A manhã se anunciava tímida no quarto de Akane e Taishou. Os primeiros raios de sol, ainda fracos e dourados, espreitavam pelas frestas das cortinas, como se estivessem com receio de perturbar o sono tranquilo do casal. No interior do quarto, reinava um silêncio aconchegante, quebrado apenas pelo leve respirar de Akane e pelo ritmo cardíaco calmo e constante de Taishou. Akane foi a primeira a despertar. Seus olhos se abriram lentamente, como se estivessem relutantes em deixar para trás o mundo dos sonhos. Ela se espreguiçou languidamente, sentindo o calor do corpo de Taishou em cima dela. Um sorriso suave se formou em seus lábios enquanto ela observava o rosto sereno do marido dormindo. Com um movimento delicado, Akane enfiou os dedos nos cabelos de Taishou, acariciando-os com carinho. Ele se mexeu um pouco, abrindo os olhos sonolentos e encarando-a com um sorriso preguiçoso. "Bom dia, meu amor", Akane murmurou, sua voz rouca pelo sono. "Bom dia, Akane", Taishou respondeu, puxando-a para mais perto e a envolvendo em seus braços. "Dormiu bem?" "Muito bem", Akane sussurrou, aconchegando-se em seu abraço. "E você?" "Também", Taishou respondeu, beijando sua testa. "Ter você ao meu lado me faz dormir como um anjo."
Os dois permaneceram abraçados por alguns minutos, apreciando a companhia um do outro e a quietude da manhã. A luz do sol se intensificava gradativamente, banhando o quarto com uma luminosidade dourada e acolhedora. Com um suspiro, Akane se separou de Taishou e se sentou na cama. Ela esticou os braços e as pernas, sentindo a energia do novo dia fluindo por seu corpo. "Estou com fome", ela disse, sorrindo para Taishou. "Que tal prepararmos um café da manhã juntos?" Taishou sorriu de volta. "Adoraria." Ele se levantou da cama e se vestiu e foi até a cozinha, enquanto Akane se arrumava para segui-lo. Logo, o aroma de café fresco e pão quente invadiu a cozinha. Akane e Taishou estavam sentados lado a lado, os dois conversam animadamente sobre seus planos para o dia. No entanto, um silêncio peculiar pairava sobre a mesa. Caleb, o filho adolescente do casal, ocupava a ponta da mesa, imerso em seu mundo virtual. Seus dedos dançavam sobre a tela do celular com uma destreza impressionante, enquanto seus olhos devoravam cada notificação, cada mensagem, cada atualização.
Palavras eram raras para Caleb. Ele respondia aos questionamentos dos pais com monossílabos e grunhidos, mais focado na tela do que em seus pais. O café era engolido rapidamente, como se cada gole atrasasse o encontro tão esperado com sua namorada, Yuki. Akane observava o filho com uma mistura de preocupação e ternura. Ela sabia que a adolescência era uma fase difícil, um período de transformações e descobertas. Mas o distanciamento de Caleb a entristecia. Ela ansiava poder conversar com ele, poder entender seus pensamentos e sentimentos, estreitar os laços que os uniam. Taishou, por outro lado, tentava manter um tom otimista. Ele acreditava que com o tempo, Caleb se abriria e se tornaria mais comunicativo. O importante era ter paciência e demonstrar amor e apoio incondicional.
