Conforme os dias se transformavam em noites e as estações mudavam, Akane sentia o peso do mundo em seus ombros. A decisão de abandonar sua antiga vida em Hinode para abraçar a vida selvagem e indomável de uma lobisomem exigira uma coragem que poucos possuíam. Mas agora, essa coragem era testada a cada momento. O ar de Hinode, que outrora acariciava sua pele e prometia aventuras, era apenas uma lembrança, um eco quase esquecido no vento. Taishou, o alfa cujo amor por Akane era tão antigo quanto as estrelas, observava-a com um desespero contido. Seu coração, outrora cheio de esperança, agora estava apertado pela incerteza. A revelação de que Catarine, sua falecida esposa e grande amor, seria a guia espiritual de Akane era uma faca de dois gumes, cortando fundo a alma de ambos. Akane, atormentada pela sombra de Catarine, travava uma batalha interna que ninguém poderia compreender. O medo de ser consumida pela mesma escuridão que devorou Catarine era uma chama que ardia constantemente em seu peito. A besta negra, uma entidade de fúria e vingança, povoava seus pesadelos como uma ameaça de repetição do trágico destino de sua guia.
A alcateia, que deveria ser seu refúgio, refletia suas próprias incertezas. Caspian, o líder sábio, oferecia palavras de consolo, mas até mesmo sua ancestral sabedoria parecia incapaz de penetrar a névoa de incerteza em torno de Akane. A frustração e a desesperança se enraizavam entre seus companheiros, que começavam a questionar se Akane realmente desejava essa transformação ou se o medo da metamorfose apagava sua vontade. Akane, no entanto, sabia que a transformação não era apenas seu destino, mas sua salvação. O medo, um adversário formidável, bloqueava seu caminho, mas a determinação de Akane era uma força da natureza. Será que seria capaz de enfrentar o desafio de controlar a besta e provar ser digna do amor eterno de Taishou e Kenji? A sombra de Catarine, mais do que uma memória, era uma presença constante, sussurrando dúvidas e lembranças de um destino sombrio. No entanto, Akane sabia que não podia mais adiar o inevitável. Era hora de enfrentar seus medos e dar um salto de fé no desconhecido. Seu futuro era uma tela em branco, mas ela sabia que não estava sozinha: Taishou, Kenji, Caleb, Caspian e toda a alcateia estavam ao seu lado, prontos para apoiá-la nessa jornada. E, no fundo de seu coração, sentia a bênção de Catarine, desejando-lhe paz e felicidade em sua nova vida de liberdade e poder.
A jornada de Akane, Kenji e Taishou, entrelaçada pelo destino e selada pelo amor, havia se tornado uma lenda viva entre lobos e humanos. O trisal, antes incerto, agora simbolizava união e força. A conexão entre eles era mais do que amor; era uma força primordial que desafiava a própria natureza. Kenji, o beta leal, via em Akane uma chama que iluminava a escuridão de suas noites mais sombrias. Taishou, o alfa imponente, enxergava nela a promessa de um novo amanhecer para a alcateia, a esperança de um futuro onde luz e escuridão coexistissem em harmonia. Caleb, o jovem renascido das cinzas de sua própria desolação, encontrou em Akane a mãe que o destino lhe negara. A transformação de Caleb era um milagre, a prova de que até a alma mais atormentada podia encontrar paz na presença do amor verdadeiro. Na noite de lua cheia e aniversário de Caleb, um evento simples mas repleto de significado antecipava o ritual que mudaria suas vidas para sempre. Sob a luz prateada da lua na clareira sagrada, o ritual de Akane começou. Caspian, o líder sábio, a guiou com cada palavra como uma semente plantada na terra de sua alma. Kenji e Taishou, pilares de força e amor, observavam-na com olhos cheios de emoção. O vento frio da floresta de Inverness carregava os sussurros dos antigos, que se reuniam para testemunhar a ascensão de uma nova loba alfa.
Com o coração batendo como um tambor de guerra, Akane enfrentava o abismo de sua própria alma. A pergunta sobre Catarine, a loba branca que habitava seu interior, era uma chama que consumia seu ser. Caspian, com um sorriso repleto de sabedoria, confirmou suas suspeitas: “Sim, Akane,” disse ele, “Catarine vive em você.” A revelação foi um terremoto que sacudiu Akane ao seu núcleo. Essa conexão com Catarine era sua maior força e seu maior medo. “E se eu não for forte o suficiente?” ela perguntou com voz trêmula. Caspian a tranquilizou com a gentileza de um pai. “A loba branca é sua guia, sua protetora. Ela é a luz que dissipará a escuridão.” Taishou aproximou-se com solenidade. “Akane,” ele disse, “você se tornará parte de nossa alcateia. Catarine renascerá em você. Honre-a e torne-se a alfa que liderará nossa alcateia à glória.”
Kenji a abraçou com olhos que refletiam a força da floresta. “Você não está sozinha,” ele sussurrou. “Juntos, enfrentaremos o mundo.” Caleb, o filho de Catarine, observava à distância, com o coração em turbilhão. A esperança de reencontrar sua mãe, mesmo que em outro corpo, brilhava em seus olhos. No auge da lua cheia, o ritual iniciou. Caspian liderava o rito, uma dança com o divino, uma comunhão com os ancestrais. A dor da transformação era um fogo purificador, moldando-os em criaturas de poder e liberdade. Assim, sob a lua, Akane deu seu salto de fé. Guiada pelo espírito de Catarine, ela transcendeu sua condição humana e se tornou mais que uma loba: uma lenda, uma alfa que unia dois mundos com a força do amor e a coragem de seu coração. Na clareira iluminada pela lua, um silêncio sagrado tomou conta. Caspian, com sua pelagem prateada e olhos ardentes, irradiava uma paz transcendental. Caleb, o jovem lobo, erguia-se com uma luz nova, e a sombra da besta em sua alma se dissipava. Kenji, o beta, parecia a própria força em forma de lobo branco, enquanto Taishou emergia como o alfa imponente e justo.
