Tributo de amizade Cantos à beira-mar · Capítulo 11 de 55
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Tributo de amizade

Ao Ilmo. Sr. Dr. José

Mariano da Costa.

Eu vi a branca rosa

perfumada

No hábil melindroso

reclinada,

Miragem vaporosa, e

descuidada

A mirar-se gentil à

beira-mar;

Melindrosa, e sutil

nascia a aurora,

De esperança sem fim era

essa a hora

De encanto e seduções — falaz

embora

Como beijo que mente

infindo amar.

Mas ela era tão casta,

tão mimosa

Gentil, meiga, tão bela,

tão formosa!

Era um tipo de amor a

linda rosa,

Era um vago ideal de

poesia!

Sonhava sonho casto — de

pureza...

Cismava... o que, meu

Deus? Tanta beleza

Não sei se tem reunida a

natureza,

Quando desperta com o

nascer do dia!...

No seu cismar mimoso a

flor sorriu

A leda

viração O sol feriu

As águas do oceano — e

refluiu

Luminoso, abrasado sobre

a flor;

Ela, tímida, e meiga — retraiu-se

Mimosa sensitiva

um ai ouviu-se.

Mistério! a branca rosa

ressentiu-se,

Desse raio de sol de

infindo ardor.

E uma hora depois — enregelada

Eu vi a branca rosa

desbotada

Na haste gemebunda, e

reclinada

Morrer ao som de uma

harpa melodiosa!...

Amor, jamais a flor

outro sentira

A não ser o do

céu anjo subira

Equilibrado nas asas de

safira,

A mirar-se na plaga

venturosa.

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