Em um cenário carregado de tensão e drama, Kenji se aproxima de Taishou, se enfiando entre ele e Caleb. O ar está denso com a fúria contida de Taishou, que se volta para Kenji com os olhos flamejantes. "É melhor você ficar frio, Taishou," Kenji diz com voz grave, tentando conter a tempestade que se desenrola. "Eu não sei o que aconteceu entre vocês dois, mas sério? Agredir Caleb é sua solução para ajudá-lo com a depressão?" Akane, com o coração partido pela dor de Caleb, se aproxima dele e o envolve em um abraço protetor. "Taishou, você perdeu a cabeça?" ela pergunta, a voz carregada de incredulidade e tristeza. Taishou se afasta dos três, a raiva consumindo-o. "Caleb é um filho ingrato!" ele rosna, a fúria toma conta de seu corpo. "Ele quer me culpar por toda essa merda, por tudo que aconteceu com a Catarine…Por tudo que está acontecendo com ele!" Caleb, encolhido no colo de Akane, murmura baixinho, a voz fraca e carregada de sofrimento. "Eu só quero ir embora daqui... quero encontrar a Yuki..."
Taishou avança em direção a Caleb, com os olhos cheios de ódio e desespero. Kenji, percebendo o perigo, intervém, segurando-o com força. "VOCÊ NÃO VAI A LUGAR NENHUM!" Taishou grita, a voz rouca pela raiva. "VOCÊ ESTÁ ME OUVINDO? Você vai ficar aqui! Eu não vou perder outro filho! Você sabe que é perigoso voltar para Hinode! Não seja um moleque idiota! Não faça o sacrifício que Akane, Kenji e eu fizemos para salvar você em vão!" Caleb se cala, a dor e a frustração o consumindo. Kenji, com a mente fria em meio ao caos, tenta acalmar Taishou. "Puta merda, Taishou, se acalma, porra!" Ele implora, tentando conter a explosão de emoções que paira no ar agarrando Taishou com força. A cena se dissolve em um turbilhão de sentimentos conflitantes: a fúria de Taishou, a dor de Caleb, o desespero de Akane e a determinação de Kenji. O futuro incerto paira sobre eles como uma nuvem escura, enquanto cada um luta contra seus próprios demônios interiores. Akane com pesar na voz fala: "Pelo amor de deus, parem com isso... por favor... parem com isso..." Kenji agarra Taishou e o puxa para fora do quarto. "Que porra é essa, Taishou? Quer se controlar?" Mas, Taishou ainda estava irritado. "Você tem noção das coisas que ele falou para mim? Eu vou arrancar a depressão dele no murro!" Kenji, ainda tenso pela situação, tenta controlar a raiva de seu companheiro, empurrando ele para longe de Akane e Caleb. "Calma, Taishou", diz Kenji "Ele está passando por um momento difícil, precisamos oferecer apoio e compreender"
O quarto permaneceu tenso, os olhares de todos fixos uns nos outros. Akane, com os olhos cheios de lágrimas, abraçou Caleb com força. Kenji, ainda segurando Taishou, olhou para ele com seriedade. “Precisamos conversar, resolver isso como uma família. Não podemos nos destruir. Caleb precisa de nós agora mais do que nunca.” Taishou, a raiva ainda presente em seus olhos, respirou fundo e saiu do quarto. Kenji o seguiu. Taishou murmurava com ódio enquanto pisava fortemente no chão em direção ao quarto. "Não posso acreditar que ele está me culpando por tudo!...Que porra..." Kenji, profundamente preocupado, foi atrás dele, com uma expressão de compreensão e amor. Ao chegarem ao quarto, Taishou sentou-se na cama, e Kenji sentou ao lado dele, colocou a mão em seu ombro, tentando consolá-lo. "Eu sei que não é fácil, meu companheiro, mas precisamos manter a calma e procurar uma solução pacífica para essa situação", disse ele, com tranquilidade. “Me acalmar Kenji? Ele basicamente disse que me odeia e que eu sou culpado por toda a porra da depressão dele!” Kenji, com compaixão, ouvia as palavras de Taishou, seus olhos repletos de solidariedade. Kenji começou a conversar com Taishou, mostrando-lhe a falácia de sua lógica e a ineficiência de sua atitude. Ele o lembrou de sua força interior, de sua capacidade de superar qualquer obstáculo com calma e razão.
