Os raios de sol atravessavam as janelas da cabana rústica, lançando um brilho quente sobre o cômodo onde Taishou e Kenji estavam hospedados há duas semanas após a batalha e a destruição de Demétrio. Taishou, sem camisa, estava sentado em frente à lareira crepitante enquanto Kenji terminava de cuidar do ferimento em sua costela e costa. Ele limpava o curativo e passava bandagem nos cortes profundos. "Caspian te pegou bem, hein?" comentou Kenji, sua voz carregada de preocupação. "Isso vai levar meses para cicatrizar." Taishou riu, um toque de malícia em seus olhos. "Filho da mãe luta muito bem, para um lobo branco," respondeu ele, seu tom carregado de admiração. Kenji encontrou o olhar de Taishou, uma camaradagem silenciosa passando entre eles. Ele suspirou, terminando o curativo e olhando para o amigo. "Quando será minha primeira transformação?" perguntou Kenji, sua voz repleta de expectativa. "Na próxima lua cheia," respondeu Taishou com confiança. "Não se preocupe, passei para você a essência mais pura da linhagem da licantropia. Se você não sucumbir à maldição e se mantiver em equilíbrio com a natureza, permanecerá um lobo branco, assim como eu, Caspian e todos os outros da alcateia." O rosto de Kenji se contorceu em confusão, e ele brincou cutucando Taishou. "Traduz, idiota," exigiu.
Taishou caiu na gargalhada. "Só não beba sangue humano, idiota!" exclamou ele, a voz cheia de diversão. Os dois amigos compartilharam uma risada calorosa, seu vínculo fortalecido pela experiência compartilhada da transformação e pela antecipação da primeira metamorfose de Kenji sob o luar. A cabana aconchegante se tornou um santuário de calor e camaradagem, um lugar onde duas almas, ligadas pelo sangue e pelo destino compartilhado, encontravam consolo e apoio na companhia uma da outra. Simultaneamente, em Hinode, Japão. A escuridão envolve o espaço, apenas a luz fraca da lua se infiltrando pelas frestas da cortina. O ar está impregnado com o aroma de livros, roupas suadas e uma pitada de desespero adolescente. A cama de solteiro, outrora arrumada, agora é um amontoado de lençóis amarrotados. O travesseiro, com a fronha meio rasgada, afunda no centro, como se guardasse os segredos noturnos de Caleb. O chão é um mosaico de cores e texturas. Camisetas desbotadas, jeans surrados e meias desemparelhadas competem por espaço. Uma bota preta repousa ao lado da porta, como se tivesse sido chutada com raiva. Já eram dez horas da noite quando Caleb decidiu que encontraria Yuki em segredo. Nada os impediria. “Nem mesmo a imbecil da Sakura.” pensava Caleb enquanto agarrava seu celular com força: "Te espero na Floresta de Hinode," digitou ele, guardando o celular no bolso com convicção. Ele abriu a janela do quarto e, com agilidade sinistra, pulou para fora. Caminhou em silêncio pela escuridão e pegou sua bicicleta vermelha na garagem. Desde que seu pai, Taishou, partiu em busca de um membro da alcateia, Caleb se tornará responsável pela casa, sendo o "homem" do lar. Mas, Caleb certamente não estava fazendo um bom papel. Suas decisões nos últimos meses vinham se tornando bem mais rebeldes. Ele havia parado de ir à escola e constantemente discutia com sua mãe. Desde que entrou na adolescência, seu único desejo e vontade de viver, era apenas estar sempre perto de Yuki. O casal passava por um momento turbulento no relacionamento. A irmã mais velha de Yuki Fujioka, Sakura Fujioka, havia proibido os dois de se encontrarem e continuarem juntos. Alegando que Caleb era uma má influência e um ser perigoso. Sakura, por sua vez, não estava completamente errada. Caleb, era sim uma ameaça a vida de Yuki, mas, lotados pelos hormônios da adolescência e nutridos por uma paixão avassaladora, os dois se encontravam regularmente escondidos. Vivendo um amor perigoso e proibido nas profundezas da Floresta de Hinode. Caleb suspirava enquanto pedalava na escuridão noturna da pequena cidade, As ruas estavam vazias e ele se dirigiu rumo à Floresta, palco de seus encontros secretos com Yuki e de seu descontrole e transformação nas noites de lua cheia. Ao chegar na entrada da floresta, encostou a bicicleta em uma árvore e se sentou ao pé do tronco. A noite estava calma. E ele ansiava por encontrar sua amada Yuki.
