Uma ideia brilhou na mente de Akane como um raio de luz em meio à escuridão. Reunindo seus amigos, ela sussurrou seu plano, seus olhos radiantes de esperança. "Hinata," começou, "você pode nos ajudar a entrar na delegacia?" Hinata, intrigada, inclinou a cabeça. "Claro! Mas como?" Akane, com um sorriso conspiratório, descreveu seu plano em detalhes. Após ponderar por um momento, Hinata assentiu, seus olhos determinados. "Conte comigo! Vamos fazer isso!" Com um novo plano em ação e a ajuda inesperada de Hinata, a esperança reacendeu nos corações de Akane, Yuki e Caleb. A batalha final estava prestes a começar, e estavam prontos para enfrentar qualquer desafio para salvar Taishou e Kenji, libertando-os da maldição da licantropia. Unidos pelo amor, pela amizade e pela força do espírito humano, marcharam em direção à delegacia, prontos para enfrentar o destino e escrever um novo capítulo em suas vidas. Na sala de interrogatório, a tensão era palpável. O detetive Tanaka, com um sorriso sinistro nos lábios, agitava o celular em frente a Taishou, que estava abatido e suando frio. "Nossa, meu amigo," Tanaka disse com tom zombeteiro, "você não parece bem. Está passando mal?" Furioso com a provocação, Taishou lançou um olhar mortal para o detetive. "Vai pro inferno, seu maldito!" ele gritou, a raiva e a frustração transparecendo. Tanaka, divertindo-se com a cena, se aproximou de Taishou com passos lentos. "Sabe, senhor Seiji," disse com um tom ameaçador, "não vai demorar muito para eu provar que não sou louco. Aproveite seu momento no telefone com seu advogado."
Com um sorriso cruel, Tanaka deixou a sala, deixando Taishou sozinho com seus pensamentos. O silêncio era ensurdecedor, quebrado apenas pelo som da respiração ofegante de Taishou e pelo zumbido do celular em sua mão. Com o coração acelerado, ele discou o número de Akane, os dedos trêmulos quase fazendo o aparelho escorregar. A voz de sua amada, ao atender, acalmou um pouco seu coração aflito. "Akane," disse, a emoção embargada, "não sei quanto tempo mais consigo segurar. Se algo acontecer comigo, saiba que eu te amo muito." Akane, com lágrimas nos olhos, lutou contra a dor ao ouvir suas palavras. "Não diga isso, meu amor," sussurrou, sua voz transbordando força e esperança. "Não desista agora. Estou aqui e vou te ajudar." Enquanto conversava com Taishou, Akane se dirigia rapidamente à delegacia, escalando a escada de incêndio do prédio, os músculos tensos e a adrenalina correndo em suas veias. "O que você pretende fazer, Akane?" Taishou perguntou, preocupado. "Prepare a água benta com o sangue do lobo alfa," ela respondeu com determinação. "Vou fazer essa poção aqui mesmo, nem que minha vida dependa disso."
Taishou assentiu, uma onda de esperança preenchendo seu ser. Ele virou-se para o frasco de água benta sobre a mesa, seus olhos fixos nas câmeras de segurança que o observavam. Naquele momento, sabia que o tempo era curto e as chances escassas, mas a fé de Akane era inabalável. Ela era a luz que guiava seus passos na escuridão, a força que o impulsionava a seguir em frente. A batalha final estava prestes a começar.