Aos poucos, as palavras de Kenji começaram a penetrar na mente de Taishou. A fúria que o dominava começou a ceder lugar à razão. Sua respiração se acalmou, seus músculos relaxaram e seus olhos perderam o brilho ameaçador. Finalmente, após um longo período de conversa, Taishou se acalmou completamente. Ele se desculpou com Kenji por seu comportamento impulsivo e agradeceu a ele por tê-lo ajudado a recuperar o controle. Akane retornou ao quarto com passos lentos e pesados, o peso da situação ainda fresco em sua mente. Ao entrar, ela encontrou Kenji e Taishou sentados em silêncio, cada um perdido em seus próprios pensamentos. Um clima pesado pairava no ar, carregado por uma mistura de tristeza, raiva e decepção. Com um suspiro profundo, Akane se aproximou dos dois homens. "Caleb se acalmou e dormiu," ela disse, sua voz carregada de cansaço e preocupação. "Ele está bem, mas... o que aconteceu entre vocês dois?" Taishou desviou o olhar, evitando o contato visual com Akane. Kenji, por outro lado, assumiu a responsabilidade, relatando os eventos que haviam se desenrolado minutos antes entre Caleb e Taishou. Akane o ouviu atentamente, seu rosto se fechando em uma expressão de profunda tristeza.
Quando Kenji terminou de falar, Akane se virou para Taishou, seus olhos cheios de fúria. "Eu sei que vocês dois tem conflitos do passado," ela disse, sua voz firme e controlada, "mas você não pode agredir nosso filho! Nunca! Isso é imperdoável!" Taishou baixou a cabeça, abatido. "Eu sei," ele murmurou, sua voz carregada de arrependimento. "Eu não queria machucá-lo. Eu... perdi o controle." Akane se aproximou de Taishou, seus olhos ainda cheios de raiva, mas também com um toque de compaixão. "Você precisa se controlar, Taishou," ela disse. "Caleb é nosso filho, e ele precisa de nós. Não podemos permitir que nossos problemas pessoais afetem a vida dele." Taishou assentiu, finalmente encontrando coragem para olhar Akane nos olhos. "Me perdoem" ele disse, sua voz carregada de determinação. "Isso nunca mais vai acontecer. Eu vou me controlar." Akane suspirou, ainda hesitante, mas reconhecendo a sinceridade nas palavras de Taishou. "Espero que sim," ela disse. "Porque Caleb precisa de um pai e uma mãe que o amem e o protejam. E nós precisamos ser fortes para ele." Um silêncio pesado se instalou no quarto, enquanto cada um dos presentes refletia sobre o que havia acontecido. A raiva e a decepção ainda estavam presentes, mas também havia um desejo de reconciliação e de seguir em frente. No final, todos eles sabiam que o que importava era o bem-estar de Caleb. Eles precisariam encontrar uma maneira de superar seus conflitos e trabalhar juntos para criar um ambiente seguro e amoroso para seu filho.
Com os ânimos mais calmos, Akane se sentou na cama ao lado de Kenji e Taishou. Ela se virou para Kenji e o abraçou com força, beijando-o com carinho. "Muito obrigada por ter controlado o Taishou, Ken," ela disse com gratidão. "Eu não sei o que teria acontecido se você não estivesse aqui." Kenji retribuiu o abraço, sentindo um calor reconfortante tomar conta de seu corpo. Ele se sentia feliz por ter ajudado Akane, Taishou e Caleb, e por ter conseguido evitar que a situação se tornasse ainda mais grave. Taishou observava a cena dos dois com um misto de surpresa, ciúme e raiva. Ele não conseguia entender como Akane e Kenji podiam se abraçar e se beijar com tanta naturalidade. Em meio aos seus pensamentos turbulentos, Taishou não pôde deixar de questionar: "Quando foi que vocês dois ficaram tão íntimos?", ele perguntou com amargura em sua voz. Kenji ficou sem graça com a pergunta, sem saber exatamente como responder. Akane, por outro lado, não se intimidou e respondeu com naturalidade: "A gente se beijou na sala hoje, antes de você começar a agredir o Caleb!", ela disse, enfatizando a última parte da frase. Taishou, com a voz carregada de amargura, lançou um olhar penetrante para Kenji e Akane, questionando: "V-Vocês dois se beijaram? Como assim? Kenji, você está furando meu olho?”
