À partida dos voluntários da pátria do Maranhão
Ide, bravos maranhenses,
Ide a pátria defender!
Como antigos
brasilienses,
Não sabeis também
vencer?
Ide bravos — que a
vitória –
De vossos nomes a glória
Está no vosso valor:
Nosso pendão hasteai
Nos campos do Paraguai:
Vencei ao vil agressor.
No furor da luta ingente
Ante a face do inimigo,
Quando mais dobre o
perigo,
Quando for mais
iminente:
Lembrai-vos, oh!
maranhenses,
Desses heróis
brasilienses,
Que no altar da
liberdade
Sacrificaram as vidas,
No campo de eternas
lidas,
Com denodo e
heroicidade!
Tendes no Outeiro da
Cruz
Exemplos assinalados,
Feitos tais, e tão
ousados,
Vossos brios não seduz!
Não vos recorda o
Bacanga,
Qual grito lá do
Ipiranga
Entusiasmado bradou:
Morte! morte, — ou
liberdade!
Com tanta seguridade,
Que a liberdade
raiou?!!..
Não desmintais tais
feitos,
Nossos avós imitai...
Não sentes em vossos
peitos
Coragem? Eia! voai.
Voai ao campo da Glória:
Aí, cantai a vitória:
Desfraldai nosso pendão:
Fazei-os de horror
tremer...
Eia! vencer, — ou
morrer...
— É divisa da Nação.
Vingai da pátria
ofendida
Os brios, o pundonor:
Sacrificai nessa lida
Sossego, vida, e amor.
Não temais a morte
honrosa,
Que no campo vem
gloriosa,
Toda brilhante ao
soldado...
É mais um nome na
história...
É mais um padrão de
glória,
Que aos evos será
legado!
Ide, bravos maranhenses,
Ide a pátria defender:
Como antigos
brasilienses,
Vós também sabeis
vencer!
Ide, que a pátria vos
chama
Os vossos brios reclama,
Reclama o vosso valor;
Não desmintais a
esperança,
Que tem na vossa
pujança,
Dos vossos brios — no
ardor.