Não demorou muito para que Yuki surgisse, com seus patins rosa, joelheira, cotoveleira e capacete. Caleb sorriu ao ver sua linda namorada se aproximando. Ambos sorriram um para o outro. "Foi bem difícil sair dessa vez, eu tive que fazer uma coisa ruim para despistar Sakura." Yuki disse, sua voz com um toque de travessura. Caleb riu, olhando fixamente para Yuki. "O que você fez?" Yuki, um pouco sem jeito, respondeu que colocou um benzodiazepínico no café da irmã para fazê-la dormir. Os olhos de Caleb se arregalaram com a astúcia e o lado perigoso de Yuki. "Quem diria que por trás desse rostinho fofo você é assim, Yuki?" ele comentou, a voz repleta de uma mistura de surpresa e admiração. Yuki riu sem graça. "Não posso deixar Sakura controlar nosso relacionamento," ela insistiu, sua determinação clara. Os dois se sentaram juntos ao pé da árvore e olharam para o céu. Era uma noite limpa de lua decrescente. "Já faz quase um ano" comentou Yuki, a voz carregada de preocupação, "você acha que seu pai vai voltar para casa, ainda?" Caleb suspirou e respondeu: "A última notícia que tive dele foi que encontrou um antigo membro da guilda da qual fazia parte há muito tempo atrás, eu ainda era uma criança de sete anos na época, mas agora, nem sei mais se meu pai vai voltar. Minha mãe chora por ele todos os dias. Nem sei se o casamento deles vai sobreviver a mais dias desse sofrimento. Tem sido um saco. E não aguento mais ser o pilar da casa." Caleb desviou o olhar irritado, seus dedos acariciando o fino colar de prata em seu pescoço. O pingente, uma chave antiga, era a única relíquia que lhe restava de sua mãe biológica, Catarine.
“Prata,” murmurou Yuki, olhando para o colar. “Dizem que ela é a única coisa que pode ferir um lobisomem.” Caleb assentiu. “Sim, mas talvez eu precise mais dela agora. Meu controle está diminuindo, e o desejo de me transformar está ficando mais forte a cada lua cheia.” Yuki o encarou, preocupada. “Você perdeu o controle na última noite de lua cheia?” Caleb assentiu novamente, os olhos cheios de tristeza. “Meu pai estava certo. Não existe cura para isso. Ser um lobo está cravado em meu ser.” Um calafrio percorreu a espinha de Yuki. A licantropia de Caleb era uma maldição que ele carregava desde o nascimento, uma fera adormecida dentro de sua alma. As transformações mensais eram dolorosas e brutais, e o medo de perder o controle assombrava cada dia de sua vida. Caleb respirou fundo, seus olhos se fechando por um instante. "A poção está perdendo o efeito" ele confessou, a voz carregada de angústia. "Eu me transformei na última lua cheia. …e…quase matei uma pessoa." Yuki se aproximou, colocando uma mão gentil em seu ombro. "Mas você não está sozinho," ela disse com convicção. "Vamos encontrar uma maneira de lidar com isso, juntos." Yuki o abraçou com força.