Kenji, visivelmente irritado com a insinuação, soltou um suspiro exasperado e rebateu: "Para com essa porra, Taishou. Você não tem o direito de questionar nada." Akane, demonstrando apoio a Kenji, interveio: "É verdade, Taishou. Foi você quem sugeriu que a gente ficasse junto, como um trisal. Se você está desconfortável com isso, o problema é seu." A tensão no ar era palpável. A inveja e o ciúme de Taishou eram evidentes em cada palavra, em cada olhar. A ideia de Kenji e Akane se tornarem próximos, formando um laço que ele não podia romper, o corroía por dentro. Percebendo a frustração de seus amigos, Taishou finalmente cedeu e confessou seus sentimentos: "Eu sei... eu sei... me desculpe... eu sei que fui eu quem sugeri um relacionamento aberto entre nós... mas eu não... imaginei que ficaria com ciumes..." Kenji, com um tom calmo e compreensivo, colocou a mão na perna de Taishou, buscando confortá-lo. "Nós temos que ter maturidade se quisermos que isso dê certo", disse ele. "Precisamos aprender a lidar com nossos sentimentos e sermos honestos uns com os outros."
Akane, ainda um pouco desconfortável com a situação, mas demonstrando apoio, completou: "É verdade, vocês dois ficaram juntos ontem, e eu não estou surtando de ciúmes. Todos nós temos necessidades e desejos, e precisamos encontrar uma forma de conciliar isso de forma saudável." Taishou, com a voz ainda baixa, mas com um tom de arrependimento, concordou: "Me desculpem... Eu não queria estragar tudo isso. Só estou confuso e com medo." Em um gesto de união, os três se abraçaram. A tensão que pairava no ar se dissipou, substituída por um sentimento de compreensão e compaixão. Eles sabiam que o caminho para um relacionamento aberto e saudável seria árduo, mas estavam dispostos a enfrentá-lo juntos, com maturidade e amor.
Taishou, com um sorriso tímido, lançou a pergunta no ar: "Então, nós três vamos dormir juntos essa noite?". A expectativa pairava no ar, e todos os olhares se voltaram para Akane. Kenji, com um tom suave e convidativo, questionou: "Você quer dormir conosco, Akane?". A insegurança era evidente em seus olhos, e ele ansiava pela resposta da companheira. Akane, tomada por um misto de hesitação e constrangimento, ponderou sobre a proposta. "Eu não sei, rapazes...", disse ela, a voz hesitante. "Isso tudo é muito estranho... Acho melhor eu ir dormir com o Caleb de novo." Um silêncio desconfortável se instalou no ambiente. Taishou, com a expressão abatida, abaixou a cabeça, enquanto Kenji mascarava a decepção com um sorriso forçado. A ideia de dormir juntos, que antes parecia promissora, agora se mostrava um desafio intransponível. Akane, percebendo a frustração dos amigos, tentou explicar sua decisão: "Eu só... eu ainda não me sinto pronta para isso. Preciso de tempo para processar tudo isso e me acostumar com a ideia." Kenji, compreensivo, assentiu com a cabeça. "Tudo bem, Akane. Sem pressão. Você faz o que te deixa mais confortável."