Após terminar o café, Caleb se despediu apressadamente de seus pais, deixando para trás um rastro de silêncio e um vazio na mesa. Akane e Taishou trocaram olhares cúmplices, ambos cientes dos desafios que os aguardavam. Akane, com um leve sorriso no rosto, comentou com Taishou: "Sabe, Caleb está cada vez mais íntimo com a Yuki. Ontem, ele me disse que ela vai passar a noite aqui no próximo fim de semana." Taishou, com a sobrancelha franzida, não pareceu muito animado com a notícia. "Hmm, será que isso é uma boa ideia? Eles ainda são muito jovens." Akane franziu a testa, surpresa com a reação do marido. "Mas Taishou, eles já são adolescentes. É normal que queiram passar mais tempo juntos." Taishou suspirou. "Eu sei, mas... e a escola? E o futuro? Eles não deveriam estar se preocupando com outras coisas agora?" Akane riu baixinho. "Taishou, você está sendo muito pai coruja! É natural que eles queiram namorar e explorar sua sexualidade. Precisamos ter uma conversa séria com o Caleb sobre isso." Taishou concordou, com um tom de apreensão na voz. "Sim, eu concordo. Mas como vamos abordar esse assunto? É tão delicado..." Akane se aproximou de Taishou, colocando sua mão em seu ombro. "Eu sei que é difícil, mas precisamos ser francos e honestos com ele. Precisamos conversar sobre virgindade, prevenção de gravidez, doenças sexualmente transmissíveis, e acima de tudo, sobre respeito e amor pela namorada."
Taishou assentiu, ainda um pouco hesitante. "Mas e se ele não estiver pronto para essa conversa? E se ele achar que somos intrometidos?" Akane sorriu com convicção. "Nosso filho é um garoto amoroso e inteligente. Ele vai entender que estamos apenas preocupados com o bem-estar dele. E mesmo que ele não esteja pronto para falar sobre tudo agora, pelo menos ele saberá que pode contar conosco para qualquer coisa." Taishou olhou para Akane com admiração. "Você sempre sabe o que dizer, não é?" Akane riu. "Eu apenas confio no nosso filho. Ele é um bom menino, e eu sei que vai tomar as decisões certas." Akane se despedia de Taishou com um beijo carinhoso, desejando-lhe um bom dia de trabalho. Taishou, por sua vez, retribuía o gesto com um sorriso e um abraço apertado, prometendo que buscaria o filho no fim do dia para ter essa conversa com ele. Cada um seguiu para seus afazeres. Akane, rumo ao laboratório onde atuava como bióloga pesquisadora, e Taishou, em direção ao museu onde trabalhava como restaurador de arte. No museu, o dia se desenrolava com uma lentidão quase exasperante. Taishou, meticulosamente dedicado à restauração de uma pintura antiga, sentia-se inquieto. Seus pensamentos se voltavam para Caleb, o seu filho adolescente, e a crescente preocupação com o ritmo acelerado com que ele parecia se aproximar da sexualidade e da descoberta do prazer.
Em um impulso, Taishou pegou o celular e decidiu desabafar com Kenji, seu melhor amigo. As mensagens fluem rapidamente, revelando a angústia de Taishou em relação ao futuro do filho. “Hoje eu vou ter que colocar minha máscara de pai responsável e buscar meu filho na escola para ter uma conversa extremamente constrangedora.” Digitou Taishou para Kenji. “Caleb? o que ele fez?” Kenji perguntou curioso. “Ele não fez nada de errado, “ainda”, aspas no “ainda”, ele e a Yuki estão cada dia mais próximos, e eu estou com um puta medo de ter avô cedo.” Respondeu Taishou com um sorriso sem graça no rosto. “Espera, quê? Caleb e Yuki? Eles não eram, tipo, super amiguinhos de infância?” Kenji parecia surpreso com a informação. “Sim, eles eram, e agora são super amiguinhos propensos a irem para a cama”. Taishou brincou com o destino trágico. “Não tem graça, Taishou! Pode conversar com seu filho e mandar ele segurar o pinto dele e respeitar a Yuki! Você sabe que ela é a irmãzinha da Sakura, ela é minha cunhadinha querida! Ela é muito nova, é muito inocente ainda.” “Cunhada? é mesmo, verdade.” Taishou escreve de volta e Kenji completa a informação: “Sim, tecnicamente, nos tornamos parentes agora, não é bizarro?” Kenji parece se divertir com a situação. “Eu sei disso, por isso estou preocupado, na idade do Caleb eu já fazia muita merda. Então, eu tenho que conversar com ele seriamente sobre esse assunto.” “É sim, é engraçado como estamos todos conectados nesta cidade.” Taishou se torna pensativo. Mas logo, ele digita uma pergunta para o amigo. “Com que idade você perdeu a virgindade, Kenji?” “Eu perdi com dezenove, com a Sakura” Respondeu Kenji honestamente. Taishou se surpreendeu com o quão tardio foi, ou ele era precoce demais? Ele respondeu ao amigo de volta, dizendo que perdeu com quinze, confessando uma história constrangedora sobre como ele era inocente e ingênuo, basicamente, seu pai levou ele num prostíbulo e obrigou ele a dormir com uma mulher. Foi bem traumático. Kenji brincou com a informação, dizendo que gostaria de ter esse tipo de trauma. Os dois riram bastante.