O detetive, com a respiração pesada e a mente fervilhando de perguntas, retornou à sala de Kenji. O silêncio era cortante, quebrado apenas pelo eco dos passos no corredor. Ao entrar, viu Kenji ainda mais agitado, andando de um lado para o outro como um animal enjaulado. “Senhor Takahashi,” começou o detetive, "sou um homem cansado e quero ir para casa ficar com minha família. Por que não facilita minha vida e admite que matou seu pai junto com o senhor Seiji?" Kenji chutou a parede da sala, irritado. "Vai se foder!" "Vai se foder mesmo!" Tentando acalmá-lo, o detetive disse: “Entendo sua frustração, mas precisamos seguir os procedimentos corretos.” Kenji parou abruptamente, encarando o detetive com fúria. “Procedimentos?! Com todo respeito, detetive, vai tomar no cu! Não deveria ter um advogado ou algo do tipo?” Ele cuspiu as palavras. “Você fala de procedimentos enquanto minha vida está sendo virada de cabeça para baixo e eu sou torturado para confessar algo que não fiz? Exijo meus direitos, agora!” Kenji gritou, chutando a mesa, a bala de prata caindo e rolando para longe. O detetive suspirou, sentindo o peso da noite sobre seus ombros. “Vou providenciar um telefone para você contatar seu advogado,” disse, pegando a bala de prata do chão e colocando-a no tambor de sua arma. "Agora, vou visitar seu amigo Taishou." Ele fechou a porta na cara de Kenji. Em um ato desesperado, Kenji começou a socá-la. "Volta aqui, seu desgraçado! O que você vai fazer com essa bala?" Embora soubesse que cada minuto a mais que Kenji passasse ali o aproximava da verdade, deixou Kenji sozinho, a porta se fechando com um clique que soou como o martelo de um juiz. No corredor, o detetive parou por um momento, coletando seus pensamentos antes de seguir para a sala de Taishou. A lua estava em seu ápice, o relógio marcava 23:58. Ele sabia que ao abrir a porta da sala de Taishou, poderia não encontrar nada humano ali. Então, preparou-se, armando-se com uma bala de prata.
Quando abriu a porta, ficou sem palavras. Taishou, o homem que sempre parecia ter um plano, agora estava encolhido e vulnerável no canto da parede. O detetive se aproximou devagar, chamando-o, a arma em mãos, pronto para qualquer eventualidade. Mas ao se virar para Taishou, viu um homem com um sorriso maligno, presas projetando-se de sua boca, o braço sangrando, a água benta misturada com o vermelho vivo de seu sangue. Antes que pudesse processar a cena, a escuridão engoliu a sala. Akane havia cumprido sua parte do plano. Sakura também. Naquela escuridão, Taishou encontrou forças para lutar, empurrando o detetive contra a parede com uma força surpreendente. O detetive bateu as costas na parede, a arma voando para longe, confusão e medo misturando-se em sua mente. Olhando para Taishou, viu a cena que fez seu coração congelar. Olhos vermelhos brilhavam na escuridão, presas enormes projetando-se de sua boca, enquanto o jovem à sua frente arfava como um animal selvagem. "V-Você... é mesmo um monstro," disse o detetive, arregalando os olhos em pânico. Mas Taishou não perdeu tempo com ele, correndo rapidamente para fora da sala. O detetive ouviu os passos de Taishou se afastando, a porta se abrindo e fechando, e então, nada além do som de sua própria respiração ofegante na escuridão completa. Ele gritou o nome de Taishou em plenos pulmões e pegou seu rádio no bolso, anunciando que Taishou Seiji havia escapado da sala de interrogatório.
Taishou corria pelos corredores escuros da delegacia, o frasco apertado em suas mãos enquanto sua transformação avançava a cada passo. Seus olhos vermelhos brilhavam na escuridão, guiando-o com precisão. O aroma de Akane preenchia o ar, conduzindo-o diretamente ao seu destino: o térreo do prédio. Ela, a salvadora que envolvera seu coração em chamas. Com movimentos ágeis, pulou a janela e escalou a fachada em direção à sua amada. Do lado de fora, a agitação do festival prosseguia, alheia à sua escalada veloz. Taishou ergueu os olhos para a lua, que estava quase totalmente eclipsada, a combinação perfeita de Sol, Terra e Lua banhando o mundo em uma luz avermelhada da Lua de Sangue. O tempo se esgotava, a urgência pulsava em suas veias. No térreo, Akane se movia nas sombras do prédio, iluminada apenas pelo brilho rubro da lua. Quando se encontraram, seus corpos se uniram em um abraço apertado. Taishou sussurrou em seu ouvido: "Você conseguiu. Não sabe o quanto te amo agora." Mas Akane, com a mochila firmemente presa às costas, interrompeu o momento de ternura. "Não temos tempo para isso", ela respondeu. A luz do prédio voltou a brilhar, revelando Sakura, Hinata e Yuki na sala de vídeo. O rugido do gerador de emergência ativou as luzes, enquanto Taishou sentia a forma do lobisomem dominando seu corpo.
