Poesias Cantos à beira-mar · Capítulo 26 de 55
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Poesias

Recitadas no dia dez de

agosto de 1870 por ocasião do desembarque do tenente-coronel Cunha Júnior e

alguns outros bravos de volta da Campanha do Paraguai.

Exultai, Guimarães! eis

vossos filhos!

Seus nomes são padrão de

eterna glória!

Saudai-os, são heróis...

lançai-lhes flores.

Que eles pertencem à

imorredoura história.

Cunha Júnior, a Pátria

agradecida

Em amplexo de mãe te

cinge ao peito;

De louros imortais te

enastra a fronte,

Rende-te grata merecido

preito.

Fanal de glória a

refletir brilhante

Sobre ti, Guimarães!...

glória a teu nome!

As tubas o proclamam — é

um valente!

Partilha, pátrio berço,

o seu renome.

Qual raio rompe, e voa

entre o inimigo

Quebra, aniquila ardida

corte...

Sobre sua fronte o

resplendor da glória,

No peito o márcio ardor,

na espada a morte!

É um bravo! um herói!

alguém o iguala,

Herval, o próprio Herval

o não excede!

Ei-lo gigante em Tuiuti — na luta

Perigo ou lida seu valor

não mede.

Igual a Maurity, Nelson

moderno,

Ele à ponte caminha, e

rompe, e vai!

Aqui Curupaiti

lhe estampa o nome,

Ali triste Humaitá por

terra cai!...

Que diga a voz cansada e

esmorecida

Desse triste Humaitá,

louco e vaidoso;

Cada pedra resume uma

epopeia,

Cada eco um poema

glorioso.

O valor o animava — o

amor da pátria

Lhe enche o coração...

sibila, freme

O ardido canhão, — um

bravo passa...

É ele! é o guerreiro que

não treme!

Que falem ainda Lomas Valentinas,

Sauces, Avaí, Caraguataí,

Loque, Taquaral,

Aquidabã,

Onde o monstro esfaimado

exausto cai!...

Quem te excede em valor,

afouto Cunha?!

Salve brioso, heroico

maranhense!

Recebe as ovações, fraco

tributo,

Do entusiástico povo Guimaraense.

Exultai, Guimarães! eis

vossos filhos!

Trazem na fronte o

resplendor da glória,

Louros colhidos na

mavórcia lide,

Nomes escritos na

pomposa história.

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