Akane, pronta para transcender sua humanidade, viu os lobos à sua frente com o coração palpitante de expectativa e temor. Naquela noite, o ritual ancestral de transferência da besta seria selado, um elo que a uniria para sempre a Taishou e Kenji. Com um olhar repleto de amor, Akane aproximou-se. Kenji e Taishou a morderam delicadamente, e a dor que se seguiu consumiu seu ser, conectando três almas em um rito que os entrelaçaria eternamente. A energia da besta fluía de seus amantes para ela, trazendo uma nova força e poder. Com a essência dos lobos fundida à sua, Akane emergiu da dor com uma presença poderosa. A besta que agora habitava seu ser era uma nova parte de sua identidade, uma conexão com a natureza selvagem e um elo inquebrável com seus amores. A transformação estava completa, e Akane, agora uma loba branca, se tornava um símbolo de força e união para toda a alcateia.
A transformação estava completa. Akane ergueu-se, poderosa e imponente, enquanto levantava a cabeça para o céu. Diante dela, Catarine caminhava com graça, suas patas deixando rastros suaves na terra, e seus olhos vermelhos brilhavam com uma inteligência e sabedoria ancestrais. As duas se encararam em um silêncio profundo e solene, sentindo uma ligação mútua, como se fossem partes complementares de uma única essência. Catarine então sorriu, e uma figura etérea se materializou diante da alcateia. Era uma mulher de longos cabelos castanhos e lisos, olhos cor de mel e uma armadura medieval, irradiando imponência. Ela era a própria manifestação de Catarine, uma guerreira de eras passadas cujo espírito agora renascia através de Akane. Os lobos ao redor observavam com reverência, cientes de que presenciavam o nascimento de uma nova era, onde Akane, a loba branca, lideraria a alcateia com amor e coragem, unindo mundos distintos.
Na clareira sagrada, onde a lua cheia iluminava cada detalhe com sua luz prateada, um silêncio reverente pairava. As lágrimas de Taishou desciam como gotas de orvalho, testemunhas do amor eterno que ele sentia por Catarine. Seu nome escapou de seus lábios trêmulos, carregado de saudade e emoção. A figura etérea de Catarine sorriu para ele, seus olhos refletindo o brilho da lua e a intensidade de seus sentimentos. “Christian, meu amor...” sua voz ressoou suave, como um eco distante. Caleb, o jovem lobo, observava a cena com olhos marejados. “Mamãe...” ele murmurou, incapaz de conter a emoção. Correndo até ela, Caleb buscou o abraço materno que tanto ansiava. “Oi, meu bebê... você cresceu tanto...” Catarine acariciou seus cabelos com ternura, cada toque curando a saudade que Caleb guardava no coração.
Akane, herdeira da linhagem, assistia tudo com uma admiração crescente. Havia uma familiaridade indescritível na figura de Catarine, algo que tocava as profundezas de seu ser. Hesitante, ela se aproximou, murmurando: “Catarine?” A resposta veio em um sorriso acolhedor, e um arrepio percorreu Akane. “Sim, Akane,” respondeu Catarine, “sou sua ancestral.” A revelação foi um raio de verdade que iluminou a origem de Akane. Ela, descendente de uma loba lendária, estava destinada a honrar esse legado. Caspian, o sábio lobo da alcateia, saudou Catarine com reverência. “É uma honra tê-la de volta à alcateia, Catarine.” Ela respondeu com um sorriso aquecedor. A alcateia se reuniu ao redor da figura de Catarine, enquanto Caspian e Kenji comentavam sobre as semelhanças entre Akane e sua ancestral. Caspian observou com espanto. “A semelhança é impressionante...” Kenji, atento aos detalhes, acrescentou: “Akane tem o brilho dos olhos ligeiramente mais claro.”
Naquele momento, Akane sentiu o peso e a honra de seu destino. O abraço de Catarine a ancorou, como se confirmasse que ela era digna de continuar esse legado. Caleb, emocionado, finalmente conhecia a mãe que tanto admirava e por tanto tempo perdera. “Mãe,” ele disse com a voz embargada, “eu queria tanto ter crescido com você.” Catarine o segurou com carinho. “Eu sempre estive com você, meu amor, mesmo que não pudesse me ver.” Ela olhou para Taishou e Caleb, os olhos repletos de amor. “Agora, vocês têm Akane,” ela disse suavemente, “e eu continuarei a amá-los e a protegê-los através dela.” Catarine se aproximou de Taishou para um beijo de despedida, enquanto Akane observava com emoções mistas. Por fim, Catarine transformou-se em uma loba branca e fundiu-se ao peito de Akane, deixando apenas uma névoa brilhante. A alcateia permaneceu em silêncio, absorvendo o momento solene. Akane tocou o próprio peito, emocionada. “Catarine…”
Taishou e Caleb sabiam que jamais veriam Catarine novamente, mas sua memória permaneceria em seus corações. Ela fora a mãe, a companheira, a ancestral que os guiara, e agora, através de Akane, continuaria a protegê-los. Caspian aproximou-se de Akane, seus olhos transbordando sabedoria. “Akane,” ele disse, “é hora de você se conectar com a lua e sua força.” Ao erguer a cabeça, Akane sentiu uma poderosa energia fluir através dela, como se a lua refletisse sua própria alma. Sob o olhar atento da alcateia, Akane abraçou seu destino, disposta a liderar com a sabedoria do passado e a esperança do amanhã. Caspian, com a voz de quem já testemunhou as eras, proclamou: “Akane é mais que uma líder, ela é a chama que desafia a escuridão e guia nossa alcateia. Ela emergiu vitoriosa, renascida com uma força que desafia os deuses. Ela é nossa luz, nossa guardiã!” A alcateia uivou em saudação à sua nova matriarca. Akane, com os olhos refletindo o brilho da lua, aceitou seu destino, ciente de que, com o apoio de seus irmãos e seu vínculo ancestral, ela estava pronta para enfrentar o futuro. Sob a luz prateada da lua, ela se tornou uma com o céu, simbolizando a verdadeira transformação e renascimento.
