No chalé, a atmosfera era pesada, carregada com o peso de palavras não ditas e verdades dolorosas. A mais de 13 mil quilômetros de distância de Hinode, Japão, em algum lugar na floresta congelada de Inverness, na Escócia. Taishou enfrentava a tempestade de suas emoções. Com um movimento brusco, ele havia lançado seu celular contra a parede, o aparelho se despedaçando com um som que ecoava o tumulto em seu coração. Ao seu lado, Kenji, seu melhor amigo, compartilhava o silêncio e a solidão que apenas os verdadeiros companheiros podem suportar juntos. Ambos estavam sentados no sofá, o calor da lareira crepitante contrastando com o frio que se instalava lá fora e dentro deles. A garrafa de whisky, quase vazia, era um testemunho mudo do estado em que se encontravam. Kenji, com um suspiro que parecia carregar o peso do mundo, quebrou o silêncio. “Ela te traiu, né?” A pergunta era retórica, uma constatação do inevitável que ambos já sabiam.
Taishou, lutando para manter a compostura, respondeu com uma única palavra que confirmava seus piores medos. “Sim.” Sua voz era um sussurro, um fio de dor que se estendia através do espaço e do tempo, conectando-o a Akane, apesar da distância abissal que agora parecia separá-los. Ele estava tremendo, de raiva, de ódio, de tudo. Kenji se aproximou dele, colocando as mãos em seu ombro. Tentando transmitir algum apoio nesse momento tão intenso e difícil. “Eu me mantive fiel, Kenji!” ele rugiu, sua voz ecoando pelas paredes do chalé. “Por todos esses malditos meses, eu lutei contra cada desejo, cada tentação!” A fúria fervendo em suas veias como o whisky que havia consumido. Seus olhos brilhando de um vermelho intenso de tanto ódio. Kenji, sentado, observava o amigo com uma mistura de preocupação e compreensão. Ele sabia da batalha interna que Taishou enfrentava, a guerra contra sua própria natureza bestial e os deveres para com sua alcateia.
“Ela simplesmente pede para eu entender?” Taishou continuou, socando a mão na mesa, fazendo a garrafa vazia dançar com o impacto. “Como se fosse algo simples, algo fácil de ser perdoado?” O ódio borbulhava dentro dele, uma tempestade negra que ameaçava engolir qualquer vestígio de compaixão. “Eu arrisquei minha vida, Kenji! Enquanto ela… ela estava nos braços de outro homem!” Kenji levantou-se lentamente, aproximando-se de Taishou. “Eu sei, irmão,” ele disse, colocando uma mão no ombro de Taishou. “Mas agora, você precisa pensar com clareza. O ódio não vai te levar a lugar nenhum.” Taishou sacudiu a cabeça em negativo, a raiva ainda brilhando em seus olhos. “Clareza?” ele cuspiu a palavra como se fosse veneno. “A única coisa clara é a traição dela. E isso… isso eu não posso perdoar.”
A noite avançava, e com ela, a escuridão do coração de Taishou se aprofundava, um abismo sem fim de frustração e ódio, um lugar onde a luz do perdão parecia incapaz de alcançar. Kenji se aproximou de Taishou, sua expressão séria e calma contrastando com a tempestade que se desenrolava no amigo. “Calma, Taishou,” ele disse, sua voz firme e suave. “Lembre-se dos ensinamentos de Caspian. O que separa sua essência de lobo branco da essência de lobo negro é a raiva e o ódio no seu coração.” Taishou parou, as palavras de Kenji penetrando a névoa de sua fúria. Ele respirou fundo, tentando encontrar um ponto de equilíbrio em meio ao caos de suas emoções. “Você é mais forte do que isso,” continuou Kenji, mantendo o contato visual. “Não deixe que a escuridão tome conta. Você lutou muito para superar sua natureza mais sombria.”
Taishou fechou os olhos, as palavras de Kenji ecoando em sua mente. Lentamente, a respiração de Taishou se tornou mais controlada, mais profunda. Quando ele abriu os olhos novamente, havia um vislumbre de clareza neles, um sinal de que ele estava lutando para voltar ao homem que ele queria ser, não ao lobo que a raiva queria que ele fosse. “Puta que pariu…você é o melhor amigo do mundo!” Disse Taishou, suas mãos tremendo de raiva. Kenji as segurou com força. Kenji estendendo os braços e envolvendo o amigo em um abraço firme e seguro. O calor dele e a proximidade trouxeram um alívio imediato à tensão que Taishou carregava, um conforto que só a verdadeira amizade poderia oferecer. “Você não é o melhor amigo do mundo, você é mais que isso,” Taishou admitiu, sua voz abafada contra o ombro de Kenji.