Com movimentos ágeis, Akane misturou o conteúdo do frasco com água benta e sangue de lobo alfa, combinando com os frascos do próprio sangue e de Yuki. Nesse instante, Caleb irrompeu no térreo, sua forma lupina negra quase completa. "Bebam! Rápido!" gritou Akane, entregando as poções a Taishou e Caleb. Os passos apressados da polícia ecoavam nas escadas, cada vez mais próximos. Sem hesitar, Taishou e Caleb beberam a poção preparada por Akane. A transformação de Taishou e Caleb se desfez como fumaça, revelando-os em suas formas humanas. Diante deles, o detetive Makoto Tanaka empunhava sua arma, a voz tensa: "Parem aí, agora!" Taishou ergueu os braços, mostrando que não era uma ameaça. Sua blusa estava rasgada e os sapatos desgastados, mas ele era humano, tão humano quanto o detetive. O mesmo valia para Caleb, o jovem de aparência doce, agora com roupas em frangalhos, mas livre da forma lupina. Tanaka observava a cena, confuso. Seus olhos se fixaram na lua, que lentamente recuperava sua cor azul brilhante, enquanto o rubor sanguíneo se dissipava. O eclipse estava chegando ao fim. "O que... o que aconteceu?" ele perguntou, perplexo.
Os outros policiais se aproximaram, alarmados com a cena. "Detetive Tanaka, o que está acontecendo?" questionou um deles, a mão na arma. Tanaka apontou para Taishou e Caleb, a voz trêmula: "Eles... eles são... lobisomens!" Os outros policiais trocaram olhares incrédulos com Taishou e Caleb, que se entreolharam com um sorriso irônico. Taishou avançou em direção ao detetive, ironia na voz: "Lobisomens, detetive? Talvez você precise de umas férias. Essa investigação está te deixando louco." As palavras de Taishou só intensificaram o pânico de Tanaka. Ele recuou, tropeçando em seus próprios pés, enquanto os outros policiais o observavam com preocupação. "Não! Eu vi! Eu vi a transformação!" gritou, gesticulando freneticamente. "A lua... a lua vermelha... ela os corrompeu!" Um dos policiais se aproximou de Tanaka e colocou a mão em seu ombro. "Calma, detetive. Vamos levá-lo para casa. Você precisa descansar." Tanaka se debateu, tentando se livrar da mão do policial. "Não! Vocês não entendem! Eles são perigosos!"
Tanaka olhou para Taishou e Caleb com uma mistura de terror e fascinação. Seus olhos estavam arregalados, a boca entreaberta enquanto balbuciava palavras incoerentes: "Lua vermelha... lobisomens... monstros...". A porta da delegacia se escancarou, revelando a figura imponente da Diretora Geral, Izumi Nakamura. Com uma postura rígida e olhar penetrante, seus cabelos negros estavam presos em um coque impecável, e seu tailleur preto emanava autoridade. Ao marchar em direção ao térreo, seus olhos se depararam com o caos: Taishou e Caleb em pé, com roupas levemente rasgadas, mas com semblantes calmos e inofensivos. O detetive Tanaka, no chão, parecia um lunático, falando incoerências enquanto os outros policiais tentavam controlar a situação. "Que droga aconteceu aqui?" perguntou ela, sua voz firme cortando o burburinho do térreo. Um policial, vermelho de constrangimento, se adiantou. "Diretora, acreditamos que fomos vítimas de um trote desses jovens." Outro policial, com o olhar fixo em Tanaka, complementou: "O detetive Tanaka começou a gritar sobre lobisomens e a lua vermelha. Foi tudo muito estranho." Izumi franziu a testa, os olhos fixos no colega de trabalho. "Lobisomens? Lua vermelha? Isso não faz sentido."
Ela se aproximou de Taishou e Caleb, que a observavam com atenção. "Senhores, podem me explicar o que realmente aconteceu aqui?" Taishou suspirou, massageando as têmporas. "Diretora, é uma história longa e complexa. Mas posso garantir que não somos responsáveis pelo estado do detetive Tanaka." Akane assentiu, confirmando suas palavras. "Acreditamos que ele teve um surto psicótico. A lua vermelha pode ter influenciado seu estado mental." Caleb, tentando aliviar a tensão, repetiu em tom brincalhão: "Ele é louco, ele é louco." Izumi ponderou as palavras dos dois jovens. Embora soubesse que havia algo mais por trás daquela história, sua prioridade era restaurar a ordem na delegacia. "Levem o detetive Tanaka para a enfermaria," ordenou aos policiais. "E vocês dois", dirigindo-se a Taishou e Caleb, "venham comigo para a minha sala. Precisamos conversar." Com um olhar severo, a Diretora Nakamura se virou e marchou em direção à sua sala, deixando os dois jovens atordoados e apreensivos. O que os aguardava naquela conversa? A verdade sobre o que aconteceu naquela noite ainda estava por ser revelada.