Um uivo poderoso irrompe do peito de Caspian, cortando o silêncio da floresta. Seu chamado ressoa pelas árvores, ecoando em cada lobo, convocando-os para a celebração e reverência de sua nova líder. Um a um, os lobos erguem suas vozes, juntando-se ao coro que se propaga pela noite, carregando a emoção ancestral de suas almas. Akane também eleva sua voz, seu uivo feminino harmonizando-se com o dos machos, numa melodia selvagem e envolvente. O uivo coletivo não é apenas som; é uma expressão da união inquebrantável e da lealdade que os une. A lua, como testemunha silenciosa, parece inclinar-se para mais perto, atraída pela energia que emana da alcateia. O espaço se transforma em algo mágico, impregnado de poder ancestral, e Akane, banhada pela luz prateada, sente um profundo senso de propósito. Ela é a matriarca, a líder que guiará a alcateia para um futuro de força e glória.
O canto da alcateia é um hino de vitória, o prenúncio de um novo tempo. Akane sabe que os desafios serão grandes, mas sente-se preparada, segura da força e da lealdade que seus companheiros lhe oferecem. Com o coração preenchido de orgulho e determinação, ela se junta novamente ao uivo que celebra a união e a esperança. A partir daquele momento, Akane se torna a luz e o símbolo de esperança da alcateia. Sua liderança é inspiradora, seu espírito inabalável. Taishou aproxima-se dela com um olhar cheio de admiração e amor. Envolvendo-a em seus braços, ele deposita um beijo em seus lábios, suave e apaixonado, uma celebração silenciosa de tudo que ela representa para ele e para a alcateia. Kenji se aproxima, sorrindo, e a beija também, transmitindo todo seu carinho e respeito.
Caspian, observando o momento, não perde a chance de brincar. “Que nossa matriarca traga muitos descendentes para nós!”, ele exclama, sua voz ecoando divertida pela clareira. A brincadeira faz Akane rir, trazendo leveza ao momento, enquanto ela observa seus companheiros e sente o amor e a proteção que a cercam. A noite segue seu curso, iluminada pela lua e pelo som dos grilos que ecoam entre as árvores. Unidos, Akane, Taishou e Kenji permanecem lado a lado, sob o olhar paternal de Caspian. Eles sabem que o futuro da alcateia está em suas mãos e que juntos construirão um caminho de prosperidade e união para todos. Na escuridão estrelada da floresta, Taishou, com passos firmes, guia uma jovem ansiosa: Yuki. A promessa que fizera ao filho Caleb o levara até ali, e agora ele trazia a pessoa que o coração de Caleb tanto desejava. Quando Taishou e Yuki surgem na clareira, o tempo parece suspender-se. Caleb, com o coração acelerado, reconhece a presença de Yuki e corre ao seu encontro, envolvendo-a em um abraço que expressa os anos de espera e saudade. Seus lábios se encontram, e, naquele beijo, ambos se comprometem a enfrentar juntos os desafios que viriam. Os lobos brancos, curiosos e cautelosos, cercam Yuki, acolhendo-a como parte de sua família. Kenji é o primeiro a cumprimentá-la com um sorriso sincero, enquanto os mais jovens, fascinados, a observam com admiração. As lobas a acolhem com gestos amigáveis, prontas para compartilhar as histórias e tradições da alcateia. Caspian, sempre o sábio, mantém-se atento, mas sorri, confiando na escolha do alfa.
Em pouco tempo, Yuki deixa de ser uma visitante e se torna parte vital da alcateia, provando que, mesmo quem nasce fora do círculo, pode se tornar família. Sob a liderança de Akane, Taishou e Kenji, a alcateia não apenas cresce em número, mas também em espírito e coração, transformando-se em uma força viva de união e esperança. Com o cair da noite, Caleb e Yuki, sob o céu estrelado, observam o horizonte, prontos para enfrentar o desconhecido com a força de seu amor e o apoio de sua família. A alcateia de lobos brancos segue sob a liderança de Akane, Taishou e Kenji, guardando sua herança em segredo, vivendo em harmonia e defendendo seu mundo com honra, enquanto marcham para um futuro iluminado pela luz da lua cheia e pelo espírito inquebrantável que os une.
Yuki, ainda aprendendo a trilhar o caminho ao lado dos lobos, sentia no âmago uma nova e poderosa melodia: a da natureza selvagem, pulsando agora em cada fibra do seu ser. Caleb, com os dedos entrelaçados aos dela, sentia-se, pela primeira vez, completo, como se cada peça de sua vida finalmente estivesse em harmonia. Sabiam que o amanhã traria desafios, e que o segredo de sua existência pairava sobre eles como uma sombra. Mas, sob o céu que se enchia de estrelas, essas preocupações se dissipavam. O destino deles era como um rio impetuoso, fluindo para o desconhecido. A cada passo, o amor que compartilhavam tornava-se a bússola que os guiaria, seja nas águas mais calmas ou nas turbulências da jornada.
