Livro II - Capítulo IX Lágrimas Abençoadas · Capítulo 34 de 97
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Livro II - Capítulo IX

Quem poderia consolar a triste nas suas amarguras?

Quem pode cá da terra dissipar a nuvem, que escurece a face de uma estrela?

Quem pode, ao descair da tarde, reverdecer a corola da flor desbotada pelas sombras da noite?

O futuro é o presente perpétuo da Divindade. Mas o espírito que se enluta, sem lamentar a viuvez de ilusões perdidas, veste-se de negro, como a virgem violentada a desposar no altar das lágrimas uma tribulação futura. É o pressentimento.

Para as almas provadas em suplícios imerecidos, mas secretamente providenciais, o pressentimento não é uma palavra sem significação.

O cântico de Maria, cadenciado pelas quadras do seu hino, era a única resposta, que ela podia dar se lhe perguntassem:

--Anjo, porque sofrés?

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