Kenji sorriu, o som de sua risada preenchendo o espaço entre eles, trazendo um momento de leveza em meio ao peso da noite. “Eu sei que sou, cuzão,” ele respondeu, mantendo o abraço por mais um instante, antes de se afastar e olhar para Taishou com um sorriso fraterno. Taishou, com o coração mais calmo, olhou nos olhos de Kenji e, num momento de vulnerabilidade exacerbada pelo álcool, confessou um desejo inesperado. “Pode ser a bebida falando, mas eu quero muito beijar você agora.” Kenji, surpreso e confuso com a súbita confissão, arregalou os olhos. A frase de Taishou era como um golpe, cruel em sua casualidade, sabendo que Kenji ainda lutava para controlar seus sentimentos. Semanas atrás, Kenji havia se aberto sobre seu amor por Taishou, apenas para ser gentilmente rejeitado, com Taishou afirmando que o amava apenas como amigo.
Agora, com as palavras de Taishou pairando entre eles, Kenji sentiu uma mistura de esperança e dor. Por que Taishou diria algo assim agora? Era apenas o whisky falando, ou havia algo mais profundo surgindo na superfície? Kenji se afastou um pouco para trás, criando distância física e emocional. “Para de falar merda, você está bêbado,” ele disse, sua voz firme, mas tremendo ligeiramente com a emoção contida. Ele sabia que precisava proteger seu coração, mesmo que isso significasse afastar-se do homem que amava. Mas Taishou não recuou, ele se aproximou mais de Kenji, pressionando seu corpo em cima dele no sofá. "Talvez, talvez eu só esteja falando merda, e esteja tonto, com raiva, e magoado pela traição da minha mulher, mas isso não tira minha vontade" Ele disse, usando sua força para ficar em cima do amigo e beijar seu pescoço. “Você está tonto pra caramba…” Kenji adverte aos gemidos baixos, buscando a última gota de razão no amigo. “E amanhã, quando você estiver sóbrio, você vai se arrepender de ter feito isso comigo”.
Taishou murmura e ri baixinho. Ele olha para Kenji "Eu provavelmente vou me arrepender disso. Mas agora…tudo o que eu quero é tocar você, mesmo que isso seja o efeito da bebida e da minha tristeza.” Ele olha para Kenji, e enfia a mão dentro de sua calça militar. “Para com isso!” Kenji se assusta, as mãos de Taishou navegando cada vez mais perto, subindo para um ponto sensível. Ele não consegue se conter mais, e começa a gemer. “Para com isso!” Kenji repete de novo. Segurando as mãos do amigo. Taishou beijando seu pescoço sussurra “Por que? Você não gosta? Se não gosta… por que você está tão duro agora?” Kenji responde ofegante “Vai a merda”. “Então, me diz! Diz que não está gostando.” Taishou continuou a tocar Kenji, seu sorriso ficando cada vez maior agora, sentindo o calor do corpo do amigo. Kenji solta mais um gemido. “Você está gostando, não está? Eu nunca fiz isso em outro homem antes, mas eu sei como fazer isso em mim.” Ele perguntou rindo. “E-estou” Kenji murmurou enquanto sentia o corpo de Taishou cada vez mais em cima de si.
“Então…eu posso comer você?” Taishou pergunta com uma casualidade quase surreal. Kenji permaneceu imóvel por um momento, tentando processar o inesperado pedido de Taishou. Seus pensamentos estavam confusos, uma disputa entre o desejo que ele tem reprimido há tanto tempo e o medo de se machucar novamente. Mas a presença de Taishou tão próxima, sua intensidade e necessidade palpáveis, eram quase impossíveis de resistir. "Taishou," ele disse, sua voz suave gemendo. "Estamos ambos vulneráveis agora. Estamos magoados, confusos. Não é assim que quero que seja". Enquanto Taishou continuava a explorar o corpo de Kenji, seus toques intensos e sedosos, ele buscava conforto e alívio nos braços do amigo. “isso é um sim ou um não?” Taishou questiona, um sorriso tortuoso formando em seus lábios. “Isso foi um vai a merda, você está tonto, porra!” Kenji olha para Taishou, o rosto de ambos está bem próximo agora.