Taishou e Kenji começaram a compartilhar histórias constrangedoras sobre a primeira vez deles, distraindo ambos do emprego chato. Logo, um assunto delicado pinta na tela do celular. ”Você conversou com a Akane?” Kenji insistia na necessidade de Akane saber sobre a transformação de Taishou. “Sim cara, a gente brigou feio ontem” Taishou admitiu. “Lamento por isso, mas se você não bateu na porta da minha casa, deu certo no final? Kenji perguntou curioso. “Mais ou menos, a gente discutiu, jogou umas ofensas pesadas na cara um do outro, mas no final, a gente fez um amor gostoso.” Taishou sorriu com a própria mensagem. “Kenji respondeu com um emoticon de diabinho, e logo embaixo escreveu, que inveja”. Taishou ficou curioso sobre a inveja de Kenji, então escreveu em resposta: “Inveja por que, cara? Está sem sexo? A Sakura não tem lhe dado assistência?” Kenji explicou que ele tem trabalhado muito, e Sakura não ficava atrás, ela é uma médica, ela faz muitos plantões de 48h as vezes até 72h, então ele passa dias sem ver ela. Mas a inveja dele vinha principalmente do fato do amigo poder fazer tantas besteiras, e ainda sim, Akane perdoá-lo. Taishou não deixou de concordar com Kenji, de fato, ele fazia muitas coisas erradas, e Akane sempre o perdoava. Ele não podia ter escolhido uma mulher melhor para sua vida.
O assunto pulou rapidamente sobre a continuação do “ritual” entre os dois na sexta-feira, e toda a bizarrice do sangue. Kenji reclamou abertamente para Taishou que o ombro dele ainda estava machucado. E eles começaram a discutir possíveis locais que não iriam doer tanto. Taishou sugeriu o pulso, mas Kenji não queria parecer um potencial suicida no batalhão, os braços estavam fora de cogitação, e as pernas ele precisava para treinar e correr. O pescoço? Nem pensar! Taishou então, sugeriu o peitoral de Kenji, era um local que seria discreto, e ele poderia manter a blusa para tapar qualquer eventual marca. Não demorou muito para as piadinhas de duplo sentido começarem entre os dois amigos. “Nem fodendo você vai chupar meu peito, Taishou, tá maluco? Além de doer para um caralho, como você acha que eu vou explicar para a Sakura uma puta mordida perto do meu mamilo? Ela vai achar que eu estava comendo todas as putas de Hinode!” Kenji expressou sua preocupação.
Taishou respondeu rindo sozinho, olhando para a tela do celular “ Você acha que realmente vai doer? Minhas presas estão mais aparentes agora. Vai ser só um furo e eu vou conseguir sugar seu sangue de forma suave e rápida. “E você ainda não quer que eu pense em algo sexual”. Respondeu Kenji. Taishou logo replicou: “Não tem nada de sexual, já disse isso para você milhares de vezes, vê se enfia isso na sua cabeça dura!”