Taishou, ainda cabisbaixo, murmurou um "ok" quase inaudível. A noite que prometia ser inesquecível agora se transformava em mais uma noite de dúvidas e incertezas. Apesar da decepção inicial, os três companheiros sabiam que era preciso respeitar os limites e o ritmo de cada um. A construção de um relacionamento aberto e saudável exigia tempo, paciência e muita comunicação. Akane lançou um sorriso tímido para os dois, acariciando o rosto de Kenji e Taishou. Ela beijou Kenji e depois beijou Taishou, e desejou boa noite para ambos. Saindo do quarto. Kenji e Taishou, agora sozinhos no quarto, mantinham um silêncio pesado enquanto se deitavam na cama. Uma mistura de decepção e frustração pairava entre eles, ambos absorvendo a rejeição de Akane. Taishou suspirou, encarando o teto, sem dizer uma palavra. Kenji, sentindo a necessidade de confortá-lo, deitou-se ao lado do companheiro e colocou a mão em seu peito, sentindo o seu coração batendo rápido. “Faz mais de um ano que eu não sei o que é transar com a Akane…” Taishou admite. Kenji escuta as palavras de Taishou com um misto de compreensão e preocupação. Ele sabe o quanto isso tem afetado o companheiro e o quanto ele precisa de intimidade e conexão física. Kenji coloca a mão em seu rosto e o acaricia suavemente, olhando profundamente em seus olhos.
"Sinto muito, companheiro. Eu sei quão difícil tem sido para você. Mas olha, já temos sorte da Akane ter topado esse relacionamento, em primeiro lugar. Eu certamente ainda me surpreendo. Se fosse a Akane de quinze anos atrás, ela iria mandar nós dois tomar no cu e pularia fora dessa relação.” Taishou coloca a mão na testa e começa a rir. “Você sempre consegue me fazer rir mesmo nos momentos mais merdas”. Ele admite. Kenji abre um sorriso e faz carinho em Taishou. “É o charme dos Takahashi” Taishou vira-se para ele e sorri “Eu certamente me apaixonei por esse charme…” Kenji continuou brincando “Sorte a minha você não ter ficado só no charme, não é?” Taishou suspira e continua a rir “Você é um imbecil…” Ele abraça e beija Kenji. Ele aproveita as carícias do companheiro, sorrindo e fala “Correção…eu sou SEU imbecil”. Taishou ri, mas depois ele fica sério. “Como acha que vamos fazer isso dar certo se ela fica evitando a gente?” Kenji suspira: “Ela precisa de tempo, cara. Não foi uma mudança fácil para ela aceitar nossa relação, lembra? A expressão de Taishou se torna mais suave enquanto Kenji o acaricia. “Foi um choque grande para ela descobrir que o marido dela amava outro cara, que esse cara é o amigo de infância dela, e agora ela está se permitindo amar nós dois. Temos que ter paciência.
Eu estou tão ansioso quanto você para deitarmos juntos e fazermos um grande Ménage à trois.” Taishou ainda rindo, disse “Vai se foder… não sei se consigo ver você comendo minha mulher” Kenji riu junto com Taishou, e respondeu com um sorriso malicioso: "Ela não é só sua mulher, companheiro. Agora ela também é minha mulher" Taishou encarou-o com uma risada incrédula. "É sério isso? Vamos compartilhar ela?" perguntou, incrédulo. Kenji questiona Taishou “Por que, não? Ela aceitou dividir você comigo.”