“Tá, então eu vou tomar isso como um sim” Taishou sorriu. “Não porra, você vai se arrepender!” Kenji insistiu. As palavras de Kenji ecoavam na mente de Taishou, mas as emoções da noite estavam tomando conta, e ele não conseguia negar a conexão profunda que sentia por Kenji. “Mesmo que eu me arrependa amanhã, você é meu melhor amigo, e eu te devo muito…” Ele pausa, mas logo continua a falar “Você deixou eu chupar seu sangue, nem o relacionamento mais gay do mundo permitiria isso”. “Você esteve comigo em cada decisão imbecil da minha vida, você aceitou me ajudar em tudo que eu pedi para você, só me deixa ser alguém digno de tanta lealdade para você agora.” Kenji sentiu-se desarmado pelas palavras de Taishou, no entanto era difícil resistir aos toques e carícias intensas de Taishou. “Ahh Taishou”. Kenji geme sentindo os toques do amigo. “seu desgraçado… você devia… parar…” Apesar da tentativa de resistência de Kenji, o desejo o dominava cada vez mais. Taishou, com sua determinação, intensificou o ritmo dos toques, buscando a satisfação para ambos.
“Shhh… só me deixa te tocar, Kenji.” Disse Taishou, sua voz suave, quase um sussurro, enquanto explorava cada centímetro do corpo do melhor amigo com seus carícias. A intensidade de seus corpos juntos é quase palpável. Os sons dos beijos profundos e intensos preenchem o ambiente enquanto a blusa de Taishou e retirada por Kenji. Ele sorri, e faz o mesmo, tirando lentamente a blusa do corpo de Kenji, revelando a forma tonificada e atraente do corpo do homem. Seus corações batem em um ritmo frenético, sincronizados pela mesma paixão que os domina nesse momento. A Expressão de Taishou está calma agora, e ele aprofunda mais o beijo, enfiando a sua língua forte na boca de Kenji, mais intenso, mais profundo. O corpo de Taishou se move mais em cima do amigo. Terminando de tirar sua calça camuflada. Agora não existe mais nenhuma barreira entre eles e o desejo.
Kenji, tentando recobrar a razão nessa situação tão intensa, sussurra entre os beijos profundos. "Taishou, ei, ei. Precisamos pensar... Precisamos parar." Apesar das palavras, Kenji não parece completamente convencido de que quer mesmo que Taishou pare. Seu corpo, sua mente e seu coração estão em conflito. “Shh shh, não fala, não fala nada, só sente…” Taishou silencia Kenji com mais um beijo, e continua tocando ele, cada vez mais rápido. “seu idiota…Eu achei que você era hétero…” Kenji disse murmurando. Taishou ri “No momento, eu não sou hétero porra nenhuma”. Os toques de Taishou no corpo de Kenji se aprofundam mais, ele move sua mão para cima e para baixo com força, cada vez mais rápido. Até que ele sente sua própria excitação explodindo dentro de sua calça.
Kenji está com os olhos fechados, gemendo e suando muito. Ele olha para Taishou com uma mistura de desejo e medo. Taishou se posiciona entre as pernas de Kenji, abrindo-as com delicadeza. Enquanto abaixa sua própria calça preta e revela o tamanho da sua excitação física. Taishou fecha seus olhos e se conecta com Kenji. Ele sente seu corpo vibrar ao sentir o calor e o quão apertado Kenji é. Em resposta a penetração do amigo, Kenji arqueia suas costas sentindo uma sensação de queimação dentro do seu corpo. Uma mistura deliciosa de dor e prazer. Taishou começa a se mover devagar, agora, sincronizando com os movimentos involuntários de Kenji. O calor entre eles aumenta, misturando com os beijos em seus lábios. Os corpos de Taishou e Kenji estão completamente sincronizados, movendo-se em um ritmo harmônico de desejo e paixão. Os toques e carícias de Taishou intensificam-se, como se ele estivesse tentando memorizar cada detalhe do corpo de Kenji. Os beijos profundos continuam, cada um mais urgente e necessitado do que o anterior. A conexão entre eles está num nível quase transcendental, onde as vontades individuais parecem se fundir em uma só.