Na sala silenciosa, Izumi Nakamura observava os jovens reunidos, e o alívio pairava no ar. Akane e Taishou se abraçavam, um gesto que simbolizava a esperança de finais felizes, enquanto Caleb e Yuki discutiam animadamente sobre as delícias que esperavam no festival da lua. Sakura, Yuki e Hinata observavam a cena com olhares de gratidão, aliviados pelo término do pesadelo. Através das câmeras de segurança, Izumi presenciou o tratamento injusto que Tanaka impôs a Kenji e Taishou. Com uma ordem firme, garantiu a libertação de Kenji, que logo se juntou ao grupo, envolvendo Sakura em um abraço caloroso e um beijo. “Você não imagina a noite horrível que eu tive,” brincou ele, ao que Sakura respondeu, refletindo o sentimento coletivo: “Você não sabe a noite terrível que nós tivemos.” Diante da cena e do comportamento frenético de Tanaka, Izumi não hesitou em se desculpar. A polícia de Hinode tinha padrões elevados, e o que o detetive Makoto Tanaka fez era inaceitável. Ele seria afastado e receberia acompanhamento psiquiátrico. Izumi suspeitava que os eventos daquela noite eram resultado de uma combinação de vingança e imprudência por parte dos jovens. Com um sorriso irônico, Taishou observou que eram apenas jovens em busca de diversão.
Reconhecendo o colapso nervoso do detetive, Izumi liberou os jovens, reiterando suas desculpas. A noite havia sido longa e tumultuada, mas agora, com a justiça restaurada, eles poderiam finalmente seguir em frente. Com a permissão concedida, os jovens deixaram a delegacia de Hinode. O ar estava fresco e estrelado, e o eclipse lunar havia terminado, permitindo que a lua cheia brilhasse em sua esplendorosa beleza.
Apesar do cansaço, uma energia renovada os envolvia. Caminharam juntos em direção ao festival, atraídos pelas luzes cintilantes e pela música animada. Entre risadas e histórias compartilhadas, cada um se sentia aliviado por estar livre e seguro. O festival os acolheu com aromas irresistíveis e melodias alegres. Caleb e Yuki correram para a primeira barraca de takoyaki, suas risadas se misturando aos sons da festa. Akane e Taishou, de mãos dadas, admiravam as lanternas flutuantes, enquanto Sakura e Hinata se juntavam a Kenji para experimentar as diversas guloseimas. À medida que a noite avançava, a aventura anterior se tornava uma lembrança distante. Eles dançaram, cantaram e celebraram, saboreando cada momento de liberdade e alegria. Afinal, eram jovens comuns vivendo uma noite extraordinária, uma história que contariam por anos a vir. Haviam vencido, e o ritual estava completo. A maldição da licantropia finalmente havia chegado ao fim.
Entretanto, o detetive Makoto Tanaka, outrora um diligente servidor da lei, encontrou-se em um caminho tortuoso após aquela noite fatídica. A pressão do trabalho e os eventos que se desenrolaram na delegacia de Hinode o levaram ao limite. Sua mente, antes tão afiada quanto uma lâmina de katana, agora vagava por corredores de confusão e desespero. Internado em uma instituição de tratamento psiquiátrico, Tanaka foi submetido a uma rotina de terapias e medicamentos. Os dias se misturavam em um borrão cinzento, e as noites eram povoadas por sombras de casos passados e vozes que apenas ele ouvia. O homem que uma vez buscou a justiça agora perseguia fantasmas de sua própria criação. Nas noites de lua cheia, especialmente durante o eclipse lunar, os pesadelos de Tanaka se intensificavam. Ele se via perseguido por lobisomens, criaturas que acreditava serem manifestações de seus fracassos e medos. A lenda dizia que tais bestas surgiam com a lua cheia, e para Tanaka, elas pareciam tão reais quanto qualquer suspeito que já havia caçado. Os outros pacientes e até mesmo os funcionários do manicômio murmuravam sobre sua loucura, convencidos de que ele havia perdido completamente a razão. Os gritos noturnos de Tanaka ecoavam pelo local, repletos de relatos frenéticos sobre olhos brilhantes e presas afiadas que o perseguiam pelos corredores escuros de sua mente. Para muitos, o eclipse lunar era apenas um fenômeno astronômico, mas para Tanaka, era o prenúncio de um apocalipse pessoal.