Taishou olhou para Kenji com um sorriso de surpresa, enquanto absorvia o que ouviu. Ele refletiu por um momento e admitiu: "Você tem razão, eu não tinha pensado nisso." Kenji continua a acariciar o rosto de Taishou, em um gesto de apoio. "Nós somos um trio agora. Dividir nosso amor e cuidados com ela vai fortalecer nossos laços e criar uma conexão mais profunda entre nós três." Taishou concordou com a cabeça, e respondeu com um sorriso: "Você tem razão. Eu só precisava de um tempo para processar essa ideia." Kenji sorriu de volta e perguntou: "Então, você topa dividir nossa companheira comigo?" Taishou riu e respondeu: "Claro que sim. Eu amo ela, e sei que você também a ama. Vamos fazer funcionar juntos." Kenji sorriu, aliviado, e respondeu: "Excelente! Com essa atitude, tenho certeza que nossas primeiras vezes juntos serão inesquecíveis." A perspectiva de dividir Akane com Kenji desperta uma mistura de excitação, nervosismo e amor em Taishou. Ele sente uma energia e paixão renovadas ao imaginar situações íntimas em trio, na esperança de fortalecer ainda mais seu relacionamento com ela e Kenji. Simultaneamente, ele é tomado por um senso de responsabilidade e compreensão, ciente do processo delicado que sua companheira está passando. Taishou está animado pelo novo capítulo de suas vidas, ainda que consciente dos desafios que podem surgir e necessitando de paciência e comunicação.
Kenji está entusiasmado e esperançoso com a ideia de dividir Akane com Taishou. Ele sente uma sensação eletrizante e uma conexão ainda mais forte entre eles. Ao mesmo tempo, Kenji também está consciente das responsabilidades e desafios que virão a caminho, e está comprometido em trabalhar em união com Taishou para construir uma relação saudável e feliz para todos. Ele está animado para explorar essa nova etapa em sua vida, tendo plena consciência das lições e aprendizados que isso trará ao longo do caminho. Akane está dividida entre a expectativa e o nervosismo de dividir os dois companheiros. Ela, ao mesmo tempo, experimenta um sentimento de ser amada e desejada por dois homens e que suas necessidades e desejos são importantes tanto para Taishou quanto para Kenji. Ela reconhece que isso não será sempre fácil e requer esforço, compreensão e tempo para se adaptarem a essa nova dinâmica. Akane está determinada a enfrentar esse desafio, sabendo que a recompensa é um relacionamento ainda mais profundo e satisfatório para todos. Kenji e Taishou estavam enrolados um nos braços do outro, dormindo profundamente, em paz e aconchego. Seus corpos estavam próximos, compartilhando o calor e a emoção. Kenji, com um braço na cintura de Taishou, mantinha-o próximo, seu rosto relaxado e pacífico. Taishou, deitado de lado, encostava a cabeça no peito de Kenji, sentindo seu coração batendo lentamente. Combinando seus ritmos, dormiam profundamente, tranquilos e seguros na presença um do outro. No outro quarto, Akane descansava profundamente ao lado de seu filho Caleb. Eles estavam abraçados, com as pernas emaranhadas e as testas se tocando. Os cabelos de Caleb estavam uma bagunça, espalhados pelo rosto e no travesseiro. O cobertor os envolvia parcialmente, oferecendo proteção e conforto.
O tempo se arrastava no Chalé, carregado por uma névoa pesada de tensão. Taishou, ainda abalado pelas palavras de Caleb, lutava para conter a ira que fervilhava em seu interior quando estava próximo a ele. Apesar da frustração, tentava ser compreensivo com o filho, reconhecendo as complexas emoções que o atormentavam. Kenji, percebendo o sofrimento de Caleb, decidiu assumir um papel de apoio e amizade. Durante a semana, visitava ele no quarto com frequência, buscando amenizar a angústia com histórias divertidas de suas aventuras no batalhão. As risadas e memórias compartilhadas traziam alívio momentâneo para Caleb, que encontrava conforto na presença calorosa de Kenji. Embora a dor e o remorso ainda o consumissem, Caleb sentia um leve afago em seu coração quando estava com Akane e Kenji. A amizade incondicional de Kenji e o carinho genuíno de Akane, representavam um raio de esperança em meio à escuridão. Uma semana se arrastou desde a violenta briga entre Caleb e Taishou. O Chalé permanecia em um clima pesado de silêncio e tensão. Caleb, recluso em seu quarto, se afundava em um mar de tristeza e culpa. Kenji com os olhos sempre atentos a Caleb, estava mais um dia em seu quarto conversando, tentando animar o adolescente. Enquanto conversava com Caleb em um tom calmo e paciente, o celular de Kenji tocou. Era o Dr. Suzuki Hideaki, o médico amigo de Caspian. Com anos de experiência em sua área, o Dr. Suzuki se mostrou compreensivo e receptivo ao relato de Kenji sobre a situação de Caleb.
