O Grande Amor Liberdade do Vento · Capítulo 18 de 49
Obra Menu

O Grande Amor

O último portal abriu diante de uma plataforma quase vazia de Finiti. As casas permaneciam com portas escancaradas, cordas soltas batiam nos mastros e a luz do segundo Sol já alcançava as raízes por um ângulo que eu nunca vira. Henri procurou algum movimento pelas passarelas através dos nossos olhos. Restavam Arc, Dash, doze soldados, três técnicos e uma mulher que se recusava a atravessar sem encontrar o irmão.

Dash conferiu mais uma vez a lista presa à prancheta. O nome do homem desaparecido estava marcado entre os habitantes da terceira passagem, mas a mulher só aceitou caminhar quando um dos técnicos localizou o registro da entrada dele em Vésper. Arc enviou os soldados primeiro e ficou ao lado de Athos, sustentando o alado pelo braço enquanto a borda luminosa oscilava.

Henri e eu mantínhamos o mesmo corpo desde a primeira travessia. Durante a retirada, aprendemos a reconhecer o cansaço de Athos pela contração das asas e pela perda de cor ao redor dos olhos. Cada intervalo em Vésper lhe dava tempo para comer, dormir e recuperar a força, embora em Finiti os portais se abrissem quase em sequência. Para quem partia, a operação durara horas. Para Athos, dias inteiros de esforço separavam a primeira família daquele grupo final.

— A plataforma leste, as ilhas de cultivo e as estações inferiores foram verificadas — informou Arc. — Os transmissores repetiram o chamado até perdermos contato com as duas torres mais afastadas. As equipes de busca voltaram sem encontrar ninguém.

— E os que escolheram ficar? — perguntamos por nossa voz, embora Henri já soubesse a resposta registrada na lista.

— Trinta e sete pessoas se recusaram no início. Todas atravessaram depois que o ar esfriou e as plantações começaram a morrer. Ninguém permaneceu por decisão confirmada.

Athos estendeu a mão para o portal e a abertura recuperou estabilidade. Dash passou com a prancheta, os técnicos levaram as últimas caixas de sementes e Arc empurrou o carrinho que guardava os registros do reino. A mulher atravessou atrás deles. Henri e eu esperamos até que Athos se voltasse para a cidade vazia.

— Terminou — disse ele. — Se eu fechar agora, não tenho força para retornar hoje.

Henri observou o Palácio pela última vez. O vento ainda atravessava as pontes, entrava pelas janelas e movia as bandeiras de um reino sem habitantes. Dentro do nosso corpo, a lembrança do pai morto e da mãe ausente contraiu nossa garganta. Eu não tentei afastá-la nem transformá-la numa razão para permanecer.

— Feche — respondeu Henri, mantendo nossos olhos sobre o Palácio. — Finiti já partiu, e não temos mais ninguém para buscar aqui.

Atravessamos juntos. A luz desapareceu às nossas costas, e Vésper tomou seu lugar com o ruído de ferramentas, vozes e água correndo por canais recém-construídos. Os primeiros abrigos cobriam três plataformas; famílias dividiam colchões, organizavam alimentos e penduravam tecidos entre colunas para criar alguma privacidade. A chegada estava longe do conforto que muitos esperavam. O trabalho ao redor impedia que a salvação virasse uma palavra vazia.

Arc reuniu os responsáveis por água, moradia e distribuição de sementes antes de permitir que Henri se afastasse. Dash transformou a lista de retirada num registro de famílias e marcou os nomes de quem precisava de remédio, abrigo térmico ou busca por parentes. O título de rei ainda fazia as pessoas abrirem caminho para nós, mas as perguntas agora exigiam respostas que nenhum decreto produziria.

Passamos horas percorrendo os alojamentos. Henri autorizou que o estoque do Palácio, trazido nas primeiras viagens, fosse distribuído sem distinção de posto. Eu conversei com construtores sobre os espaços onde os habitantes acostumados a plataformas altas poderiam viver sem destruir as árvores de Vésper. Quando voltamos ao ponto de chegada, Athos dormia sob uma cobertura, e Hagar, Nerfate, Krakor e Dafa discutiam diante de um desenho traçado na madeira.