“Não acredito que você tá me comendo…seu filho da puta!” Kenji diz com a voz rouca, uma mistura de vergonha com incredulidade. Sua voz saiu entrecortada com os gemidos intensos. Taishou ri se divertindo com a situação. “pois pode acreditar…eu estou fazendo isso…e estou gostando muito…” Ele admite. Os murmúrios de descontentamento de Kenji rapidamente se transformam em gemidos mais altos e intensos. O corpo de Taishou se move ainda mais rápido agora, seu olhar nunca deixando os olhos do amigo. “ah…oh..meu…deus…eu estou gostando mais disso…do que eu esperava…” Taishou admite entre os gemidos. A expressão dele se torna mais séria e intensa, e ele aumenta mais os movimentos. Tudo se intensifica ainda mais. Enquanto ele empurra para dentro de Kenji, ele usa suas mãos para estimular o pênis do amigo também, fazendo Kenji gritar de tanto prazer.
Os dois estão tão próximos agora, e Taishou está empurrando dentro de Kenji enquanto o toca, os movimentos o enlouquecendo aos poucos, Kenji sente que vai derreter, tudo isso triplicando seu prazer ao nível máximo. “Ahhh caramba Taishou…Ah, porra!” Ele geme, se contorcendo com os movimentos. A mandíbula de Kenji se contrai, e ele agarra os cabelos de Taishou com força. Puxando ele para mais perto do seu corpo. Taishou, em resposta a isso, aumenta mais ainda seus movimentos, seu corpo se mexendo com uma urgência absurda, se fundindo cada vez mais fundo dentro de Kenji. Taishou não para de se mover, sua intensidade subindo e seu corpo tremendo, se entregando a um prazer que ele nunca experimentou antes. Ele até consegue gemer para demonstrar seu prazer. “Ah..Ken..!”
Com a intensidade cada vez mais alta, os gemidos de Taishou se mesclam aos de Kenji, formando uma sinfonia de prazer e desejo. Os corpos em movimento, a pele contra a pele, parecem se fundir em um todo único e imperturbável. Taishou continua a buscar mais profundidade e contato, como se cada movimento fosse uma expressão direta do desejo que o domina neste momento. Kenji, por sua vez, se entrega completamente e se abandona na explosão de sensações. Os gemidos dos dois aumentam cada vez mais, cada vez mais altos, até que se transformam em gritos. Os corpos, agora em um frenesi de prazer quase insano, se entregando completamente aos movimentos de intensidade e sincronia perfeita. Taishou se entrega ainda mais fundo a cada impulso, e Kenji sussurra o nome de Taishou, quase como uma súplica. “Eu não aguento mais…eu estou quase!” Kenji grita. “Ahh Ken… eu também..ah!” Taishou o responde com a mesma intensidade. Finalmente chegam ao clímax, em um momento de intensa liberação e conexão absoluta. Os dois atingem o clímax juntos. Kenji suja a barriga de Taishou com seu fluido corporal, e Taishou despeja tudo dentro de Kenji. Os dois gemem com o prazer da liberação. Taishou cai exausto em cima do corpo de Kenji. Uma mistura de embriaguez com exaustão física. A respiração de ambos é rápida e descontrolada.
O impacto do pico de prazer é intenso, como um choque de realidade que ecoa por todo o corpo. Os dois ficam ali, ofegantes e entregues, tentando recuperar o fôlego e processar o que acabou de acontecer. O silêncio é quebrado apenas pelos sussurros e suspiros irregulares enquanto Taishou continua abraçado a Kenji, seu corpo ainda tremendo um pouco. Eles estão extremamente tontos, o corpo vibrando com o pós orgasmo, o suor de ambas as peles se tocando. Eles sentem um extremo cansaço invadir seus corpos. Eles finalmente relaxam no colo um do outro. Taishou fica bem confortável e agarra firme Kenji. Enquanto Kenji, embaixo de Taishou, fecha seus olhos. Sua respiração está cada vez mais devagar. Ambos exaustos, tanto física quanto emocionalmente, finalmente se entregam ao sono. Taishou, agora mais calmo, relaxa em um sono profundamente necessário. Seu corpo, agora sem tensão, parece finalmente poder descansar e se recuperar. Kenji, por sua vez, se deixa levar pelo sono também. Seu rosto reflete um momento de confusão, porém, no fundo, parece também ter um leve alívio e tranquilidade. Os dois ficam em silêncio, dormindo profundamente, enquanto as horas passam lentamente.