A alcateia de lobos brancos celebrava ao redor deles, num círculo de proteção e alegria que irradiava a união que os fortalecia. Akane, a matriarca, observava cada rosto com orgulho; ela sabia que todos haviam encontrado seu propósito e que a alcateia estava pronta para um novo capítulo. Ao lado de Akane, Taishou, com o coração pleno, percebia a plenitude de sua missão ao ver o futuro de sua alcateia florescer, agora mais forte e mais unida. Ele havia cumprido sua promessa a Caleb, trazendo Yuki para o seio de sua família, e seu filho estava finalmente onde sempre pertencera.
Caleb e Yuki, unidos pelo amor e pelo destino, sabiam que, juntos, poderiam enfrentar qualquer desafio que a vida lhes impusesse. Kenji, o beta leal, contemplava a cena com um sorriso sereno, sentindo a recompensa de anos de dedicação e luta. Ele sabia que o trabalho de garantir a segurança e harmonia da alcateia estava apenas começando, mas olhava para o futuro com esperança renovada. Os lobos mais jovens corriam e brincavam pela clareira, suas risadas e uivos preenchendo o ar como uma promessa de uma nova geração. As lobas, cercadas por seus filhotes, compartilhavam histórias e ensinamentos, fortalecendo os laços que garantiriam a continuidade do legado da alcateia. Caspian, o ancião e sábio, observava tudo com um olhar complacente; cada fase da vida daquela alcateia parecia lhe trazer a certeza de que estavam em boas mãos.
A noite avançava e, pouco a pouco, todos os lobos se uniram em um grande círculo, cada um erguendo a voz em um uivo que reverberava pelas árvores e subia aos céus. A lua, testemunha silenciosa, banhava a cena com sua luz prateada, e naquele instante, todos ali sentiam o pulsar da vida e da conexão que os unia como uma família inabalável. E enquanto cada lobo repousava sob as estrelas, o destino da alcateia seguia seu curso, embalada por um legado de amor, coragem e esperança que resistiria através de muitas luas cheias. A história da alcateia de lobos brancos não termina aqui, mas continua, entrelaçada no vento que atravessa a floresta e nos corações que ali pulsam como uma só vida, como uma só força. Enquanto as estrelas começavam a surgir no céu de Inverness, Caleb e Yuki se afastaram um pouco da clareira, buscando um instante de privacidade. O ar ao redor estava calmo, mas ambos sentiam a melancolia de uma despedida iminente.
Caleb a olhou com um sorriso suave, embora seus olhos denunciassem uma ponta de preocupação. "Você promete me visitar sempre aqui em Inverness?" perguntou ele, mantendo o tom leve, mas com um fundo de seriedade. Yuki segurou sua mão e apertou-a, sentindo o calor que a reconfortava tanto. "Claro que prometo, Caleb," respondeu, sem hesitar, sua voz cheia de ternura. "Eu vou trabalhar sempre para vir visitar você. Vou atravessar o mundo, se for preciso." Caleb riu, balançando a cabeça como se tentasse disfarçar sua preocupação. "Mas e se... e se o tempo, a vida, fizer você esquecer? E se, com os anos, for ficando mais difícil?" Yuki se aproximou mais, encarando-o com firmeza e um carinho profundo. "Caleb, não existe distância, tempo ou obstáculo que me faça esquecer. Você é parte de mim agora. Onde quer que eu esteja, um pedaço do meu coração vai estar sempre aqui, com você."
Ele suspirou, deixando o alívio tomar conta de seu rosto, e a puxou para mais perto, envolvendo-a em seus braços. "Eu acredito em você, Yuki. Mas preciso que você saiba que, mesmo que os caminhos nos levem para longe um do outro, eu vou estar aqui, esperando, sempre."
Yuki sorriu, emocionada, e deixou a cabeça descansar contra o peito dele, ouvindo o som constante de seu coração. "Então é uma promessa nossa," ela disse suavemente. "Não importa o que aconteça, sempre encontraremos o caminho de volta." Caleb assentiu, sentindo o peso daquela promessa e também a esperança que ela trazia. "Uma promessa para além do tempo," ele murmurou. "Porque você, Yuki, é meu lar." E ali, sob o céu salpicado de estrelas e o silêncio acolhedor da floresta, Caleb e Yuki selaram sua promessa. Sabiam que o destino poderia traçar caminhos desconhecidos, mas carregariam um ao outro nos corações – onde a verdadeira distância jamais existiria.
Com o brilho tênue da lua escocesa iluminando a clareira coberta pela geada, o vento cortante carregava o frescor da floresta congelada, mantendo o mundo distante, guardando a intimidade e o calor que preenchia o quarto do trisal. Kenji, Akane e Taishou se encontravam no refúgio seguro do abraço um do outro, cercados pela cumplicidade que havia sido construída e fortalecida ao longo do tempo. Kenji, sempre leve e carismático, oferecia sorrisos afetuosos e palavras suaves enquanto passava os dedos nos cabelos de Akane, que fechava os olhos, absorvendo aquele gesto com serenidade. Ao lado dela, Taishou, o Alfa com o peso do mundo nos ombros, encontrava um raro instante de paz e segurança. Ele tocava o rosto de Akane com ternura, traçando lentamente o contorno de suas feições, como se gravasse cada detalhe. Akane, sentindo o calor das mãos dos dois ao seu redor, entrelaçou seus dedos nas mãos de ambos, unindo-os em um toque mútuo. Eles se aproximaram, compartilhando beijos leves e carinhos que pareciam transcender o tempo e espaço. Entre eles, não havia necessidade de palavras – apenas uma compreensão profunda e um vínculo que os envolvia.