“Você chegou a falar dos “detalhes” de como eu estou te ajudando com meu sangue para Akane? Kenji perguntou curioso. Taishou respondeu “Não, e nem vou, imagina que constrangedor eu falar para minha mulher que estou chupando você? Ai meu casamento vai pra casa do caralho de vez.” Kenji respondeu a mensagem de Taishou com vários “kkkk”. Taishou reforçou a ideia de Kenji não contar isso para sua namorada, Sakura, seria problemático igualmente. E Kenji aproveitou para reforçar para Taishou morder ele em lugares discretos, e não muito estranhos. Assim, não iria parecer que ele foi comer alguma puta em um cabaré. Os dois começam a rir até a barriga doer. Kenji diz que precisa ir, pois está desperdiçando um tempo que deveria estar trabalhando. “Tá bom cara, me deixa ir trabalhar, eu to rindo feito um idiota, e daqui a pouco, o coronel vem me dar esporro.” Kenji admitiu. “É só não usar o celular no trabalho, seu otário.” Taishou riu. “É só você não me mandar mensagem, seu arrombado” Kenji riu também. Finalmente, depois de uma troca clássica de acidez saudável de amizades, eles se despediram e a conversa se encerrou. Fazendo com que os dois voltassem para suas vidas adultos monótonas e chatas. A tarde se arrastava, mas a mente de Taishou já estava traçando planos para a conversa com Caleb. Ele sabia que seria um diálogo difícil, mas estava determinado a guiar o filho pelo caminho certo.
O sol se despedia do dia, banhando a cidade de Hinode em tons de laranja e dourado, quando Taishou finalmente saiu do museu. Seus passos eram leves, mas a mente pesada com a expectativa de encontrar Caleb na escola. O cansaço do dia se misturava à ansiedade, criando um nó em seu estômago. Chegando ao portão da escola, seus olhos imediatamente buscaram a figura familiar do filho. Mas o que encontrou o deixou atordoado. Caleb estava encostado no muro, com Yuki em seus braços. A cena era inconfundível: seus corpos se entrelaçavam em um abraço apaixonado, suas mãos se explorando com familiaridade. Um beijo roubado aqui, um sussurro ali, a intimidade entre os dois era palpável. Taishou sentiu uma onda de raiva subir pelo seu corpo. Como Caleb ousaria fazer isso? Em público? Sem se importar com as consequências? Ele se aproximou dos dois, sua respiração pesada e seus olhos cheios de fúria. "Caleb! Yuki!" Sua voz ecoou pelo pátio vazio, cortando o clima romântico como um punhal. Os dois se separaram instantaneamente, seus rostos se enchendo de surpresa e culpa. “Papai…o que o senhor está fazendo aqui?” Perguntou Caleb vermelho. “Eu vim buscar você, seu merdinha, e o que você está fazendo com a Yuki?” Taishou respondeu com outra pergunta, ele estava visivelmente irritado. Caleb se afastou de Yuki, os olhos baixos, enquanto Yuki se encolhia, suas mãos nervosamente mexendo em suas mechas de cabelo.
"O que você acha que está fazendo?" Taishou perguntou mais uma vez a Caleb, sua voz carregada de decepção. "Em público? Sem se importar com nada?" Caleb ficou em silêncio, sem saber o que responder. A bronca do pai o atingiu como um soco no estômago, fazendo-o se sentir pequeno e envergonhado. Ele sabia que tinha feito algo errado, mas não imaginava que seu pai ficaria tão furioso. Taishou respirou fundo, tentando controlar sua raiva. Ele sabia que não era o momento para uma discussão acalorada. "Entre no carro agora," ele ordenou a Caleb, apontando para o seu veículo estacionado na rua. "Yuki, você também vem comigo. Preciso conversar com vocês." Os dois obedeceram em silêncio, subindo no carro com o rabo entre as pernas. Taishou ligou o motor e dirigiu para longe da escola, deixando para trás o pátio deserto e a cena constrangedora. No caminho para casa, um silêncio pesado pairava no ar. Taishou dirigia com o cenho franzido, seus olhos fixos na estrada. Caleb e Yuki trocavam olhares furtivos, ambos sem saber o que esperar da conversa que estava por vir. Taishou sabia que precisaria ter uma conversa séria com Caleb sobre o que tinha acontecido. Mas, por enquanto, ele precisava se concentrar em levar Yuki para casa. Afinal, ela não tinha nada a ver com a situação e não merecia ser envolvida na briga familiar.
