Poesias
Recitadas no dia dez de
agosto de 1870 por ocasião do desembarque do tenente-coronel Cunha Júnior e
alguns outros bravos de volta da Campanha do Paraguai.
Exultai, Guimarães! eis
vossos filhos!
Seus nomes são padrão de
eterna glória!
Saudai-os, são heróis...
lançai-lhes flores.
Que eles pertencem à
imorredoura história.
Cunha Júnior, a Pátria
agradecida
Em amplexo de mãe te
cinge ao peito;
De louros imortais te
enastra a fronte,
Rende-te grata merecido
preito.
Fanal de glória a
refletir brilhante
Sobre ti, Guimarães!...
glória a teu nome!
As tubas o proclamam — é
um valente!
Partilha, pátrio berço,
o seu renome.
Qual raio rompe, e voa
entre o inimigo
Quebra, aniquila ardida
corte...
Sobre sua fronte o
resplendor da glória,
No peito o márcio ardor,
na espada a morte!
É um bravo! um herói!
alguém o iguala,
Herval, o próprio Herval
o não excede!
Ei-lo gigante em Tuiuti — na luta
Perigo ou lida seu valor
não mede.
Igual a Maurity, Nelson
moderno,
Ele à ponte caminha, e
rompe, e vai!
Aqui Curupaiti
lhe estampa o nome,
Ali triste Humaitá por
terra cai!...
Que diga a voz cansada e
esmorecida
Desse triste Humaitá,
louco e vaidoso;
Cada pedra resume uma
epopeia,
Cada eco um poema
glorioso.
O valor o animava — o
amor da pátria
Lhe enche o coração...
sibila, freme
O ardido canhão, — um
bravo passa...
É ele! é o guerreiro que
não treme!
Que falem ainda Lomas Valentinas,
Sauces, Avaí, Caraguataí,
Loque, Taquaral,
Aquidabã,
Onde o monstro esfaimado
exausto cai!...
Quem te excede em valor,
afouto Cunha?!
Salve brioso, heroico
maranhense!
Recebe as ovações, fraco
tributo,
Do entusiástico povo Guimaraense.
Exultai, Guimarães! eis
vossos filhos!
Trazem na fronte o
resplendor da glória,
Louros colhidos na
mavórcia lide,
Nomes escritos na
pomposa história.