Mas Caleb sabia que o tempo estava se esgotando. Ele sentia a escuridão se aproximando, consumindo-o aos poucos. “Preciso encontrar meu pai, Yuki.” Os olhos de Yuki brilharam com determinação e tristeza .”Você pretende ir embora para a Inglaterra?” Ele hesitou, e disse: “Eu não sei. Eu só consigo pensar agora na gente..eu não quero tomar essa decisão ainda.” Caleb fixa seus olhos em Yuki. A lua derramava seu brilho prateado sobre a floresta tranquila de Hinode, e Caleb e Yuki se sentiram cada vez mais próximos, seus corações batendo em sincronia com o ritmo da noite. O ar fresco do outono os envolvia, carregando o doce aroma de pinho e terra úmida. O olhar de Caleb pousou no rosto de Yuki, seus traços delicados iluminados pelo luar suave. Seus patins rosa, joelheiras, cotoveleiras e capacete, antes símbolos da inocência juvenil, agora pareciam acentuar sua maturidade crescente e as profundezas ocultas dentro dela. Yuki retribuiu o olhar, seus olhos brilhando com uma mistura de carinho e preocupação. Ela estendeu a mão, traçando suavemente o contorno do maxilar dele, seu toque enviando arrepios pela espinha de Caleb. A respiração dele falhou quando se inclinou para a carícia, o coração batendo forte no peito.
O mundo ao redor deles desapareceu, seu foco era apenas um no outro. A mão de Caleb deslizou pela cintura de Yuki, puxando-a para mais perto, seus corpos se encaixando como duas peças de um quebra-cabeça. A respiração de Yuki ficou presa na garganta quando sentiu o calor do abraço dele, seu coração derretendo sob seu toque. “Yuki…você é minha pequena presa.” Disse Caleb, com um sorriso maligno no rosto. Seus lábios se encontraram em um beijo terno, uma gentil exploração dos mundos um do outro. O beijo estava repleto de emoções não ditas, uma promessa de um amor que transcendia as fronteiras da diferença entre espécies. Ele, um lobisomem, e ela, uma humana. À medida que o beijo aprofundava, suas mãos vagavam livremente, explorando os corpos um do outro com uma mistura de paixão e ternura. Os dedos de Caleb traçaram as curvas do corpo de Yuki, seu toque acendendo um fogo dentro dela. As mãos de Yuki encontraram caminho até o peito dele, sentindo o ritmo constante de seus batimentos cardíacos sob a camisa. “Caleb…” murmurou ela “vamos…fazer mais?”. A floresta ao redor deles parecia ganhar vida, as folhas farfalhantes e os grilos cantando fornecendo uma trilha sonora para seu momento de intimidade. A lua, uma testemunha silenciosa do amor deles, os banhava com sua luz etérea. “Yuki..” Caleb respondeu com entusiasmo. “Eu vou te tocar…por favor…me fale se doer ou se você não gostar..” Caleb começa a passar a mão no corpo da Yuki, retirando gentilmente seus acessórios de patins, e colocando ao lado dela, logo, ele continua, e começa a mover suas mãos por debaixo da blusa de Yuki, alcançando seus seios.
Yuki começa a sentir sua respiração se aprofundar, os toques gentis de Caleb estavam indo cada vez mais fundo, a cada encontro às escondidas que eles tinham naquela floresta, seus toques físicos aumentavam mais. A respiração de Yuki se tornou ofegante, quando Caleb beijou lentamente seus lábios, a sensação de seu toque era quente e reconfortante. E Yuki podia sentir a intensidade e desejo crescer. Perdidos no momento, esqueceram-se do mundo exterior, suas preocupações e problemas derretendo como flocos de neve no sol. Eles eram apenas Caleb e Yuki, duas jovens almas entrelaçadas, seu amor um farol de esperança na escuridão. Quando o beijo terminou, eles encostaram as testas, a respiração se misturando no ar frio da noite. Uma sensação de contentamento inundou-os, um sentimento de estar completo, de ter encontrado a peça que faltava. “Tá gostoso, Yuki?” Perguntou Caleb, enquanto suas mãos navegavam pelo corpo da jovem adolescente. Seus toques tão certeiros, causando cada vez mais arrepios no corpo da garota. “Sim..me..sinto…bem agora…” Ela disse com a voz rouca e cortante. Enquanto puxava Caleb para mais perto de si, fazendo ele subir mais em cima dela, e o beijando na boca novamente.