Ali, no aconchego da cama, o trisal encontrava refúgio nas carícias e beijos trocados, reforçando a promessa silenciosa de que, independentemente dos desafios e mistérios do mundo exterior, eles sempre teriam um ao outro. Sob a luz suave que dançava através das frestas da janela, seus corações pulsavam em uníssono, como uma única entidade, reafirmando o amor que os unia. "Kenji, seu toque é como mágica," murmurou Akane, virando-se para beijar a palma da mão dele, suas palavras carregadas de afeto. "Não é nada comparado ao que você faz por todos nós," respondeu Kenji, em um tom suave e caloroso. Ele inclinou-se e depositou um beijo gentil em sua testa, lançando um olhar em direção a Taishou, buscando uma aprovação silenciosa. Taishou assentiu, sua expressão suavizando ainda mais. "Vocês dois sempre tiveram uma conexão especial," disse ele, a voz grave mas cheia de sinceridade. Estendeu a mão, envolvendo a mão de Akane na dele e puxando-a suavemente para mais perto. "Mas esta noite, é sobre todos nós." Akane virou-se para Taishou, o coração transbordando de emoção. Entrelaçou os dedos aos dele, sentindo a força e a vulnerabilidade no toque. "Somos uma família," ela sussurrou, os olhos brilhando com lágrimas que não chegaram a cair.
Taishou afastou uma mecha de cabelo do rosto dela, o polegar traçando o contorno de sua bochecha. "Sim, somos," concordou, a voz espessa de emoção. Ele inclinou-se para frente e a beijou com suavidade, quase em reverência. Kenji os observava, um sorriso de contentamento brincando nos lábios. Ele deslizou a mão pelo braço de Akane até encontrar a mão de Taishou, entrelaçando os dedos dos três. "Juntos," ele disse baixinho, sua voz carregada de promessa. Os três se aproximaram, seus lábios se encontrando em um toque delicado de carinho e confiança. Akane sentiu o calor dos corpos pressionando contra o seu, a união das mãos criando uma conexão tangível. Ela suspirou no beijo, o coração acelerado pela intensidade do vínculo que os unia. Taishou aprofundou o beijo, seu toque gentil transformando-se em uma necessidade silenciosa. Kenji, ao lado dela, moveu-se mais perto, acariciando-a e pressionando-a com ternura, intensificando o sentimento de pertencimento e segurança. A suave luz da lua penetrava pela copa gelada da floresta escocesa, lançando um brilho prateado sobre a clareira congelada. Dentro da cabana, o mundo lá fora parecia distante, suspenso no tempo. Caleb estava na beira da cama, seus olhos presos aos de Yuki, enquanto o calor da lareira aquecia o ambiente com uma sensação reconfortante. Mas o verdadeiro santuário estava ao redor de Kenji, Akane e Taishou, cuja presença fazia o quarto pulsar com amor e intimidade.
Kenji, com seu jeito charmoso, estava recostado na cabeceira, um braço em volta dos ombros de Akane, enquanto seus beijos traçavam um caminho pelo pescoço dela até a clavícula, fazendo-a estremecer. Ela podia sentir a respiração quente dele em sua pele, um contraste suave com o ar frio da noite que se infiltrava pelas frestas da cabana. Taishou, ao lado, deslizou as mãos até as costas dela, desabotoando seu sutiã com destreza. O tecido deslizou, deixando-a exposta ao toque carinhoso deles. "Você é tão linda," sussurrou Taishou, com a voz embargada pela emoção, enquanto segurava seus seios com cuidado. Ele os acariciava gentilmente, os polegares passando sobre os mamilos que endureciam em resposta ao frio e ao toque, e Akane mordeu o lábio, tentando conter um gemido. A mão de Kenji desceu até a borda de sua cintura. Ele a olhou com um sorriso brincalhão. "Posso?" ele perguntou, com os dedos brincando com o elástico da calça dela. Akane assentiu, o coração acelerando enquanto Kenji puxava a calça para baixo, revelando suas coxas claras e sensíveis ao toque dele.
"Shh," ele a silenciou suavemente, inclinando-se para dar um beijo terno em seus lábios. "Relaxe. Deixe-nos cuidar de você." Taishou se abaixou, levando um dos mamilos à boca, girando a língua ao redor enquanto sugava gentilmente. Akane gemeu, suas mãos enroscando-se nos cabelos dele. Ela sentiu a mão de Kenji deslizar mais fundo, finalmente penetrando abaixo do cós de sua calcinha. Seus dedos encontraram seu centro molhado, e ela arqueou as costas, entregando-se ao toque. Enquanto Taishou continuava a explorá-la com a língua, Kenji aumentou a pressão de seus dedos, trazendo sensações novas de prazer e desejo. Akane sentiu-se desmoronar em meio a tanta atenção, seu corpo pulsante pela necessidade de mais. Ele continuou, trazendo-a cada vez mais perto do limite, e ela enterrava as mãos ainda mais profundamente nos cabelos deles, sentindo seu nome escapar de seus lábios em um suspiro ofegante: "Kenji... Taishou... por favor..."
"Tão molhada para nós," Kenji sussurrou ao ouvido dela, com o polegar desenhando círculos ao redor do clitóris. Akane ofegou, os quadris reagindo instintivamente, enquanto ele aumentava a pressão. Taishou continuou sua atenção nos seios dela, mordiscando suavemente antes de sugá-los novamente. As duas sensações a tomavam por completo, fazendo-a perder-se em uma onda de prazer. Os dedos de Kenji penetraram mais fundo, movimentando-se de forma constante. Akane gritou, seu corpo se apertando ao redor dele conforme ele avançava, lento e seguro, a cada movimento extraindo mais dela. Ela podia sentir as mãos de Taishou continuando a explorar seu corpo, concentradas em levá-la ao limite. O quarto ao redor parecia desaparecer, deixando apenas os três envolvidos nessa dança íntima. O cheiro da madeira queimada misturava-se com o perfume da excitação deles, intensificando seus sentidos. "Taishou... Kenji... eu não consigo..." ela murmurou, a voz entrecortada por uma nova onda de prazer. "Sim, você consegue," incentivou Taishou, erguendo a cabeça para encontrar o olhar dela, os olhos escurecidos de desejo enquanto observava cada reação. "Deixe-se levar, meu amor. Estamos aqui com você." Kenji acelerou o ritmo, seus dedos movendo-se com precisão, enquanto curvava-os para atingir o ponto perfeito que fazia estrelas surgirem diante dos olhos de Akane. Ela sentia a pressão crescendo, um nó dentro de si implorando por alívio.
