Seu nome Cantos à beira-mar · Capítulo 19 de 55
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Seu nome

Seu nome! em repeti-lo a

planta, a erva,

A fonte, a solidão, o

mar, a brisa

Meu peito se extasia!

Seu nome é meu alento,

é-me deleite;

Seu nome, se o repito, é

dulia nota

De infinda melodia.

Seu nome! vejo-o escrito

em letras d’ouro

No azul sideral à noite

quando

Medito à beira-mar;

E sobre as mansas águas

debruçada,

Melancólica, e bela eu

vejo a lua, Na praia a se mirar.

Seu nome! é minha

glória, é meu é meu porvir,

Minha esperança, e

ambição é ele,

Meu sonho, meu amor!

Seu nome afina as cordas

de minha harpa,

Exalta a minha mente, e

a embriaga

De poético odor!

Seu nome! embora vague

esta minha alma

Em paramos desertos, — ou

medite

Em bronea

solidão;

Seu nome é minha ideia: —

em vão tentará

Roubar-me alguém do

peito — em vão — repito,

Seu nome é meu condão.

Quando baixar benéfico a

meu leito,

Esse anjo de Deus,

pálido e triste

Amigo derradeiro.

No meu último arcar, no

extremo alento,

Há de seu nome

pronunciar meus lábios

Seu nome todo

inteiro!...

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