A respiração de Caleb acelera quando Yuki a puxa para um beijo mais provocante e intenso. Ele respira, tentando controlar sua besta interior que gritava para morder Yuki. Seus batimentos cardíacos aceleraram até o pico. Seu corpo ficou quente e ele começou a suar frio. Sua respiração foi se tornando cada vez mais curta, e tudo isso piorou quando ele sentiu as mãos de Yuki tocarem por cima de sua bermuda, aprofundando suas mãos até seu pênis, massageando ele para cima e para baixo. Yuki consegue sentir o corpo de Caleb tremer, e pergunta baixinho “Você quer que eu pare?” E ele responde quase que imediatamente “Não..por…favor…continua!” Yuki sorri, e continua a beijar seu namorado enquanto estimula ele. As mãos de Caleb deixam os seios de Yuki, e descem mais rapidamente em seu corpo, passando pela sua cintura, e depois, descendo em direção à sua fenda, faminto para tocar suas partes íntimas sensíveis. Yuki abre as pernas lentamente para Caleb, permitindo a passagem de sua mão para dentro de sua saia, e consequentemente, tocando por cima da sua calcinha, massageando e pressionando seu clítoris. Os movimentos fazem a garota gemer. Yuki consegue sentir sua genitália ficar mais úmida enquanto Caleb a toca e a estimula. Ambos se masturbam enquanto seus beijos se aprofundam mais. As mãos de Caleb seguravam Yuki apertado, seus corações batendo em uníssono, eles sabiam que este não era um momento normal. Era o início de algo especial, um amor que desafiaria todas as probabilidades e mudaria suas vidas para sempre.
Ela viu como seus olhos às vezes piscavam com um brilho vermelho antinatural, como seus movimentos se tornavam mais fluidos, mais predatórios. Ele rosnava baixinho enquanto suas pupilas dilatavam em um vermelho carmim intenso. Enquanto compartilhavam um momento apaixonado, o coração de Yuki batia forte com uma mistura de paixão e medo. Ela havia testemunhado o poder da besta, a energia bruta e indomável que percorria as veias de Caleb. E embora fosse atraída por seu amor, ela não conseguia se livrar do medo que a atormentava. "Caleb," ela sussurrou, sua voz quase um som falho, "você vai... vai perder o controle?" Mas tudo que Yuki teve de resposta foi um rosnado mais profundo. "Caleb," Yuki sussurrou, seu medo se tornando palpável. "Controle-se." De repente, um rosnado baixo ecoou pela floresta. Caleb se afastou de Yuki, seus olhos se estreitando em alerta. A besta dentro dele estava despertando. Mas Caleb estava lutando contra a fera dentro de si. Caleb olhou nos olhos de Yuki, a dor refletida em seu olhar. “É difícil, Yuki,” murmurou ele, a voz trêmula. “Todas as vezes que minhas emoções transbordam, essa maldita besta aparece.” Ele apertou o colar de prata em seu pescoço, como se buscasse força. “Eu não sei quanto tempo mais consigo lutar contra ela.”
Yuki segurou suas mãos com firmeza, encostou a testa na dele, compartilhando sua determinação. “Você não está sozinho nessa batalha.” Caleb assentiu, os olhos marejados. “Eu te amo, Yuki. Mais do que qualquer coisa. E não vou deixar que essa maldição nos separe.” Eles se abraçaram, unidos pela coragem e pelo amor que transcendia as adversidades. Apaixonados, eles decidem tentar novamente. Caleb a deitou no chão úmido, seus corpos se moldando um ao outro. Ele acariciou seu rosto, seus cabelos, seus seios, traçando um mapa de desejo em sua pele macia. Yuki sussurrou palavras de encorajamento, sua voz rouca e ofegante. Ele, com o corpo tomado pela paixão, lutava para manter o controle. Seus toques se intensificaram a cada respiração ofegante de Yuki, mas ele sabia que precisaria conter seu ardor para prolongar aquele momento mágico. Yuki, por sua vez, era paciente e compreensiva. Ela sussurrava palavras doces em seu ouvido, acalmando-o e intensificando ainda mais a sua paixão. Yuki fechou os olhos, tentando se concentrar nas sensações que o corpo de Caleb despertou nela. Seu toque era um tanto ríspido, mas havia uma intensidade que parecia acionar todos os seus sentidos. A respiração de Caleb era pesada, quase selvagem, mas ele tentava se controlar, tomando cuidado para não machucá-la de forma alguma. Yuki aconchegou-se contra ele, seus corpos se moldando perfeitamente. Ela podia sentir o batimento fraco e constante de Caleb, assim como os espasmos imperceptíveis de ansiedade em suas mãos. Ele a encarou profundamente, procurando por qualquer sinal de desconforto ou receio.
