Livro I - Capítulo III Lágrimas Abençoadas · Capítulo 4 de 97
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Livro I - Capítulo III

Decorreram sete anos.

Eu não devo aqui pintar um quadro de guerra. Seria salpicar de sangue a tela onde me propus traçar uma figura grandiosa, com o colorido suave da religião. Abomino a história, se é força lembrá-la a testemunhas oculares. Há aí muitos escolhos que ludibriam os mais atilados pilotos. Escandecências políticas não se refrigeram com o orvalho do céu. Se do púlpito o hissope muitas vezes as exacerba, que fará daqui?!

E tomara eu que estas linhas, pálido reflexo do que há de incomunicável no meu coração, acendessem o amor de Deus, apagando a flama das inimizades humanas! Tomara eu lágrimas e dó, e paz e esquecimento para os homens, que não devem aqui encher uma página de ódio em um livro que aconselha a resignação. Durmam uns e outros o breve sono, que vai do anoitecer da vida à alvorada do arcanjo. Ver-nos-hemos em volta do juiz, que, nos seus dias de réu entre a humanidade pervertida, dissera:

«Só a mim pertence julgar os bons e os maus!»

Bem-aventurados os que esperam.

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