Reconhecendo a gravidade do caso, o Dr. Suzuki propôs realizar uma consulta online inicial para conhecer melhor Caleb e avaliar suas necessidades. Caleb, inicialmente hesitante e desconfiado, relutou, mas Kenji o convenceu da importância da ajuda profissional. Na consulta online, a voz calma e tranquilizadora do Dr. Suzuki criou um ambiente de confiança e segurança. Com sua experiência e sensibilidade, ele estabeleceu uma conexão imediata com Caleb, compreendendo seus traumas e oferecendo o apoio necessário. O Dr. Suzuki propôs realizar consultas presenciais em um local seguro e discreto, garantindo total sigilo sobre a condição da família. Essa proposta acendeu uma centelha de esperança nos corações de Kenji, Akane e Taishou, que finalmente viam um caminho para ajudar Caleb. Com as consultas agendadas, Caleb, pela primeira vez em semanas, esboçou um sorriso tímido. A jornada para a recuperação ainda era longa e árdua, mas a família finalmente tinha encontrado a ajuda que tanto precisava. A esperança renascia no Chalé, iluminando o caminho para um futuro mais promissor. As semanas se seguiram com um ritmo tranquilo na casa de Akane, Kenji e Taishou. Enquanto Caleb se recuperava gradativamente da depressão, buscando ajuda profissional e apoio dos amigos, o trio aproveitava cada momento para fortalecer o relacionamento deles. Kenji, com sua natureza extrovertida e amorosa, era o elo que unia os três. A alma vibrante da casa. Ele sempre encontrava uma maneira de fazer Akane e Taishou se sentirem confortáveis e amados, mesmo nos momentos mais difíceis.
Taishou, por sua vez, era o pilar de força do grupo. Sua presença calma e segura era um refúgio para Akane e Kenji, especialmente quando as dúvidas e inseguranças os invadiam. Era a personificação de segurança e praticidade. E também, o responsável financeiro da casa. Akane, por fim, era o coração do trio. Sua gentileza e empatia contagiavam a todos, criando um ambiente acolhedor e cheio de afeto. Era a personificação da gentileza, compreensão e cuidado. Sua sensibilidade e intuição a tornava a mediadora dos conflitos, sempre buscando o equilíbrio e a harmonia entre os desejos dos três. As noites eram o momento que mais apreciavam. Reuniam-se na sala de estar, aconchegados no sofá, para assistir filmes, jogar jogos ou simplesmente conversar sobre suas vidas e sonhos. Nesses momentos, as diferenças entre eles se transformavam em pontos fortes, complementando-se de forma perfeita. Kenji, com sua criatividade e entusiasmo, sempre propunha atividades novas e divertidas. Taishou, com sua mente analítica e estratégica, sempre encontrava soluções para os problemas que surgiam. E Akane, com sua sensibilidade e intuição, era a mediadora dos conflitos, sempre buscando o equilíbrio entre os desejos dos três. Com o incentivo de Kenji, Caleb decidiu retomar as visitas à alcateia. A princípio hesitante, a presença familiar dos lobos o acolheu e proporcionou um sentimento de pertencimento. Aos poucos, um laço de amizade se formou entre Caleb e Caspian, baseado na confiança e no apoio mútuo. No Chalé, a tensão ainda pairava no ar, mas um novo capítulo se iniciava. A dor e a raiva ainda coexistiam com a esperança e a busca por reconciliação. O caminho pela frente seria árduo, mas a união dos membros da alcateia guiavam Caleb em direção à cura.