A mão de Taishou uniu-se à de Kenji, seu polegar pressionando o clitóris dela em sincronia com os movimentos dele. Os dois homens trabalhavam juntos, seus toques perfeitamente alinhados. Akane arfava, seu corpo tremendo com o esforço de conter-se. "Por favor... por favor..." ela suplicou, a voz entrecortada. "Ainda não," murmurou Kenji, a voz rouca de desejo. "Queremos que isso dure." Taishou inclinou-se, capturando os lábios dela em um beijo ardente, sua língua refletindo os movimentos de sua mão. Akane gemeu, seu corpo à beira do êxtase, cada toque, cada beijo elevando-a ao ápice. Kenji substituiu os dedos pela boca, deslizando a língua ao longo de seu centro, as carícias rápidas e precisas aumentando a intensidade. As unhas de Akane cravaram-se nas costas de Taishou, enquanto seu corpo reagia ao toque de Kenji. Ela sabia que não conseguiria resistir por muito mais tempo. "Eu... eu vou..." tentou avisá-los, mas as palavras se perderam na tempestade de sensações. "Goze para nós, Akane," comandou Taishou, afastando-se para observar o rosto dela. "Deixe-se ir."
E então aconteceu. Akane foi tomada pela onda de seu clímax, o corpo se contorcendo, os músculos contraindo-se e relaxando conforme as ondas de êxtase a envolviam. Ela gritou o nome de Taishou e Kenji, sua voz ecoando pela cabana, misturando-se aos sons da respiração pesada deles e ao crepitar da lareira. Kenji manteve o ritmo, sua boca continuando a explorar até que o prazer dela começasse a diminuir. Akane sentia sua mente em branco, a existência reduzida ao pulsar de pura satisfação que a preenchia. Ela podia sentir as mãos de Taishou, guiando-a através do clímax, um toque ancorando-a enquanto ela flutuava no mar de prazer. Quando seu corpo começou a relaxar, Kenji recuou, o rosto brilhando com os vestígios de sua entrega. Ele olhou para ela, seus olhos cintilando com satisfação. "Isso foi incrível," murmurou, plantando um beijo gentil em sua coxa. "Você foi maravilhosa," ele disse, com a voz cheia de admiração. "Absolutamente incrível."
Akane sorriu, um sentimento de orgulho e contentamento tomando conta dela. Ela puxou os dois para mais perto. "Agora é a vez de vocês," disse ela, com a voz cheia de promessa. Enquanto eles se ajeitavam ao lado dela, Akane não pôde deixar de se perguntar quais novos picos de prazer ainda os aguardavam. Uma coisa era certa: juntos, eles poderiam conquistar qualquer coisa. Taishou e Kenji trocaram um olhar, seus olhos escuros revelando um desejo ainda não saciado. Eles se posicionaram ao redor dela, apoiando-se nos cotovelos nas laterais de seu corpo. Enquanto Taishou deslizava a mão pelos quadris dela, Kenji tomava posse de seus lábios em um beijo possessivo. "Você é realmente insaciável," ele murmurou, mordiscando seu lábio inferior. "Eu preciso ser uma boa esposa para vocês dois." Akane murmurou baixinho. "Você é mais do que uma boa esposa," Taishou afirmou, acariciando suavemente sua cintura. "Você é a nossa companheira perfeita em todos os sentidos." Kenji beijou-lhe a têmpora, seus lábios pousando em sua pele carinhosamente. "Não precisa se preocupar com nada além de seu prazer." "Ah, vocês já me deram prazer, agora é a vez de vocês." Kenji riu baixinho, se posicionando na cama. "Vem aqui Akane." Ela o seguiu, então sentou-se em cima dele. Ainda úmida pela experiência anterior. Akane descia e subia suavemente pelo eixo de Kenji. "Ah...Ken." Taishou vendo a cena de sua esposa e seu melhor amigo e beta legal, não resistiu e se juntou a conexão física entre eles. Enquanto Kenji estava deitado na cama e Akane estava cavalgando ele, Taishou se posicionou atrás dos dois, puxando as pernas de Kenji para se encaixar na entrada dele. Kenji gemeu alto ao sentir a invasão de seu alfa. "Ah, porra, Taishou!" Akane inclinou-se para a frente, seus seios roçando no peito de Kenji enquanto ajustava seu ritmo, movendo-se de forma mais deliberada agora. Sua umidade grudava nele, criando um rastro convidativo enquanto ela cavalgava com uma urgência crescente. As mãos de Kenji percorriam suas costas, os dedos se aprofundando em sua pele enquanto ele correspondia ao ritmo, sua respiração ficando mais pesada a cada investida. "Mais rápido," ele sussurrou, sua voz tensa. "Preciso que vá mais rápido, Akane." Ela obedeceu, seus quadris balançando em um movimento de oito, conduzindo ambos para mais perto do limite. O som de suas respirações entrelaçadas preenchia o quarto, amplificado pela quietude da floresta gelada do lado de fora. Cada gemido, cada suspiro, era um testemunho da conexão deles, da sua unidade.