Enquanto dirigia, Taishou não conseguia evitar a sensação de decepção. Ele sempre imaginou que Caleb seria um filho responsável e respeitoso. Mas a cena que ele presenciou na escola o fez questionar tudo o que ele achava que sabia sobre seu filho. Depois de deixar Yuki em casa, um silêncio pesado se instalou no carro. Taishou lançou um olhar severo para Caleb, que imediatamente desviou o olhar, tamborilando os dedos nervosamente no banco. Era hora da conversa que ele tanto temia. "Caleb," Taishou começou, sua voz grave e firme, "o que eu presenciei hoje na escola foi inaceitável." Caleb engoliu em seco, seu rosto vermelho de vergonha. "Eu sei, papai," ele murmurou, sem fitar os olhos do pai. "Você não pode ficar se agarrando com a Yuki daquele jeito em público," Taishou prosseguiu, sua voz carregada de decepção. "Isso é falta de respeito com ela e com você mesmo." Caleb se encolheu no banco, se sentindo humilhado. Ele sabia que o pai estava certo, mas não conseguia evitar se sentir atraído por Yuki. "E você precisa respeitá-la mais do que isso," Taishou continuou. "Ela é uma boa menina, e você não deve tratá-la como um objeto."
Caleb abaixou a cabeça, concordando em silêncio. Ele sabia que tinha agido mal e que precisaria pedir desculpas a Yuki. Uma nova preocupação surgiu na cabeça de Taishou, e ele decidiu perguntar para Caleb “Eu quero que você me conte a verdade, você está planejando morder a Yuki? E…você pode até mentir para mim, e dizer que não… Mas…eu conheço você Caleb, você herdou a mesma bestialidade de mim.” Caleb fica vermelho e está pensando como responder isso, ele então diz. “Você promete não ficar bravo?” Sua voz tímida e fraca. “Prometo. Agora fala.” Taishou respondeu ríspido. Caleb começou a falar, sua voz fraca e baixa. “Tudo bem papai, talvez eu tenha mesmo pensado em morder ela uma…ou duas vezes, o cheiro dela me atrai, e ela tem um jeito meigo e fofo, que parece um pequeno coelho, uma presa fácil. A besta dentro de mim as vezes me diz que eu deveria morder ela, e sugar seu sangue. Mas eu consigo segurar esses pensamentos. Eu amo a Yuki, eu não quero machucar ela, eu quero beijar ela, abraçar ela, e fazer várias outras coisas”.
Taishou suspira. ‘Eu quero que você me prometa que você não vai deixar sua bestialidade acordar por causa de impulsos adolescentes momentâneos” “Eu sei papai” Caleb concorda. “Você é um adolescente, está com os hormônios à flor da pele. Tudo é mais intenso para você, e eu espero que você não seja um garoto burro que faz as coisas por impulso sem pensar nas consequências” Isso vale tanto para sua forma bestial, quanto para sua forma humana” De repente, Taishou mudou de assunto. "Caleb," ele disse, sua voz séria, "você já pensou em transar com a Yuki? Caleb congelou. Ele sabia que essa conversa chegaria mais cedo ou mais tarde, mas não estava preparado para ela ainda.
"Eu e Yuki já conversamos sobre isso," ele confessou hesitantemente. "A gente quer fazer isso junto, mas não agora. Ainda somos novos." Taishou assentiu com a cabeça, mas sua expressão era tensa. "É importante que vocês se protejam," ele disse, encarando Caleb diretamente nos olhos. "Usem preservativo sempre, sem exceção."