Na manhã seguinte, os raios do sol começam a iluminar o chalé aos poucos, acordando os dois amigos, que se veem abraçados no sofá. Taishou é o primeiro a abrir os olhos, e seu rosto reflete um breve momento de confusão e lembrança da noite anterior. Ele se mexe levemente, tentando entender o que aconteceu e lidar com as repercussões. Kenji, por sua vez, acorda lentamente, percebendo o clima estranho no ar. Taishou, ao acordar e ver Kenji ao seu lado no sofá, sente um súbito sentimento de pânico e medo invadir seu corpo. Sua mente ainda está tentando processar os eventos da noite anterior, e a realidade sombria do que ocorreu começa a bater forte contra ele.
Ele tenta conter os tremores enquanto o peso da culpa e a confusão se acumulam dentro dele, seu coração batendo descompassadamente com o medo do que poderia acontecer agora. Kenji, ainda sonolento pelos eventos da noite anterior, desperta lentamente e percebe a expressão confusa e atenta de Taishou. Ele se movimenta um pouco no sofá, sentindo o peso do cansaço acumulado e percebendo a tensão que paira no ar. Uma mistura de vergonha e confusão toma conta de seu rosto enquanto ele vê o medo e o pânico visível em Taishou, refletindo a mesma incerteza e medo que ele próprio está sentindo. E quando esse momento chega, Kenji e Taishou se encararam, os olhos arregalados refletindo um pânico súbito. A realidade de suas ações, turvada pelo véu do álcool, começava a se tornar dolorosamente clara. O desespero se instalou rapidamente, uma onda de arrependimento e medo que os inundava. “Porra…porra” Kenji murmurou, a voz trêmula. A sala girava ao redor deles, mas não era mais a embriaguez que causava a vertigem, era o terror da incerteza. Taishou tem a mesma sensação de desespero. “Oh merda…puta merda!” ele fala. Taishou passa as mãos pelo rosto, tentando afastar a sensação de desastre iminente. Mas logo, os seus olhares se cruzam novamente. “A gente… a gente…transou?” Kenji pergunta em pânico. Com uma expressão nitidamente assustada. A revelação caiu entre eles como uma cortina silenciosa, pesada e imóvel. Taishou e Kenji, ainda atordoados pela ressaca e pelo desespero repentino, agora enfrentavam a memória de um momento íntimo compartilhado. Um momento de vulnerabilidade e confusão em meio à embriaguez.
Não havia palavras no início, apenas o som da respiração pesada e o olhar que trocavam, cheio de perguntas não ditas. O que aquilo significava para a amizade deles? Para as identidades que cada um carregava? Era apenas o álcool falando, ou algo mais profundo que havia sido revelado naquele momento de desinibição? O rosto de Taishou se torna extremamente alarmado, a ponto de sua boca ficar aberta de tanto nervoso. A expressão de surpresa e ansiedade tudo isso misturada com surpresa e medo. “PUTA QUE PARIU!” Taishou grita. Ele começa a tremer em pânico. Levantando-se rapidamente de cima de Kenji e colocando sua calça de volta. “VOCÊ ME COMEU!” Kenji grita levantando assustado logo em seguida, colocando as calças rapidamente também. “Porra, como isso foi acontecer??? Eu…eu ejaculei na sua barriga!” Kenji grita em pânico, desencadeando uma reação imediata em Taishou. Ele olha para baixo, e vê que sua barriga está suja. Ele imediatamente corre para o banheiro a passos rápidos. A cabeça ainda girando, seus pensamentos a mil por hora. Eles tinham feito algo terrível.
Quando Taishou chegou no banheiro, ele teve que apoiar suas mãos na parede para evitar de cair. Encarar sua barriga suja com…aquilo quase fez seu coração parar. Ele se sente o ser humano mais nojento do mundo, ele estava extremamente envergonhado e agarrava o papel higiênico o puxando como se fosse uma necessidade básica para viver. Ele começou a limpar aquilo do corpo enquanto não acreditava no que tinha feito. Ele tinha mesmo transado com seu melhor amigo? A pergunta gritando como um eco absurdo em sua mente. Ele esfregava o papel na barriga com força para limpar qualquer vestígio.