Em sua mente perturbada, aquele evento celeste não era apenas um espetáculo da natureza, mas um sinal de que o fim estava próximo, um fim que ele sentia estar intimamente ligado ao destino sombrio que ele mesmo havia tecido. Com o tempo, alguns diziam que ele melhoraria, enquanto outros acreditavam que simplesmente enlouquecera. Mas todos concordavam que o detetive Makoto Tanaka que conheciam havia desaparecido, deixando para trás apenas um eco de seu antigo eu. Enquanto a vida seguia do lado de fora das paredes do manicômio, Tanaka lutava sua própria batalha, uma luta silenciosa pela sanidade e pela redenção. Em uma noite de verão em Hinode, o calor era sereno. Akane estava sentada ao ar livre, sua silhueta banhada pela luz prateada da lua. O céu, adornado com um manto de estrelas cintilantes, emanava uma sensação de paz e tranquilidade. As ruas da cidade estavam desertas, apenas o sussurro do vento entre as folhas das árvores quebrava o silêncio que pairava no ar. Em seu rosto sereno, Akane exibia uma expressão de profunda paz. Seus olhos, fixos no céu estrelado, refletiam a beleza da noite e a vastidão do universo. Um leve sorriso se desenhava em seus lábios, como se estivesse absorvendo cada nuance daquele momento mágico.
Naquele instante, Akane sentia-se em perfeita harmonia com o mundo ao seu redor. A quietude da noite acalmava sua mente, permitindo que ela se conectasse com seus pensamentos mais íntimos. As estrelas, como diamantes espalhados pelo céu, representavam as infinitas possibilidades que a vida oferecia. Em meio à calmaria, Akane sentia-se livre e completa. A quietude era um refúgio da agitação do cotidiano, um momento para reflexão e introspecção. As estrelas, como faróis celestiais, guiavam seus pensamentos e a inspiravam a seguir seus sonhos. Naquela noite quente de verão, Akane encontrou na paz e na beleza do universo a força e a inspiração necessárias para seguir em frente. A vastidão da noite a conectou com seu eu mais profundo e a lembrou da importância de valorizar os pequenos momentos da vida.
Taishou se aproximou de Akane com passos lentos e silenciosos, como se quisesse preservar a serenidade do momento. Ao chegar ao seu lado, ele se sentou sem dizer uma palavra, fixando o olhar no céu estrelado. Os dois permaneceram em silêncio por alguns minutos, absorvendo a beleza daquela noite de verão. A lua, cheia e resplandecente, banhava a terra com sua luz prateada, enquanto as estrelas piscavam no céu como diamantes celestiais. Taishou sentia uma conexão profunda com Akane, um laço invisível que os unia em um sentimento de paz e serenidade. Sem necessidade de palavras, eles compartilhavam a grandiosidade do universo e a vastidão do cosmos. Nos olhos de Taishou, via-se o reflexo da lua e das estrelas.
Havia uma luz radiante no olhar de Akane, uma expressão de felicidade e plenitude. Ele sabia que, naquele instante, ela estava em harmonia consigo mesma e com o mundo ao seu redor. Taishou sentia-se grato por poder compartilhar aquele momento com ela. A quietude da noite permitia que ele se conectasse com seus sentimentos mais profundos e expressasse seu amor por Akane de maneira silenciosa, porém significativa. Naquele instante, as palavras eram desnecessárias.