Nenhum sinal dos outros integrantes dos Doze havia alcançado Vésper. Dafa acreditava que um planeta menos desenvolvido poderia oferecer uma espera mais longa sem consumir o mesmo intervalo nos mundos de nível superior. Hagar tratava aquilo como resultado observado em algumas viagens, não como garantia. Krakor conhecia um lugar onde o risco local seria pequeno e a diferença de tempo costumava ser favorável.

— Vocês acabaram de retirar um povo inteiro — disse Nerfate quando nos aproximamos. — Não pediria que partissem agora, mas vocês procuram os mesmos desaparecidos que nós.

Henri conferiu o trabalho ao redor antes de responder. Arc organizava as equipes sem esperar instrução, e Dash já ocupava uma mesa improvisada com representantes das plataformas. Permanecer seria necessário em algum momento; naquele dia, porém, nossa presença começava a concentrar decisões que outras pessoas tinham condições de tomar.

— Se ficarmos diante de cada problema, Vésper ganhará o mesmo governo que Finiti tinha — respondeu Henri. — Arc e Dash sabem o que fazer nas próximas horas. Nós iremos, desde que a viagem também possa nos aproximar de Nazer e Nazerith.

— Qualquer sinal capaz de alcançar os Doze pode alcançar Mestres do Ar — acrescentamos. — Se aprendermos a reconhecer a direção, não dependeremos apenas de quem já conhece a técnica.

Dafa acordou Athos depois que ele completou o descanso. Ela colocou uma mão sobre a água contida numa tigela, enquanto Hagar aqueceu o líquido e Nerfate sustentou uma corrente de ar sobre a superfície. As três forças convergiram num ponto luminoso que subiu sem queimar a cobertura. O clarão atravessou as folhas e desapareceu no céu.

Athos repetiu a combinação depois de duas tentativas. A primeira desfez a tigela; a segunda espalhou vapor pela plataforma; a terceira produziu uma coluna estreita de luz. Henri e eu tentamos em seguida. A água girou, aqueceu e caiu sobre nossos pés antes que conseguíssemos concentrar o ar. Guardamos a sequência na memória compartilhada, mas nenhum dos dois fingiu ter dominado a técnica.

Krakor sugeriu o planeta onde Médera nascera. Ele conhecia a região, a população mantinha recursos próximos aos de mundos de nível um e não existiam forças capazes de enfrentar o grupo caso algo desse errado. Athos abriu a passagem somente depois que todos aceitaram permanecer no ponto de chegada e evitar contato com os habitantes.

O novo mundo tinha duas luas visíveis durante o dia e árvores baixas cobertas por folhas vermelhas. Athos nos deixou numa clareira entre colinas. Dafa produziu o sinal combinado, e ele regressou poucos minutos depois, confirmou que conseguira identificar a direção e partiu para continuar outro resgate. Marcamos o chão com pedras, dividimos a vigia e nos preparamos para esperar.

Uma música começou do outro lado da colina antes que completássemos quinze minutos. Tambores graves respondiam a instrumentos de corda, e uma fileira de tochas avançava entre as árvores. Krakor reconheceu os adornos pendurados nos galhos e explicou que a população daquela região celebrava o início de uma estação de colheita. Recusar alimento depois de ser visto poderia ser entendido como ameaça.

— Nosso acordo era não procurar ninguém — lembrou Hagar. — Fomos encontrados, mas ainda podemos nos afastar sem transformar a chegada numa provocação.

— Se voarmos quando eles já nos viram, confirmaremos que escondemos alguma coisa — respondeu Krakor. — Entramos, aceitamos a saudação e saímos quando o primeiro ciclo da música terminar.

Dafa exigiu que ninguém revelasse poderes, nomes de outros planetas ou qualquer informação sobre Athos. Henri preferia partir dali, mas percebi a mesma dúvida dentro dele: uma fuga poderia levar os habitantes a procurar o ponto exato da chegada e comprometer o retorno. Concordamos com a visita curta e permanecemos unidos.

Os habitantes nos conduziram a um círculo de tendas abertas. Usavam pinturas verdes nos braços e ofereciam pequenas taças de um líquido dourado. Krakor bebeu primeiro, Hagar e Nerfate provaram depois, e Dafa apenas molhou os lábios. Eu tomei um gole. O sabor misturava fruta fermentada e uma erva amarga que adormeceu a ponta da língua.

A música mudou de ritmo. Uma mulher que dançava perto de Dafa apareceu junto de Nerfate sem que eu guardasse o caminho entre as duas posições. Henri encontrou a mesma lacuna. Procuramos juntos o instante perdido e alcançamos apenas o som de uma taça caindo, seguido por risos que saíam da nossa boca sem motivo.