Enquanto isso, na sala, Kenji estava em completo choque sentado no sofá. O pânico toma conta do seu coração. “Oh, puta que pariu…” ele murmurou, olhando para o banheiro, esperando que seu amigo estivesse bem, mas sem coragem ou forças para ir até lá e perguntar. Finalmente, com as pernas tremendo e a cabeça confusa, Taishou saiu do banheiro caminhando com dificuldade de volta para a sala. Ele se senta ao lado de Kenji novamente, olhando em seus olhos assustado. “que merda cara…que merda…” Kenji diz. “Eu achei que você fosse hétero! Eu pensei que você gostasse de mim só como amigo!” Ele completa. “Eu..eu…Eu…eu…eu….eu….eu sou hétero!” Taishou diz isso com tanta força, como se fosse uma questão de vida ou morte. A sua fala é lenta e atrapalhada. Ele está gaguejando e tremendo “Hétero, Taishou??? Você comeu meu rabo!” Kenji grita. O corpo de Taishou trava e sua respiração fica completamente acelerada. Seus olhos vidrados no amigo com surpresa e horror. “eu..eu estava…nós estávamos bêbados! Eu estava…puto…e”
“Bêbados??? Kenji o interrompe com raiva. “A vai pro caralho! Você vai colocar a culpa na bebida agora, vai?” Kenji parece incrédulo. “Eu…na..não..eu…é…é…só que….” A mão de Taishou começa a tremer de novo Seu corpo está completamente mergulhado na vergonha de seus próprios atos. Ele nem consegue manter o contato visual com Kenji. “Olha pra mim, o porra!” Kenji grita. “Você está se sentindo mal?? Eu estou pior ainda!!! Você limpou sua barriga, beleza, e eu?? Vou fazer o que??? Limpeza intestinal???” Ele grita, parece estar surtando. De repente, Taishou leva um susto enorme, ele fica ainda mais em choque, e sua preocupação deixa de ser com ele próprio e passa a ser com seu amigo. Os braços e pernas tremendo muito. Ele começa a se questionar se machucou o amigo. “CARALHO…você tá bem??? Ele fala com a voz rouca e falha. “Se eu tô bem??? Meu melhor amigo acabou de me comer!!! Como você acha que eu estou??? Kenji grita com um ar incrédulo. A expressão de Taishou muda de vergonha para preocupação. “M…Meu deus….e…e..você está sentindo muita dor?” Taishou pergunta atordoado. Ele sente que vai desmaiar. Se todos os problemas que ele teve com a licantropia não o tivesse matado ainda, ou destruído sua sanidade, certamente, aquele evento com certeza destruiria.
“Eu…eu…caralho!!! Kenji desvia o olhar. Ele parece preocupado. “Se você contar isso pra alguém eu juro que te mato!!!”“Eu..eu não vou falar nada para ninguém! Eu…eu só preciso saber se você está bem. Você está com muita dor? Você está bem? ou se… tem …tem alguma coisa que eu posso fazer para ajudar??? Taishou disse muito preocupado. Sua voz carregada de medo e angústia. Kenji fica calado por um breve momento. Seu rosto fica completamente vermelho. Ele tem que reunir toda a sua coragem para dizer as próximas palavras. “Eu.. eu não tô com dor…porra….eu…eu…gostei”. Kenji admite. “Você…você…você…gostou?????” Taishou fica com a boca aberta, agora ele está verdadeiramente chocado. Ele ouviu direito?? Kenji disse que tinha gostado??? Ele sente as pernas voltar a tremer novamente, a expressão de espanto com medo. Kenji desvia o olhar morrendo de vergonha. Ele murmura como se não quisesse acreditar. “puta merda…” Um silêncio constrangedor se instalou na sala.
“M..mas…você disse que gostou!? Gostou mesmo? Você não está confuso…?” Taishou parece com dificuldade de aceitar. “É caralho! Você quer me ouvir falar isso??? Eu gostei!! Eu gostei pra caralho de sentir você dentro de mim!!! Você transa muito bem!!! Você quer uma medalha?? “Eu…” A voz de Taishou morre na garganta. A expressão de surpresa, medo e choque muda para constrangimento e vergonha. Ele se sente um animal encurralado. Ele começa a se perguntar se Kenji está sendo irônico ou não. “Porra! Você vai falar que eu fui o único que gostou??” Kenji encara Taishou com raiva e frustração. “E…eu…eu…gostei…também..” Taishou sente vontade de cavar o chão e se enfiar no núcleo da terra. Ele está tão vermelho agora. O constrangimento é quase palpável. “Puta merda! Para de me zoar seu arrombado! Você é casado!” Kenji muda sua expressão, de vergonha para irritação. “Sim, eu sou casado! Mas isso não muda o fato que eu senti…coisas fazendo isso com você” Taishou diz tentando ser sincero. Um silêncio invade a sala.