A linguagem do silêncio era suficiente para transmitir a profundidade de sua conexão e a beleza do amor que os unia. Akane olhou para Taishou, seus olhos brilhando com uma felicidade renovada. "É incrível poder ver a lua cheia sem medo", ela sussurrou. "Sem a sombra da maldição pairando sobre nós." Taishou sorriu, envolvendo-a em um abraço acolhedor. "Eu nem sei como te agradecer, Akane. Você me libertou de um fardo que carreguei por toda a minha vida." Seus lábios se tocaram em um beijo suave e apaixonado, carregado de gratidão e amor. A maldição que os separava por tanto tempo agora era apenas uma lembrança distante. Akane acariciou o rosto de Taishou com ternura. "Você acha que vai sentir falta de ser um lobisomem?", perguntou ela, com um sorriso hesitante. Taishou balançou a cabeça com convicção. "Ninguém sente falta de uma maldição, Akane. Agora sou um homem livre, finalmente capaz de viver a vida que sempre quis ao seu lado." As palavras de Taishou ecoaram no coração de Akane, preenchendo-a com uma alegria indescritível. A lua, testemunha daquela cena de amor e união, parecia sorrir para o casal, abençoando o início de uma nova vida juntos, livre da maldição do lobisomem.
O silêncio da noite em Hinode foi abruptamente quebrado pela aparição de Caleb, agora um adolescente, saindo calmamente de casa. Vestido de maneira impecável com uma camisa social branca, calças pretas e tênis, ele exibia uma aura de maturidade e responsabilidade incomum para sua idade. Taishou e Akane observaram seu filho com uma mistura de curiosidade e preocupação estampadas em seus rostos. Akane, com um sorriso maternal, perguntou: "Já está saindo, querido?". Caleb, com um olhar firme e determinado, dirigiu seus olhos para ela e respondeu: "Sim, mãe, preciso buscar a Yuki na casa dela." Taishou, movido pela preocupação genuína de um pai, interveio: "Não vai voltar tarde e tenha responsabilidade com a Yuki. Eu não quero netos ainda!". Caleb, encarando seu pai com uma mescla de respeito e timidez, retrucou, com a voz rouca pela puberdade e vergonha: "Não seja pervertido, pai. Eu não faço essas coisas ainda. Nós só vamos lanchar juntos e caminhar na praça." As palavras de Caleb, carregadas de uma inesperada inocência, provocaram um sorriso divertido em Akane.
Ela se aproximou do filho e o abraçou, aconchegando-o em seus braços. "Divirta-se, querido", disse ela com ternura. "Mas não esqueça de voltar cedo." Taishou, embora preocupado, também sentia um orgulho crescente enquanto observava seu filho se afastar em direção ao encontro com Yuki. Naquele breve instante, Taishou e Akane testemunharam a transformação de Caleb em um jovem homem, assumindo responsabilidades e tomando decisões por conta própria. A noite em Hinode, antes serena e tranquila, agora se tornava o palco da jornada de Caleb em busca do amor e da aventura, um caminho que o levaria a descobrir quem realmente era. Ao observar seu filho se distanciar, Taishou e Akane sentiram uma mistura de emoções: a nostalgia da infância que se perdia, a esperança pelo futuro que se abria e a certeza de que, a partir daquele momento, Caleb trilhava seu próprio caminho, pronto para enfrentar os desafios e alegrias da vida. Caleb caminhava pelas ruas de Hinode com o coração acelerado. A imagem de Yuki, com seu sorriso radiante e olhos brilhantes, preenchia seus pensamentos. Ele mal podia esperar para compartilhar com ela um momento especial, o ápice do que significava ser um casal apaixonado. Em sua mente, Caleb já imaginava a noite em que se uniriam, corpo e alma, em uma experiência mágica. Duas almas jovens, em busca de amor e aventura, estavam prestes a se encontrar e escrever mais um capítulo na história da cidade.
Akane observou Caleb se afastar pelas ruas de Hinode, um sorriso radiante iluminando seu rosto. "É uma alegria vê-lo crescer como uma pessoa normal", comentou com Taishou, sua voz carregada de emoção. Taishou, com um olhar terno direcionado à figura de Caleb, assentiu em concordância. "Sim, é realmente maravilhoso. Para mim, é um alívio viver finalmente em paz, sem a maldição da besta pairando sobre nossas cabeças." As palavras de Taishou refletiam o profundo sentimento de alívio que agora permeava sua alma. A maldição que os assombrava por tanto tempo finalmente se dissipara, abrindo caminho para uma nova vida, livre de medos e incertezas. Akane se aproximou de Taishou e o abraçou, aconchegando-se em seus braços. "Lembra-se de todas as noites de lua cheia que passamos em claro, preocupados com Caleb e com o futuro?", perguntou com um tom nostálgico. Taishou sorriu, apertando-a contra si. "Sim, me lembro. Mas agora, podemos relaxar e aproveitar cada momento com nosso filho, sem nos preocupar com a maldição."
