Livro III - Capítulo X
Frei Antônio era esperado ansiosamente de Álvaro. Dos lábios do frade pendia a sua felicidade. Fora ele encarregado por Silveira de propor ao coronel o casamento, com que o pai queria recompensar as virtudes de uma família, à qual devia a regeneração de seu filho.
O egresso recebera com tristeza o entusiasmo do discípulo. «Esperemos»--foi a sua única palavra. Álvaro sentiu-se ferido no seu amor-próprio, e experimentou um abalo do seu gênio. Se o padre soubesse ler nos olhos o coração, veria mover-se a areia sobre que fora levantado o edifício da virtude de Álvaro.
O velho Silveira não se doeu menos das reflexões do coronel. Irritára-lhe a sua fidalga susceptibilidade. Pretextando-se incômodos de Álvaro, suspenderam-se alguns dias as visitas.
Maria, porém, estranha aos reparos de seu pai, não vendo em três noites seguidas Álvaro, denunciou a impaciência da saudade.