornada seria árdua e dolorosa, mas eles estavam dispostos a enfrentar qualquer obstáculo para salvar o filho e amigo que tanto amavam. A manhã que começou serena se transformou em um dia de luta e esperança. Taishou, Kenji e Akane se uniram em uma corrente de amor e apoio, determinados a ajudar Caleb a superar seus traumas e encontrar a paz interior que tanto buscava. A jornada seria longa, mas eles sabiam que juntos, poderiam superar qualquer desafio.