"O ciclo de eternidade foi quebrado. Ele está crescendo rápido e logo se tornará um homem." Akane se afastou ligeiramente, seus olhos brilhando com uma mistura de orgulho e tristeza. "É verdade. Mas, mesmo quando ele for embora de casa, sempre terá um lugar especial em nossos corações." Taishou assentiu, concordando com as palavras de Akane. Com um sorriso caloroso nos lábios, entrelaçou seus dedos com os dela e a guiou de volta para dentro de casa. A noite em Hinode era serena, adornada pela luz prateada da lua cheia, que banhava a cidade em um brilho mágico. "Não vamos sentir inveja de Caleb e Yuki se divertindo", disse Taishou, com um tom divertido. "Eu tenho planos especiais para nós dois esta noite também." Akane corou levemente, seus olhos brilhando com uma mistura de expectativa e felicidade, enquanto se aconchegava ao lado de Taishou, sentindo o calor de seu corpo e a força de sua presença. Caminhando juntos para dentro de casa, Taishou e Akane apreciavam a beleza da noite e a quietude que os envolvia. A lua cheia, como uma testemunha benevolente, acompanhava seus passos e abençoava sua união. Em seus corações, carregavam a profunda satisfação de viver uma vida livre da maldição da licantropia. A sombra do medo que os assombrava por tanto tempo finalmente se dissipou, dando lugar à paz e à esperança.
Naquela noite, sob a luz pratelha da lua, Taishou e Akane escreveram mais um capítulo em sua história de amor, um capítulo de gratidão, felicidade e plenitude que os uniria para sempre. Ao chegarem em casa, Taishou a puxou para um beijo apaixonado, seus lábios se tocando com fervor e desejo. A noite prometia ser longa e mágica, repleta de momentos de ternura e paixão. Enquanto se entregavam ao amor que os consumia, saboreavam a deliciosa sensação de liberdade que a vida agora lhes oferecia. A maldição da licantropia era apenas uma lembrança distante, um pesadelo que jamais se repetiria. O futuro se abria diante deles, cheio de possibilidades e sonhos a serem realizados. Juntos, enfrentariam qualquer desafio que surgisse em seu caminho, sempre amparados pelo amor que os unia e pela força que emanava de seus corações. Cinco anos se passaram, e a vida em Hinode floresceu em direções inesperadas. Sakura Fujioka, agora uma médica renomada, dedicava-se a curar não apenas com suas habilidades, mas também com seu coração generoso. Kenji Takahashi, elevado à patente de tenente, protegendo o país com honra e coragem, sabia que o amor e a amizade eram suas maiores armas. Hinata Terasaki, administrando a casa de chá da Haru, tornara-se um ícone cultural, entrelaçando música e tradição de forma harmoniosa. Yuki e Caleb, apaixonados como nunca, navegavam pela adolescência e seus desafios, enquanto Taishou e Akane, unidos em matrimônio, prosperavam em suas respectivas carreiras, ele restaurando o passado com mãos sábias, ela explorando os mistérios da biologia.
Contudo, enquanto a cidade se transformava, uma nova sombra começou a se formar no horizonte. Um evento inesperado, um mistério a ser desvendado, prometia desafiar a paz conquistada. As noites de lua cheia sempre tiveram um lugar especial nos corações dos personagens, como um lembrete de promessas e sonhos, mas agora, um novo ciclo estava prestes a começar. A lua cheia, que antes representava serenidade, agora era um símbolo de renovação e incerteza. Taishou e Akane, ao olharem para o céu estrelado, sentiam uma inquietude no ar, como se algo estivesse se aproximando. A vida, com suas reviravoltas, mostrava que mesmo em tempos de paz, a aventura nunca estava realmente longe. Eles se lembravam das aventuras, dos desafios superados e das lições aprendidas sob o brilho misterioso da lua, cientes de que sempre haveria luz para guiá-los. Mas o que estaria por vir? E assim, à medida que a lua cheia iluminava a cidade de Hinode, uma nova história começava a se desenrolar, cheia de promessas e mistérios. O futuro ainda estava por ser escrito, e todos os personagens estavam prontos para o que quer que viesse, unidos pelo amor, pela amizade e pela coragem de enfrentar o desconhecido.