Vai-te!
Entre tu, — que és tão
sensível,
E eu, que te adoro
tanto,
Colocou a sorte — o
pranto,
Marcou Deus, — o
impossível!
Ouviste! Deus! não
intentes
Frustrar os decretos
seus!
Sufoca as dores que
sentes,
Esquece os transportes
meus.
Vai longe, longe olvidar
Nossos protestos de
amor!
Vai teu fado obedecer;
Vai... não voltes...
trovador.
Sofre, embora, cruas
dores,
Sinta eu lenta agonia;
Embora mil dissabores
Me envenene a noite, e o
dia,
Vai-te! vai-te... Deus
nos diz:
Impossível! Oh! que
dor!...
Vai-te... deixa-me,
infeliz,
Vai-te! Vai-te, oh
trovador.