Taishou observava por trás, seus olhos escuros de desejo. Ele sentia o calor irradiando dos corpos deles, um magnetismo que o atraía para mais perto. Com uma mão, ele se guiou para dentro de Kenji, seu comprimento deslizando facilmente no calor à espera. Kenji estremeceu, seu corpo enrijecendo enquanto Taishou começava a se mover, investindo nele com um ritmo constante e implacável. "Ah, caramba," Kenji gemeu, sua voz falhando. "Vocês estão... tão profundos..." Akane inclinou-se, capturando os lábios de Kenji em um beijo ardente. Suas línguas dançaram juntas, compartilhando a paixão que fervilhava entre eles. Taishou alcançou-a, seus dedos encontrando o clitóris de Akane, esfregando-o em círculos lentos e deliberados. Ela gritou contra a boca de Kenji, seu corpo tremendo de prazer.
O cheiro de suor se misturava com o almíscar natural da excitação deles, preenchendo o ar com um aroma intoxicante. Era primal, terreno, um lembrete de suas naturezas animais. A brisa fria do lado de fora tentava invadir a cabana, mas não era párea para o calor gerado dentro dela. As mãos de Kenji moveram-se para os quadris de Akane, guiando seus movimentos com mais força. Ele queria perder o controle, deixar-se levar e se afogar nas sensações que o dominavam. Taishou segurava sua cintura, puxando-o de volta para cada estocada, a pressão crescendo dentro dele. "Estou perto," Kenji arfou, sua voz áspera. "Tão perto, Akane." Ela assentiu, os olhos enevoados de desejo. "Eu também," sussurrou. "Vamos juntos." As investidas de Taishou tornaram-se mais urgentes, sua respiração vindo em ofegos curtos e agudos. Ele sentia a tensão se acumulando dentro de si, apertando como uma mola pronta para se soltar. "Sim," ele rosnou. "Juntos, agora!"
Com um grito final e desesperado, eles todos chegaram ao clímax, seus corpos convulsionando em uníssono. Os músculos de Akane se apertaram ao redor de Kenji, arrancando dele cada última gota. Taishou enterrou-se fundo em Kenji, inundando-o com calor. A cabeça de Kenji pendeu para trás, seu corpo inteiro tremendo com a força do orgasmo. Por um momento, só havia silêncio, quebrado pelo som pesado de suas respirações. Eles ficaram enlaçados, seus membros entrelaçados em um torpor pós-orgástico. O mundo lá fora parecia distante, irrelevante. Tudo que importava era aquele casulo de calor e amor que haviam criado juntos.
Mas a noite estava longe de terminar. Conforme as respirações acalmavam, os corpos começaram a se mover novamente, o fogo do desejo reacendendo. Taishou beijou a nuca de Akane, seus lábios descendo até o ombro dela. Kenji, ainda dentro dela, se ajustou embaixo dela, buscando um novo ângulo, uma nova forma de trazer prazer. De novo?" Akane murmurou, sua voz suave, esperançosa. Kenji sorriu, os olhos brilhando de travessura. "Sempre," ele respondeu, as mãos subindo para acariciar seus seios. "Apenas começamos." Taishou riu, seus dedos desenhando padrões na pele dela. "Então, não vamos perder tempo," disse ele, sua voz baixa e comandando. "Mostre-nos o que você quer, Akane." Ela virou a cabeça, encontrando seu olhar. Havia um desafio em seus olhos, uma provocação. "Tem certeza de que consegue lidar com isso?" perguntou, seu tom provocante. O sorriso de Taishou alargou-se. "Tente-me," ele disse, a voz densa de antecipação. Akane moveu-se primeiro, escorregando para fora de Kenji e ajoelhando-se na cama. Ela chamou Taishou com um gesto, seus olhos nunca deixando os dele. Ele ajoelhou-se diante dela, sua respiração acelerando enquanto ela o tomava com a mão, acariciando-o com uma lentidão deliberada. Chupando seu membro para ele recuperar a ereção.
Kenji observava por trás, prendendo a respiração ao ver a concentração no rosto de Akane. Ela estava tomando controle, afirmando-se de uma forma que fazia seu coração disparar. Ele se aproximou, pressionando-se contra ela por trás, sua ereção pressionando contra suas nádegas. "Leve o tempo que precisar," ele murmurou, os lábios roçando a orelha dela. "Faça-o implorar." A pegada de Akane apertou, seus movimentos se tornando mais firmes e insistentes. Os olhos de Taishou cerraram-se, sua cabeça inclinando-se para trás enquanto se entregava às carícias dela. Ela variava a velocidade, alternando entre rápido e lento, duro e gentil, levando-o à beira e depois recuando, prolongando seu prazer. "Akane," Taishou gemeu, sua voz suplicante. "Por favor, eu preciso—" Ela o silenciou com um beijo, sua língua explorando profundamente enquanto continuava a acariciá-lo. As mãos de Kenji encontraram os quadris dela, guiando seus movimentos, adicionando seus próprios toques à mistura. As sensações eram avassaladoras, uma tempestade perfeita de toque, gosto e som. "Agora," Kenji sussurrou, sua voz tensa de desejo. "Agora, Akane."
Akane olhou profundamente nos olhos de Taishou, um sorriso travesso se formando em seus lábios. A intensidade do momento a envolvia, e ela estava determinada a levá-lo a um novo nível. Ela se moveu mais rapidamente, suas mãos ainda trabalhando em Taishou enquanto seu corpo se ajustava à presença de Kenji atrás dela. "Eu quero que você sinta tudo," Akane disse, sua voz carregada de desejo. Taishou arqueou as sobrancelhas, ansioso e excitado. "Então me mostre," ele respondeu, sua voz um misto de comando e imploração. Akane mudou sua posição, girando-se para enfrentar Kenji, seus olhos brilhando com paixão. "Você está pronto para isso?" ela perguntou, provocativa. Kenji assentiu, sua respiração pesada enquanto ele observava o desejo transbordar nos olhos dela. "Sempre pronto para você," ele afirmou, a certeza em sua voz provocando um arrepio em Akane. Ela se afastou de Taishou, deslizando para trás e encaixando-se no colo de Kenji, que a recebeu com braços abertos. A conexão entre eles era elétrica, uma sinergia perfeita de prazer e entrega. Ela começou a se mover em um ritmo lento, aproveitando cada segundo, cada toque, enquanto Kenji se perdia na sensação de sua pele contra a dele.