A voz de Caleb rompeu o silêncio entre eles, sua respiração pesada entrecortada em palavras. "Yuki," falou ele, "você quer continuar?" Ele a encarou profundamente, sua mão descansando delicadamente contra seu rosto. Os olhos vermelhos de Caleb faiscavam em expectativa, mas havia um toque de ternura em suas palavras. Yuki olhou para ele, notando a forma como sua expressão mudava de selvagem para vulnerável. Com uma certeza tranquila, ela respondeu, "Sim, eu quero." Os olhos de Caleb faiscaram brevemente com um brilho malicioso enquanto ele buscava por um objeto em seu bolso. Ao encontrá-lo, ele segurou diante deles. Yuki corou, suas bochechas adquirindo um tom rosado. A vista do preservativo despertou um misto de alívio e gratidão na jovem. Era um sinal de cuidado e respeito de Caleb por ela. "Eu deveria perguntar, por que você trouxe isso hoje? Isso foi planejado?" Ela sorriu para ele, seus olhos refletindo uma alegria sincera. "Eu sempre trago uma comigo quando vou visitar você... por...precaução" sussurrou ele, tocando gentilmente seus rosto. "Meu pai sempre me ensinou que a segurança é fundamental," sussurrava ele, "especialmente quando se trata de momentos íntimos como este.” Yuki concordou com um gesto, acariciando as costas de Caleb com ternura. "Muito obrigada, Caleb" ela murmurou, "Isso me deixa feliz e tranquila."
Caleb esticou a mão, segurando a camisinha delicadamente enquanto observava Yuki. Seu rosto mostrou uma expressão de foco. Ele abaixou sua bermuda e abriu o preservativo, porém, havia uma leve vacilação em seus movimentos. Era óbvio que ele estava tendo dificuldades, talvez por falta de experiência. Ele tentou colocar sem sucesso algumas vezes, com uma expressão tímida e tensa em seu rosto. Yuki notou isso e sorriu timidamente, percebendo a confusão de Caleb. Com uma delicadeza tranquilizadora, ela estendeu a mão e pegou a camisinha delicadamente, colocando-a com destreza. Enquanto o fazia, olhou diretamente nos olhos de Caleb, oferecendo um sorriso tranquilizador. "Não se preocupe, tudo bem", sussurrou ela, enquanto ajustava a proteção. É nossa primeira vez. Eu também estou nervosa” Yuki e Caleb eram ambos virgens, então a experiência era nova e emocionante para os dois. Yuki sentia suas mãos tremerem um pouco, enquanto Caleb tentava controlar a timidez. A pele de Caleb era quente e suave contra a de Yuki, e enquanto suas bocas se encontravam em um beijo apaixonado, ela podia sentir uma espécie de energia pulsando entre eles. Os dedos de Caleb desenharam linhas quentes ao longo da coluna de Yuki, enquanto ela agarrou a nuca dele, puxando-o para mais perto. Ele foi tomado por uma necessidade desesperada de tê-la ainda mais perto, como se quisesse fundir-se completamente com ela. Caleb segurou a saia de Yuki com cuidado, lentamente levantando-a enquanto admirava a beleza feminina de sua companheira ele tirou sua calcinha. Suas mãos eram delicadas e suaves ao passar pelos quadris e pernas de Yuki, enquanto ele a encarava com admiração.
