Poesia Cantos à beira-mar · Capítulo 27 de 55
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Poesia

Oferecida ao

tenente-coronel Cunha Júnior pela própria poetisa, no dia em que regressou a

seu lar de volta da Campanha do Paraguai.

Senhor! se a tíbia da

poetisa

Se eleva hoje em fervido

transporte,

A vós o deve — sim,

Se hoje a lira se

ameniza.

A vós, herói soldado!..

a vós o forte

Deve-o ela por fim.

A vós que nunca um dia

esmoreceste,

Face a face a encarnar

perigo ingente

Em inóspito país;

A vós, que os próprios

lares esqueceste,

E dia, e noite vos ocupa

a mente

Ver a pátria feliz!...

A vós, astro sublime, e

desvendado,

Que brilhais sobre nós

puro, radiante,

A vós, nobre guerreiro!

A vós, leão do norte, — a

vós, soldado,

Cuja espada na guerra

flamejante

Foi na guerra um

luzeiro!...

Eu vos saúdo, herói de Tuiuti,

De Humaitá, de Sauces, de Angustura,

Herói de Aquidabã!

Voltais! na fronte o

louro, o amor aqui!

Exulta de prazer, — louva

a bravura

Do teu filho — Cumã!

Perdão, se a tíbia voz

da poetisa,

Fraca, bem fraca agora

se esmorece

Sem poder-vos cantar!

É rude a sua lira, — assim

a brisa

Geme, murmura, passa, e

se esvaece

Em noite de luar.

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