Caleb corou ainda mais. "Eu sei, papai," ele murmurou. "Eu não sou criança, eu sei como os bebês funcionam! A gente já conversou sobre isso também." Taishou não se convenceu. "Você precisa ter certeza," ele insistiu. "Uma gravidez precoce pode ter consequências sérias para vocês dois. Vocês ainda são muito jovens para assumir essa responsabilidade." Ele continuou a colocar um terror psicológico no filho. “Você já pensou sobre o que você faria se Yuki engravidasse? Como você iria sustentar você, ela, e a criança? Caleb ficou em silêncio, ponderando as palavras do pai. Ele sabia que Taishou tinha razão, mas a ideia de estar com Yuki de forma tão íntima o deixava ansioso e excitado ao mesmo tempo. "Eu não vou fazer nada que coloque a Yuki em risco," ele finalmente disse, olhando para o pai com determinação. "Eu prometo." Taishou soltou um suspiro de alívio. "É bom ouvir isso, filho," ele disse, colocando a mão no ombro de Caleb. "Mas lembre-se, a responsabilidade é sua. Pense com cuidado antes de fazer qualquer coisa." Caleb assentiu com a cabeça, sentindo um peso se levantar em seu peito. Ele sabia que precisaria ser maduro e responsável, não apenas por ele mesmo, mas também por Yuki. "Pai, preciso te pedir um favor." Taishou ergueu as sobrancelhas, intrigado com a súbita interrupção e pergunta de Caleb. "Claro, filho," respondeu com voz calma e acolhedora. "Diga-me o que você precisa." Caleb, tomado por um rubor que invadiu suas bochechas, tomou uma respiração profunda e, com a voz entrecortada pela timidez, revelou seu pedido: "Eu... preciso que você compre preservativos para mim." O ar no carro se carregou com um peso inesperado. Taishou parou o carro abruptamente e fixou o olhar no filho, seus olhos carregados de uma mistura de preocupação e terror. Ele sabia que este dia chegaria, mas não imaginava que seria tão cedo. “Caleb pelo amor de Deus” Você é muito novo!” Taishou sentiu sua pressão cair.
“Eu estou seguindo seu conselho!” Eu não planejo fazer nada agora, mas se acontecer, eu quero estar preparado.” Caleb respondeu com confiança. Taishou suspirou. “Tá bem, eu compro, mas você tem que me prometer que vai se controlar, que vai tentar segurar essa sua vontade o máximo possível. Não seja idiota, não faça eu perder a fé em você” “Eu sei papai, eu sei.” Você vai comprar para mim os preservativos, ou não? "Caleb," ele começou, sua voz suave cortando o silêncio, "você tem certeza de que é isso que você quer?" Caleb assentiu com a cabeça, sem desviar o olhar do chão, seus olhos fixos em um ponto imaginário. "Sim, pai. Eu sei o que estou fazendo." Taishou suspirou, resignado com a decisão do filho. Ele entendia que não poderia impedi-lo de seguir seu caminho, mas ainda assim, a preocupação com o futuro de Caleb o inquietava. "Tudo bem," ele disse, sua voz firme transmitindo apoio e compreensão. “Vamos conversar mais sobre isso então." E assim, pai e filho se sentaram, lado a lado, iniciando uma conversa franca e aberta sobre sexo, responsabilidade e segurança. Taishou, com a sabedoria acumulada ao longo dos anos, explicou a importância do uso de preservativos para prevenir gravidez e doenças sexualmente transmissíveis. Caleb, atento e receptivo, escutava cada palavra do pai, absorvendo seus ensinamentos como uma esponja.
