Livro I - Capítulo IV Lágrimas Abençoadas · Capítulo 5 de 97
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Livro I - Capítulo IV

1834!

Foi um ano de muitas lágrimas. Debaixo deste formoso céu esperdiçou-se muito sangue. As espadas terçavam por duas causas, quando dois corações do mesmo sangue, na vanguarda de dois exércitos irmãos, ansiavam aniquilarem-se. E, se, após o ruido das armas, se fazia o silêncio tétrico da morte, prorrompiam depois os gritos das mães, das viúvas e dos órfãos. País, onde esta harmonia de angústias se levanta de milhares de lábios para o céu, prova-se no supremo infortúnio, e simboliza o holocausto de uma vingança tremenda.

Tremenda... como a de Gaza e Moab!

«Que é dos teus edifícios de mármore, cidade dos obeliscos!?» dizia o profeta das lágrimas.

Não vedes em Portugal os fustes das colunas dispersas na ruína dos grandes edifícios?

Não vedes!--Pois que tem esta terra de comum com Moab e Gaza?

Que tem?!

O enviado de Deus responderia:

«Que é dos teus edifícios de virtude, terra da honra e da probidade?»

«Que importam os coruchéus de vossos palácios, Baltazares do tempo, se lá não está a cruz veladora das felicidades da vida?!»

Mãe de Maria, porque choravas tu?

As tuas lágrimas já não eram um mistério;

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