"Isso é perfeito," Kenji murmurou, seus olhos fixos em Akane. "Você é perfeita." A voz de Taishou ecoou por trás deles, um lembrete de sua presença. "Agora é a minha vez," ele disse, seu tom urgente. Akane sorriu, sua respiração acelerada. "Você está prestes a receber o que pediu," ela respondeu, piscando para ele. Com um movimento habilidoso, ela se virou novamente, agora posicionando-se entre os corpos deles. Os olhares deles eram ardentes, cheios de expectativa. Taishou se aproximou, capturando os lábios de Akane em um beijo profundo enquanto Kenji se posicionava atrás dela, alinhando-se perfeitamente. "Contem até três," Kenji disse, sua voz carregada de antecipação. "Um... dois..." "Três!" Akane completou, unindo-se aos dois ao mesmo tempo. O movimento era sincronizado, uma harmonia de corpos se movendo juntos, criando um ritmo que os levava a um novo auge de prazer. Akane fechou os olhos, perdida nas sensações. Cada toque, cada investida, a fazia sentir-se mais viva do que nunca. Ela se permitiu render-se ao momento, suas emoções transbordando enquanto a conexão entre eles se tornava ainda mais intensa. "Não pare," ela implorou, sua voz embargada. "Não parem nunca."
Os dois homens, energizados pela sua paixão, aumentaram o ritmo, suas respirações se misturando em um coro de gemidos e sussurros. O calor entre eles era palpável, cada movimento um passo mais perto do clímax que parecia inevitável. "Estou chegando perto," Kenji gritou, a pressão crescendo dentro dele. "Eu também," Taishou admitiu, seu corpo tremendo de excitação. Akane sorriu, seu coração acelerando enquanto ela os guiava, encorajando-os a se perderem nela. "Vamos juntos," ela os incentivou, a intensidade do momento atingindo um novo pico. Com um último empurrão de energia e um grito compartilhado, eles alcançaram o clímax, seus corpos se contorcendo em um êxtase absoluto. Akane sentiu-se preenchida, um calor avassalador envolvendo-os enquanto a onda de prazer os arrastava para longe. Por um momento, tudo se dissolveu, e a única coisa que existia era o trio entrelaçado em um torpor de satisfação e amor. O mundo exterior desapareceu, e ali, naquela cabana quente, eles encontraram uma união que desafiava qualquer descrição. À medida que as respirações se acalmavam e a realidade voltava lentamente, Akane se recostou entre os dois, um sorriso satisfeito nos lábios. "Isso foi incrível," ela sussurrou, a felicidade brilhando em seu olhar.
Kenji e Taishou trocaram um olhar cúmplice, ambos percebendo que aquela noite era apenas o começo de algo muito maior. "E ainda não terminamos," Kenji disse, piscando para Akane. "Não mesmo," Taishou concordou, envolvendo-os em seus braços. "Ainda há muito mais a explorar." Akane sorriu, seu coração repleto de amor e desejo, pronta para o que quer que a noite ainda tivesse reservado para eles. Enquanto Caleb e Yuki trocavam juras de amor sob o brilho das estrelas, e o trisal se entregava à paixão, Caspian caminhava lentamente pela floresta. O brilho prateado da lua criava sombras alongadas na clareira, enquanto Caspian, o marechal e conselheiro da alcateia, observava o céu com um olhar pensativo. Afastado dos outros, sua postura imponente e feições rígidas eram iluminadas apenas pela luz lunar, como se carregasse um peso invisível, algo que havia guardado em silêncio por muito tempo.
Então, passos leves se aproximaram, e um grupo de novos recém-chegados humanos surgiu entre as árvores, suas silhuetas indefinidas nas sombras. Eles se mantinham em silêncio, respeitosos diante da presença de Caspian, como se aguardassem permissão para falar. Caspian os encarou por alguns momentos, avaliando aqueles estranhos em sua clareira, antes de romper o silêncio. "Vocês sabem que, ao estarem aqui, assumem um compromisso," disse, em um tom baixo, mas carregado de significado. Os homens trocaram olhares nervosos, absorvendo o peso de suas palavras. Eles estavam cientes de que agora carregavam um segredo que poderia mudar o destino da alcateia, algo que unia o passado ao futuro, selado sob o juramento da lua. "Estamos prontos," disse um dos recém-chegados, sua voz firme, embora a dúvida fosse perceptível em seus olhos. "Queremos nos tornar parte desta comunidade." Caspian assentiu, mas sua expressão era grave. "A escolha que vocês fazem esta noite não é apenas sobre vocês. Significa entrar em um mundo repleto de perigos e responsabilidades. A lealdade à alcateia e ao futuro que estamos forjando é o que realmente importa." Sem mais palavras, Caspian se afastou lentamente, desaparecendo entre as sombras da floresta, como uma figura guardiã de um segredo tão antigo quanto a própria alcateia. Os recém-chegados permaneceram ali, em silêncio, conscientes de que aquela noite marcava o início de algo muito maior do que podiam imaginar. À medida que o mistério se aprofundava, uma pergunta pairava no ar: quem eram aqueles humanos e como se integrariam à alcateia? O destino da alcateia estava prestes a ser desafiado, e uma nova história começava a se desenrolar. Para os leitores, uma promessa e um convite surgiam ao final daquela noite: descubra a verdade oculta em "A Eternidade Prateada: A Tríade dos Lobos Brancos – Trisal."