Quase um mês se passou desde que Caleb deu o primeiro passo em sua jornada de cura, iniciando as sessões de terapia com o Dr. Suzuki e retomando os treinos com Caspian. Uma leveza pairava no ar, como se a esperança finalmente estivesse brotando no Chalé. Mas, no coração de Taishou, a preocupação ainda era profunda. Observando Caleb lutando contra o lobo negro durante mais uma sessão de treinamento espiritual com Caspian, Taishou sussurrou para Kenji: "Amanhã é noite de lua cheia." Era a primeira lua cheia desde o episódio traumático que desencadeou a depressão de Caleb, sua fuga de Hinode e a mudança para o Chalé. A lembrança do descontrole do filho trazia calafrios a Taishou. "Tenha um pouco de confiança em Caleb, meu amor", Kenji disse, tentando acalmar o pai. "Ele está evoluindo bem nas sessões de terapia..." Mas Taishou não se convencia. "Kenji, me escute com atenção. Amanhã, nosso único objetivo é manter Caleb sob controle. Ele não vai ficar calmo durante a transformação. Ainda há ódio em seu coração." Kenji suspirou, reconhecendo a gravidade da situação. "Sim, claro Taishou, você é nosso alfa. Manteremos os olhos em Caleb amanhã." A noite de lua cheia se aproximava, carregada de incertezas e apreensões. Taishou e Kenji se preparavam para enfrentar mais um desafio, enquanto Caleb se preparava para uma batalha interna, lutando contra seus próprios demônios.
A noite se aproximava, e o Chalé estava envolto em uma tensão palpável. A lua, quase cheia, lançava sua luz prateada pelas janelas, criando sombras dançantes nas paredes. Caleb estava inquieto, sentado em sua cama, olhando para a lua. As lembranças do passado o assombravam, e ele se perguntava se seria forte o suficiente para enfrentar a transformação iminente. No quarto, Akane, Kenji e Taishou discutiam a iminente noite de lua cheia. Akane, preocupada, perguntou: “Vocês acham que será um problema?” Kenji, otimista, acredita que Caleb conseguirá se conter, mas Taishou, com um olhar mais pessimista, teme pelo filho. “Caleb me olhou com ódio nas últimas duas semanas”, desabafou. Akane suspirou: “O que você esperava? Vocês tiveram uma briga feia…” Kenji tentou animar a todos: “Eu me aproximei muito de Caleb durante essas semanas, e ele parece estar se esforçando para não sucumbir à besta.” Akane sorriu: “Eu tenho certeza de que ficará tudo bem amanhã.” Taishou discordou, e Kenji sugeriu que ele precisava ser um alfa mais otimista diante dos desafios da alcateia. “Ele vai conseguir”, disse Kenji, tentando tranquilizar a todos. “Caleb está se esforçando. Ele não quer perder o controle novamente.” Taishou apenas assentiu, mas sua expressão permanecia séria. Ele era o alfa, o protetor da alcateia, e a responsabilidade pesava sobre seus ombros. Ele se perguntava se tinha sido suficiente como pai, se poderia ter evitado o que aconteceu com Caleb. Akane tocou o ombro de Taishou. “Confie nele, meu amor. Ele é nosso filho.”
Taishou suspirou e disse “Eu sei. Mas o ódio ainda está lá, Akane. Ele precisa encontrar uma maneira de superá-lo.” Kenji agiu como um mediador, aliviando a tensão entre Akane e Taishou. “Vamos dormir. Amanhã é noite de lua cheia, e temos que estar preparados para o que virá”, disse ele. Taishou e Akane assentiram, cientes dos desafios que enfrentariam. Kenji se virou para Akane com um sorriso travesso no rosto, ousou perguntar: "E então, esta noite teremos um arranjo diferente em nossa cama? Eu e você compartilhando Taishou?" Akane, sem conseguir conter um sorriso tímido, respondeu: "Sim. Vamos dormir juntos hoje à noite." Neste momento, Kenji e Akane compartilhavam um momento de expectativa e alegria antecipando a noite de intimidade que estavam prestes a compartilhar com Taishou. No entanto, enquanto Akane e Kenji se preparavam para dormir, Taishou permanecia imóvel, olhando pela janela para a lua esverdeada quase cheia, sua figura delineada pela luz prateada que penetrava o quarto. Ele sentia a besta dentro de si despertar com a presença da lua cheia, seu olhar sombrio e distante refletindo a batalha que enfrentaria. Akane e Kenji olhavam para Taishou preocupados, a tensão visível em sua expressão e postura. Kenji, sabendo da luta de Taishou contra a besta, tentou quebrar o silêncio. "Você não vem deitar, Taishou?" perguntou suavemente. Taishou se virou e encarou Akane e Kenji deitados na cama. Ele respirou fundo, tentando controlar as emoções que se agitavam dentro dele. "Me desculpem" disse Taishou, com a voz embargada. "Eu não estou bem." Ele parecia vulnerável e desnudo diante deles, sem conseguir esconder a angústia que o consumia.