No momento, Yuki se sentia um tanto tímida com a abordagem direta de Caleb, enquanto que Caleb, por sua vez, tentava conter ao máximo suas emoções. Os olhares que trocavam eram carregados de desejo, porém, eles ainda estavam descobrindo os limites um do outro. Yuki se remexeu embaixo dele, um tanto tímida, enquanto Caleb mantinha o olhar fixo em seus olhos, observando-a com atenção, quase como se tentasse decifrá-la. Caleb manteve-se em alerta, sempre verificando a expressão de Yuki para se certificar de que ela estivesse confortável. "Yuki," murmurou ele, seus olhos cintilando com ternura e preocupação, "se alguma coisa estiver desconfortável ou fizer você sentir dor, não se importe em me dizer. Eu nunca faria algo que você não estivesse pronta." Com um gesto suave, Yuki apoiou as mãos nos ombros de Caleb. Aproximou seu rosto do dele e sussurrava baixinho, "Eu quero isso, Caleb. Quero você." As palavras eram carregadas de desejo e vulnerabilidade, revelando a profundidade de seus sentimentos. Então, ela o abraçou firmemente, sentindo a calor de seu corpo contra o seu. Seu coração palpitava descompassadamente a cada batida, como se estivesse acordando de um longo sono. Mas, agora, não havia como negar o que sentiam. Ele se movimentou com cuidado, tentando ser o mais delicado possível, mas Yuki ainda sentia uma ligeira dor enquanto ele se encaixava. "Caleb, espere," Yuki murmurou, sua expressão contraída pela dor. "Isso está doendo um pouco" Caleb imobilizou-se imediatamente, seu rosto assumindo uma aura de preocupação e arrependimento. "Desculpe, Yuki," ele sussurrou, seu tom repleto de remorso. "Eu não queria te machucar. Vou tentar ir mais devagar, tudo bem?"
"Sim, obrigada." Disse Yuki, um pouco mais calma. "Vá devagar, por favor. Quero sentir você, mas também quero que seja agradável para nós dois." Caleb assentiu, seu olhar fixado em Yuki com cuidado e desejo. Ele a segurou com mais delicadeza, movendo-se em um ritmo mais suave e lento. A expressão de dor de Yuki lentamente foi substituída por uma de prazer levemente contido, enquanto ela se adaptava aos movimentos de Caleb. "Acho que agora está bem", sussurrou Yuki, com um pequeno sorriso. "A dor passou. Só vou precisar me acostumar um pouco mais." Caleb assentiu lentamente, seu corpo ainda tremendo com a vontade contida. Ele desceu a boca para o pescoço dela, depositando pequenos beijos lentamente, tentando acalmar suas próprias necessidades enquanto aguardava Yuki se acostumar. Caleb lutava internamente contra seu lobo interior que queria tomar conta. Sua respiração estava pesada enquanto ele se esforçava para manter o controle. Seus braços apertavam Yuki, quase como se tivessem vontade própria. Ele tentava se acalmar, respirando profundamente e tentando se concentrar em algo além da bestialidade que havia dentro de si.
"Está tudo bem." sussurrava ele, tentando convencer tanto a ela quanto a si mesmo. "Eu estou aqui com você." Enquanto o desejo animal se agitava dentro de Caleb, ele fechou os olhos, buscando manter sua sanidade. Suas mãos agarraram com força as costas de Yuki, como se estivessem tentando encontrar segurança nela. Sua respiração foi ficando mais pesada, quase ríspida, enquanto ele lutava contra a bestialidade. "Preciso... me acalmar," murmurou ele, seu rosto contorcido com esforço. "Eu... não quero te machucar." Ele continuava a abraçando, como quem desesperadamente buscasse forças, como se isso fosse o que o mantivesse no controle. Seus músculos estavam tensos, quase pronto para serem livres. A batida do coração era frenética, revelando a intensidade da luta dentro dele. Yuki podia sentir a tensão no ar, assim como também podia ver a batalha desesperada dentro dele. Ela permaneceu firme, suas mãos acariciando suas costas, tentando acalmá-lo. Caleb se movia lentamente nela, tentando controlar a respiração profunda que reverberava em seu peito. Seus olhos estavam fechados com força, tentando manter o controle máximo sobre si mesmo. Era difícil, sua bestialidade clamando liberdade. Porém Yuki, com toda delicadeza e empatia, o segurava em seus braços, tentando trazer algum conforto em meio à batalha interior dele.