Após a conversa esclarecedora, Taishou e Caleb partiram em direção à farmácia mais próxima. No caminho, um silêncio pairava no carro, mas ambos sabiam que a conversa anterior havia sido crucial para fortalecer seus laços. Ao chegarem na farmácia, Taishou entrou, com um certo constrangimento que não conseguiu disfarçar, e comprou os preservativos. Ao sair da loja, ele entregou a caixa para Caleb. “Toma, eu não posso ficar vigiando seu pau 24h por dia, Seja responsável”. Caleb agradeceu com um sorriso tímido. No caminho de volta para casa, a conversa fluiu mais facilmente, como se um peso tivesse sido retirado dos ombros de ambos. Taishou se sentia aliviado por ter podido conversar abertamente com o filho sobre um assunto tão delicado, enquanto Caleb se sentia mais seguro e responsável por suas ações. Caleb olha a caixa de preservativos e fica vermelho, ele olha para o pai e pergunta. “Como foi sua primeira vez, papai?” “Foi constrangedora, rápida e traumática. Eu não fazia a menor ideia do que eu estava fazendo.” Taishou admitiu para o filho. “Mas você tinha quantos anos?” Caleb insistiu em mais detalhes.
“Eu tinha quinze, Caleb, e a mulher com quem eu fiz era bem mais velha, ela devia ter uns vinte anos ou mais. Foi ela quem me ensinou. Eu era um pirralho que não fazia a menor ideia do que eu estava fazendo.” Taishou suspirou, lembrando do momento com constrangimento e um certo trauma. “Acredite, é bem melhor esperar e fazer isso com quem você ama.” Caleb ficou pensativo, e logo respondeu. “Eu amo a Yuki. Nós dois não temos experiência nenhuma, significa que vamos descobrir e aprender tudo juntos. E eu sempre ouvi falar que a primeira vez de uma mulher é muito importante para ela. E que pode ser doloroso. Taishou concordou com o filho:” É sim, é muito importante. Por isso, eu quero que você seja um cara maduro e responsável, você precisa amar e cuidar dela. Se você for se aventurar com ela, vai com carinho, vai na velocidade dela, com calma, e entenda os limites dela e os seus também. Sempre pergunte se ela está confortável, e ouça tudo que ela tem a dizer, a opinião dela é importante. Caleb se sente envergonhado e ao mesmo tempo feliz por ter essa conversa com o pai. Ele finalmente diz. “Obrigado, papai”. Ele se aproxima para dar um abraço em seu velho. “Você é o melhor pai do mundo” Caleb completa. Taishou não pode deixar de sorrir com o ato do filho. “Também te amo,filho.”
A porta se abre e Taishou entra em casa, o cansaço do dia estampado em seu rosto. Akane, sua esposa, logo o recebe com um sorriso acolhedor e um beijo suave na testa. Caleb vai correndo para seu quarto, guardando os preservativos em um lugar seguro. Akane vê a cena e sorri. "Como foi a conversa com o Caleb?", ela pergunta, sua voz carregada de expectativa. Taishou suspira, seus olhos encontrando os de Akane com um misto de preocupação e alívio. "Foi boa", ele responde, sentando-se à mesa. "Conversamos sobre a importância de se proteger, de usar preservativos, sobre a primeira vez e outros assuntos que fizeram minha cabeça doer um pouco. Ele pareceu entender." Akane se senta ao seu lado, seus dedos entrelaçados com os de Taishou. "É importante que ele tome as decisões certas", ela diz, sua voz suave. "Ele está crescendo, e precisamos estar aqui para guiá-lo." Taishou assente, concordando plenamente. "Sim, ele é um bom garoto. Ele vai tomar as decisões certas." Taishou e Akane caminham lado a lado pelo corredor silencioso da casa, seus passos ecoando à noite. A conversa que tiveram momentos antes ainda paira no ar, pesada e carregada de emoção. Mas agora,Taishou sabe que precisa ter mais uma conversa com Akane antes deles finalizarem o dia. Ele precisa ter certeza de que ela ainda o apoia em sua busca pela licantropia, mesmo que isso signifique enfrentar desafios e perigos que nem ele mesmo pode imaginar.