Kenji sorriu suavemente para Taishou e disse: "Relaxe, Tai. Esta noite é a primeira noite que nós três vamos dormir juntos. Não permita que seus medos estraguem o momento.” Taishou respirou profundamente, tentando encontrar paz em suas palavras. Gradualmente, o ambiente ficou mais tranquilo. Taishou se deitava na cama junto de seus companheiros, ainda lutando contra a angústia e a tensão dentro dele. A presença reconfortante de Akane e Kenji ao seu lado o ajudavam a encontrar um pouco de paz. Enquanto se acomodavam, Taishou se lembrou de que essa noite era o começo de uma jornada juntos, tanto cheia de desafios quanto de amor e conexão. Akane estava deitada na cama, com o coração acelerado. A proximidade de Kenji e Taishou a deixava nervosa, mas também aquecida. Ela estava deitada no meio, o calor dos corpos de Kenji e Taishou a envolvendo. Kenji a abraçou delicadamente, seus dedos entrelaçados com os dela. Taishou, do outro lado, segurou-a com firmeza, como se quisesse protegê-la de tudo. Ela respirou fundo, tentando relaxar. Afinal, essa noite era especial. A primeira vez que os três compartilhavam a intimidade da cama. Akane sabia que precisava confiar em seus companheiros, mesmo que a situação fosse inédita e um pouco desconfortável. Ela fechou os olhos, sentindo o calor da pele deles próximos à sua.
Naquela noite, o silêncio pairava no quarto, apenas quebrado pela respiração suave de Akane, Kenji e Taishou. A luz da lua entrava pela janela, banhando os três corpos em um brilho suave. Era um momento de paz e quietude, um refúgio das turbulências do mundo exterior. Kenji, com a mão entrelaçada na de Akane, observava-a dormir. Sua expressão era serena, um sorriso leve tocando seus lábios. Ele se lembrava do dia em que a conheceu, do impacto que ela teve em sua vida. Akane era como um raio de sol, iluminando seu mundo com sua alegria e positividade. Ele sabia que tinha encontrado algo especial nela, algo que valia a pena ser protegido. Do outro lado da cama, Taishou observava Akane e Kenji em silêncio. Ele sentia uma mistura de emoções: felicidade, tristeza e insegurança. Ele era grato por ter encontrado dois companheiros tão incríveis, pessoas que o aceitavam e o amavam pelo que ele era. Mas ao mesmo tempo, ele não podia deixar de se sentir inseguro sobre seu lugar nesse relacionamento. Ele era o centro? o segundo? ou o terceiro membro dessa relação? Será que ele era bom o suficiente para Akane e Kenji? Será que ele merecia o amor deles? Perdido em seus pensamentos, Taishou fechou os olhos. Ele precisava relaxar e aproveitar esse momento especial. Ele precisava confiar em Akane e Kenji, acreditar que eles o amavam pelo que ele era. Ele precisava se permitir sentir a felicidade de estar com eles. Naquele momento, os três estavam juntos, unidos por um laço invisível de amor e amizade. Eles eram diferentes, mas também eram iguais. Todos eles estavam em busca de amor e aceitação, todos eles queriam encontrar um lugar onde pudessem pertencer. E nessa noite, eles haviam encontrado esse lugar um no outro.