Cada movimento, contido e controlado, revelava a batalha de Caleb para manter sua bestialidade sob controle. Suas mãos estavam trêmulas, apertando levemente a pele sensível de Yuki enquanto ele se movia lentamente dentro dela. Ele tentava desesperadamente manter seu autocontrole, mas a intensidade crescia gradualmente. Yuki sentia uma mistura de dores e prazeres enquanto Caleb se movia. Os gemidos de dor se misturavam a sons de prazer enquanto ela tentava se adaptar. A sensação era intensa e desconhecida, porém, a presença de Caleb ao seu lado a fazia se sentir segura e protegida. Ela segurava em suas costas com força, tentando acompanhar o movimento delicadamente e profundamente. A cada novo movimento, os gemidos de Yuki se intensificavam, acompanhando a velocidade aumentando dos movimentos de Caleb. Ela podia sentir a energia aumentando gradualmente dentro de seu corpo, como uma chama se acendendo lentamente. Ela se agarrou firme nele, suas unhas quase cravando em suas costas, enquanto sua respiração se tornava irregular e pesada. Conforme o movimento aumentava, Caleb também sentia um acúmulo de prazer dentro de si, enquanto tentava manter o controle da situação. Seus gemidos se tornavam baixinhos e contidos, como se tentassem escapar de seus lábios a cada movimento que fazia. Ele parecia perdido na sensação de estar próximo dela, sentindo cada batida do coração de Yuki aumentando junto com a intensidade de seus movimentos.
A intensidade dos movimentos crescia, assim como os gemidos dos dois se misturavam, cada vez mais altos e desesperados. Caleb podia sentir o corpo de Yuki tremendo contra o seu, enquanto ela se agarrava fortemente a ele, tentando acompanhar o ritmo tão prazeroso. A respiração de ambos estava descompassada, e a floresta se preenchia com sons de prazer e tensão. Havia uma atmosfera de entrega completa entre os dois, deixando toda hesitação e incerteza de lado. À medida que os momentos se tornavam mais intensos, Caleb percebia que ele não era capaz de controlar totalmente a situação e sua inexperiência estava se mostrando evidente. O prazer se apossava dele com mais força do que ele podia lidar, e a velocidade dos movimentos aumentava descontroladamente. E, em um instante, suas costas arquearam, e um gemido contido escapava de seus lábios, seguida por um suspiro de alívio. Ele quase não conseguia se manter de pé, com o corpo arqueado contra o de Yuki. Caleb se apoiou segurando nas pernas de Yuki, tentando recuperar a respiração. Suas bochechas estavam vermelhas, seus olhos semicerrados pelo prazer que havia sentindo, porém sua expressão mostrava uma mistura de satisfação e vergonha. Yuki, por sua vez, estava ofegante, seu rosto corado com o orgasmo inesperado. Ela estendeu a mão e acariciou o rosto dele, tentando trazer algum conforto e segurança após a experiência tão intensa. Depois que recuperou a respiração, Caleb encarou sem jeito para Yuki. "Eu s-sinto muito," sussurrou ele com um tom de arrependimento. "Isso não devia ter acontecido tão rápido. Eu não consigo controlar meu corpo direito... mas vou tentar, por você." Caleb parecia genuinamente decepcionado, seu rosto mostrando uma mistura de frustração e vontade de compensar por não ter durado tanto quanto planejara.
"É normal, Caleb," acalmou Yuki, com um sorriso suave. "Foi a nossa primeira vez, e não importa quanto tempo ele tenha durado, o importante é que estamos aprendendo juntos." Ela o encarou profundamente, tocando seu rosto com carinho. "Não precisa se desculpar, tudo bem?" Ela o abraçou, tentando transmitir segurança e compreensão por sua inexperiência.
