Livro II - Capítulo IX
Quem poderia consolar a triste nas suas amarguras?
Quem pode cá da terra dissipar a nuvem, que escurece a face de uma estrela?
Quem pode, ao descair da tarde, reverdecer a corola da flor desbotada pelas sombras da noite?
O futuro é o presente perpétuo da Divindade. Mas o espírito que se enluta, sem lamentar a viuvez de ilusões perdidas, veste-se de negro, como a virgem violentada a desposar no altar das lágrimas uma tribulação futura. É o pressentimento.
Para as almas provadas em suplícios imerecidos, mas secretamente providenciais, o pressentimento não é uma palavra sem significação.
O cântico de Maria, cadenciado pelas quadras do seu hino, era a única resposta, que ela podia dar se lhe perguntassem:
--Anjo, porque sofrés?