É Kenji que quebra o silêncio novamente. “Caralho… o pior que…foi bom pra caramba!” Ele diz envergonhado. “Foi mesmo? Você…você realmente..curtiu?” Taishou perguntou surpreso. “Eu…não mentiria sobre uma porra dessas!” Kenji responde rapidamente. “Eu sei, eu sei”. Taishou suspira e começa a se acalmar. A racionalidade finalmente está voltando. “Mas, é errado! Eu estou com a Akane.” “EU SEI!!!” Kenji grita. “...então, o ponto é, o que nós vamos fazer agora?” Taishou pergunta. Kenji fica em silêncio. Taishou decide continuar a falar “E…se…a gente não fizer nada? Se a gente só…fingir que isso nunca aconteceu, que isso foi só um sonho muito errado ou algo assim? A gente só esquece de tudo e vive a vida normal.” Kenji arqueia as sobrancelhas. Ele parece não acreditar no que Taishou está propondo. “Você acha que eu vou esquecer que você esteve dentro de mim assim tão fácil??? Vai se foder, Taishou! Eu não achei meus sentimentos no lixo!” Kenji responde irritado.
A tensão entre os dois era palpável enquanto eles tentavam lidar com as consequências de suas ações da noite anterior. A conversa se torna ainda mais intensa quando Kenji expressa sua frustração com a sugestão de Taishou de fingir que nada aconteceu. As palavras de Kenji ecoavam com raiva e a verdade cruas, deixando claro que ele não conseguiria simplesmente esquecer o que havia acontecido entre eles. O ambiente ficava ainda mais carregado de emoções, com a ambiguidade ainda pairando entre os dois amigos. “Kenji…” Taishou finalmente quebrou o silêncio, sua voz incerta. “Isso… isso muda alguma coisa entre nós?” Kenji, com a clareza que só vem após a tempestade da mente, encontrou os olhos de Taishou. “Não sei,” ele admitiu. “Eu disse que te amava…e você me disse que não… agora eu já nem sei mais o que pensar…e” Kenji respira e começa a gritar novamente. “não..não…NÃO!! A gente é amigo porra!!! A gente é melhor amigo!!! Essa porra não podia ter acontecido!! Você me usou como vingancinha porque a Akane te meteu um chifre!”
Com a raiva crescendo dentro de Kenji , ele começou a lançar palavras duras e acusatórias contra Taishou. "Você se aproveitou do meu momento de vulnerabilidade depois que eu disse que te amava! Você não se importa com meus sentimentos. Você só queria uma cura rápida para sua dor e uma oportunidade para se vingar da Akane. Eu me sinto usado e descartado por você." Suas palavras eram cheias de dor e frustração. Taishou, por outro lado, sentia-se culpado e envergonhado, mas ainda tentando se defender. Eu sei, eu sei que somos amigos, porra! Taishou fica irritado. Tentando justificar suas ações, declarou: "Não foi só por causa do álcool ou da traição da Akane que eu fiz isso! Sim, esses fatores contribuíram, mas em algum lugar mais fundo, eu sempre me senti atraído por você, Kenji. Ontem à noite, meus sentimentos vieram à tona de uma maneira explosiva e inesperada, tudo se desenrolou de forma tão surpreendente". Kenji ficou claramente surpreso e atordoado com as confissões tão honestas e emocionais de Taishou.
Com a frustração de Taishou visível, ele continua a conversa, tentando se explicar. "Eu não estou tentando dizer que foi algo trivial ou que você deveria esquecer facilmente. Eu sei que foi errado, Kenji. Mas, e agora? Nós dois somos adultos e tomamos uma decisão ruim. Ninguém sabe o que aconteceu ou tem que saber.” Com um tom amargo na voz, Kenji finalmente respondeu: "Você quer dizer, VOCÊ tomou uma decisão ruim, né? Porra, Taishou, eu já amava você antes disso tudo acontecer. Sua expressão refletia a confusão e a dor misturadas com a frustração da situação. "Eu sei que estávamos ambos emocionalmente vulneráveis depois da traição de Akane, mas não foi só isso. Quando eu estava com você, eu senti uma conexão profunda, uma que eu nunca tinha sentido antes. Eu queria poder te abraçar e dizer o quanto eu te amava. Eu queria te proteger, queria cuidar de você," Taishou continuou, sincero e vulnerável.