Com um gesto um tanto desajeitado, Caleb retirou a camisinha e percebeu um pouco de sangue dela. Essa era uma prova da perda de inocência de Yuki, mostrando que o ato havia sido consumado. Caleb encarou a camisinha com um olhar surpreso, mas no fundo, estava ainda mais comovido e envolvido pelo momento compartilhado com ela. Caleb encarou Yuki com preocupação na expressão, seu rosto enrugando-se devido à preocupação. "Você está bem?" perguntou ele, suas palavras carregadas de cuidado genuíno. "Não tem nenhuma dor forte? Eu não queria te machucar." A delicadeza em sua voz era clara enquanto ele tentava avaliar se ela estava bem. Yuki sorriu ao ver Caleb e seu jeito tímido, sentia-se acolhida e amada por ele. "É normal sangrar na primeira vez, eu estou bem". Então, sem hesitação, ela se inclinou e o beijou levemente. "Eu amo este seu jeito", sussurrou ela, enquanto se afastava lentamente do beijo. "É doce e vulnerável, tão real." Ela acariciou o rosto dele, tentando transmitir o quanto ela gostava daquele lado especial dele. Caleb corou intensamente, desejando ter trazido mais preservativos para aquela noite especial. "Oh, droga," murmurou ele, desolado. "Eu não trouxe mais camisinhas. Sinto muito." Ele se sentiu frustrado consigo mesmo por não ter planejado direito, porém um pequeno sorriso apareceu em seu rosto quando ouviu Yuki rindo. "Tudo bem, não tem problema". Caleb riu. "Tem razão," concordou ele, "haverá mais oportunidades."
Depois da pequena frustração, ele se acalmou e aproveitou o momento com ela. Eles continuaram a se abraçar, trocando carícias delicadas, sentindo a presença um do outro em cada respiração. As palavras ficaram em segundo plano, dando lugar aos sussurros e gestos apaixonados entre eles. Caleb e Yuki se conheceram de uma forma muito mais profunda naquele momento, sem precisar de proteção adicional a sua conexão. O dia amanhecia lentamente, como uma doce brisa, banhando a floresta com sua luz suave. O silêncio era completo, apenas a respiração suave dos dois era audível. Caleb e Yuki ainda estavam abraçados, seus corpos enrolados como se quisessem permanecer sempre próximos um do outro. A luminosidade do dia novo começava a trazer uma paz reconfortante, lembrando que havia muito mais a ser vivido entre eles. A névoa da floresta de Hinode se adensava com a aproximação do amanhecer, envolvendo Caleb e Yuki em um abraço úmido e frio. As carícias ardentes que trocavam momentos antes agora se misturavam com a umidade do chão, criando uma atmosfera sensual e melancólica. Com o passar das horas, os primeiros raios de sol romperam a névoa, anunciando o fim da noite. Caleb e Yuki suspiraram desanimados, sabendo que era hora de voltar para casa. Eles se levantaram do chão úmido, seus corpos cansados mas satisfeitos.
Caleb olhou para Yuki, seus olhos brilhando com amor e desejo. Ele a puxou para um beijo profundo, saboreando cada segundo daquele último momento juntos. Quando se separaram, ele sussurrou em seu ouvido: "Te amo, Yuki. Mal posso esperar para te ver novamente." Yuki sorriu. "Eu também te amo, Caleb." Eles se abraçaram por um longo tempo, antes de finalmente se separarem e seguirem seus caminhos. Caleb pegou sua bicicleta e pedalou de volta para casa, seu coração transbordando de felicidade. Ele sabia que havia encontrado o amor verdadeiro em Yuki, e que nada no mundo poderia separá-los. A floresta de Hinode guardaria para sempre a lembrança daquela noite mágica, quando dois corações se uniram sob a luz das estrelas. E a cada amanhecer, Caleb e Yuki se lembrariam daquele momento especial, alimentando a chama do seu amor eterno.