Ao chegarem ao quarto, Taishou fecha a porta e se vira para Akane, seus olhos buscando os dela com intensidade. "Akane", ele começa, sua voz baixa e hesitante, "eu sei que a minha decisão de me tornar um lobisomem novamente te assusta, te preocupa. Mas, eu preciso que saiba que não vou fazer nada que possa colocar você ou a nossa família em risco." Akane olha para ele, seus olhos marejados de lágrimas. "Taishou", ela responde, sua voz trêmula, "eu te amo. E eu quero que você seja feliz. Mas tenho medo. Tenho medo do que essa mudança pode fazer com você, com a gente." Taishou se aproxima dela, pegando suas mãos nas suas. "Eu sei que você tem medo", ele diz, "e eu entendo. Mas eu prometo que vou tentar ao máximo manter o controle sobre a minha bestialidade. Eu nunca machucaria você, nosso filho, nossos amigos, ou ninguém que eu amo." Akane olha para ele por um longo tempo, buscando a verdade em seus olhos. Finalmente, ela suspira e diz: "Eu confio em você, Taishou. Mas por favor, tenha cuidado. Seja prudente."
Taishou interrompe a conversa, seus olhos fixos em Akane com uma expressão séria no rosto. "Akane", ele começa, sua voz baixa e hesitante, "preciso te contar algo sobre o ritual com Kenji. Eu quero te revelar a verdade.” Akane levanta os olhos para ele, uma leve apreensão tomando conta de seu rosto. "O que você precisa me dizer?", ela pergunta, sua voz carregada de curiosidade e um toque de nervosismo. Taishou respira fundo, reunindo coragem para prosseguir. "O ritual... ele envolve sangue", “ele envolve eu literalmente morder a carne e chupar o sangue de Kenji.” Ele confessa, observando a reação de Akane com cautela. Uma leve grimace de nojo toma conta do rosto de Akane, seus olhos se arregalaram de surpresa. Ela tenta disfarçar a repulsa, mas é em vão. A ideia de imaginar seu marido chupando o sangue de seu melhor amigo a enoja profundamente. Taishou percebe sua reação e se apressa a tranquilizá-la. "Eu sei que é chocante", ele diz, sua voz gentil e compreensiva. "Mas acredite em mim, Akane, só vai durar pouco tempo. O ritual está quase completo." Akane balança a cabeça em divertimento. “Você e Kenji tem uma amizade mesmo muito estranha…” Ela ainda está processando a informação. Ela quer apoiar Taishou em sua busca pela licantropia, mas a ideia do sangue,mordidas e chupadas a deixa desconfortável. "Eu quero que você saiba de tudo", Taishou continua, seus olhos cheios de sinceridade. "Não quero esconder mais nada de você. Sexta-feira, vou concluir uma parte importante do ritual. E eu quero que você esteja ciente" "Tudo bem", ela diz, sua voz firme e determinada. "Taishou sorri, aliviado e agradecido por seu apoio. Ele sabe que Akane não se sente confortável com a ideia do sangue, mas, seu apoio significa muito para ele.
Naquela noite, Taishou e Akane dormem abraçados, unidos por um amor que transcende o medo e a incerteza. Eles sabem que o futuro é incerto, mas, escolhem enfrentar juntos, com a força do amor que os une. Taishou a abraça com força, aliviado por ter o apoio de sua esposa e por não esconder mais nada dela. Ele sabe que o caminho que escolheu é árduo e perigoso, mas, ele está determinado a seguir em frente. Ele fará tudo o que for preciso para proteger Akane e sua família, mesmo que isso signifique enfrentar seus próprios demônios interiores. A noite termina com um abraço caloroso entre Taishou e Akane. Eles se sentem seguros e protegidos um pelo outro, e sabem que sua família é o seu porto seguro em meio às tempestades da vida.