A revelação de Taishou deixou Kenji profundamente comovido, suas palavras traçando um retrato vívido de profundidade e emoção. A vulnerabilidade de Taishou tocava um lugar em seu coração, causando uma mistura de confusão, tristeza e esperança. Kenji, buscando clareza e entendimento, perguntou a Taishou: “Então, você me ama também?” Taishou, confuso e ainda lutando com seus próprios sentimentos, hesitou por um momento. “Eu realmente amo a mulher que eu sou casado, Kenji, mas também não posso negar que estar contigo foi algo especial e diferente. Eu não sei, eu me sinto tão confuso agora.”
As palavras de Taishou refletiam a confusão e a ambiguidade que sentia. Ele sabia que amava sua esposa, mas a experiência intensa que teve com Kenji deixou-o questionando seus sentimentos e desejos. A confusão dentro dele era palpável enquanto ele tentava encontrar as palavras certas para explicar o conflito dentro de si. Taishou, tentando ser sensato, afirmou: "É melhor eu resolver o problema do meu casamento primeiro, Kenji. Só depois disso, poderemos pensar no que significa tudo isso para nós e para nossos sentimentos." Suas palavras carregavam uma nota de racionalidade, tentando abordar a situação complicada da forma mais responsável possível.
Caspian, o mentor experiente de Taishou e Kenji, se aproximou do chalé com passos cautelosos, a brisa fria da manhã acariciando seu rosto enquanto ele observava a cabana rústica aninhada entre as árvores. Sem ser convidado, ele decidiu fazer uma visita inesperada, buscando conversar com seus pupilos sobre o treinamento recente. Ao entrar na sala principal, um silêncio pesado o envolveu. Seus olhos se depararam com uma cena que o deixou surpreso: Taishou e Kenji, seus rostos avermelhados pela emoção, estavam imersos em uma discussão acalorada. As palavras voavam como flechas, carregadas de frustração e ressentimento.
Absorvidos pela disputa, ambos nem perceberam a presença de Caspian. Ele observou por alguns instantes, hesitante em interromper a cena tensa. A blusa de Taishou, amassada e levemente rasgada, jazia no chão ao lado da de Kenji, dobrada com desleixo. Um sorriso constrangido se formou nos lábios de Caspian enquanto ele se perguntava se havia chegado em um momento inoportuno. "Eu estou atrapalhando alguma coisa?", Caspian finalmente perguntou, sua voz suave quebrando o silêncio abruptamente. Taishou e Kenji se viraram para ele, seus olhares surpresos. A raiva que os consumia momentos atrás se dissipou, substituída por um constrangimento evidente.
"Caspian!", Taishou exclamou, sua voz soando um pouco rouca pela discussão. "Não esperávamos você por aqui." Ele disse, abaixando rapidamente para pegar sua blusa e a vestiu com rapidez. "Desculpe, sensei", ele murmurou, sem olhar nos olhos de Caspian. "Estávamos apenas discutindo sobre..." Caspian ergueu a mão, silenciando-o com um gesto gentil. "Não se preocupe, rapazes", ele disse com um sorriso tranquilizador. "Eu entendo que todos passam por momentos difíceis. O que importa é que vocês consigam resolver suas diferenças de forma madura e respeitosa." Kenji, com o coração partido e a alma em frangalhos, vestiu sua blusa apressadamente, buscando refúgio no quarto do chalé. A dor que o consumia era dilacerante, uma ferida profunda aberta pelas palavras de Taishou. Ele se trancou no aposento, isolando-se do mundo e da dor que o cercava.
Caspian, observando a cena com preocupação, dirigiu-se a Taishou, seus olhos carregados de questionamentos. "O que aconteceu entre vocês dois?", ele perguntou com suavidade, a voz carregada de compaixão. Taishou, hesitante e constrangido, hesitou em revelar a verdade. A noite anterior, envolta em névoa alcoólica e paixão desenfreada, era um segredo que ele guardava com aversão. "Tivemos alguns problemas pessoais", ele respondeu vagamente, evitando o olhar penetrante de Caspian. Taishou, como líder da alcateia, era obrigado a manter a compostura. As emoções pessoais não podiam interferir em sua liderança, em sua responsabilidade de guiar e proteger seus companheiros. Ele reprimiu a curiosidade de Caspian, fazendo ele recuar, e deixar o assunto de lado, respeitando a privacidade de Taishou. "Espero que consigam resolver seus problemas em breve", Caspian disse, sua voz carregada de seriedade. "A alcateia precisa de seus guerreiros unidos e fortes."