Avisei Henri em pensamento que estávamos perdendo trechos do que acontecia e já não conseguíamos reconstruir nossos próprios deslocamentos entre as tendas.

— A bebida explica parte, mas todos respiram a mesma coisa — respondeu Henri dentro de nós. — Vá para onde o ar esteja limpo.

Deixamos o círculo enquanto os anfitriões insistiam para que ficássemos. Subimos a colina por trás das tendas e encontramos uma camada de vapor retida entre as árvores. Pequenos recipientes de barro queimavam junto às tochas, liberando a mesma erva amarga do licor. No alto, acima da névoa, consegui organizar os minutos recentes e sentir a resistência de Henri sustentando nossa atenção.

Concentrei o vento entre as árvores e empurrei o vapor para longe do acampamento. As chamas dos recipientes tombaram, a música cessou e os habitantes abandonaram os instrumentos. Cordas surgiram debaixo das mesas. Dois deles prenderam os braços de Krakor; outros avançaram sobre Dafa e Nerfate antes que recuperassem o equilíbrio.

Hagar lançou-se acima das tendas e abriu os braços. Os raios atingiram o chão ao redor dos atacantes, atravessaram as cordas molhadas e derrubaram quem tentava segurá-las. Ele regulou a descarga para interromper os movimentos sem queimar os corpos. Quando descemos a colina, dezenas de habitantes estavam desacordados e os demais fugiam para a mata.

— Eles nos receberam com veneno e prepararam as amarras antes de chegarmos — disse Krakor, arrancando uma corda do pulso. — Se Hagar tivesse demorado, eu teria respondido com fogo.

— Você também nos conduziu até a mesa depois de prometer uma saudação curta — respondeu Dafa. — A tentativa deles não transforma sua decisão em boa ideia.

— Magno e Henri perceberam o que cinco pessoas mais experientes não perceberam — acrescentou Nerfate. — Podemos discutir orgulho depois de sair do alcance da fumaça.

Revistamos as tendas apenas o suficiente para confirmar que ninguém permanecera preso. Havia outras cordas, gaiolas vazias e recipientes com a erva triturada. Nenhum objeto esclarecia por que os habitantes capturavam visitantes, e esperar que acordassem no centro da aldeia nos deixaria expostos a outra tentativa.

Voamos até um vale distante, protegido por rochas e livre da névoa. Krakor ergueu um abrigo comprido com divisões internas e colchões estreitos. Nerfate e ele assumiram a primeira vigia; Hagar e Dafa ficaram com a segunda. Henri pediu que nos separássemos para dormir, pois o corpo unido acumulava o cansaço dos dois e não descansava bem desde a retirada.

A separação me devolveu uma pele, uma respiração e o espaço silencioso dentro da cabeça. Henri deitou no colchão ao lado e manteve a mão perto da minha por alguns minutos, acostumando-se à distância. Eu adormeci ouvindo o vento entrar por uma abertura entre as pedras e saí dali somente quando Krakor chamou o grupo ao amanhecer.

Milhares de habitantes ocupavam as encostas. Alguns seguravam lanças, outros carregavam arcos e escudos de madeira endurecida. Não avançavam, porém todas as rotas para fora do vale estavam fechadas. Uma mulher com os cabelos presos por fios metálicos caminhou até o espaço vazio entre os dois grupos.

— Viemos saber por que atacaram nosso povo e de que poder dispõem — declarou ela. — Os homens que os receberam agiram sem autorização do conselho, mas vocês deixaram dezenas inconscientes e desapareceram durante a noite.

— Eles tentaram nos drogar e prender — respondeu Hagar. — Ninguém morreu. Podemos mostrar onde ficaram e partir sem outro confronto.

A mulher acompanhou Hagar com os olhos e então me encontrou atrás de Dafa. Sua mão soltou a lança. A raiva que sustentava sua voz desapareceu, substituída por uma atenção que me alcançou antes que eu soubesse o motivo.

— Magno? Você ainda usa esse nome ou passou a se chamar de outra forma?

O meu corpo reagiu à voz dela com um arrepio que começou nos braços e chegou à nuca. Eu conhecia o modo de pronunciar meu nome, mas não reconhecia o rosto, as roupas ou o lugar. Henri se aproximou sem tocar em mim.

— Meu nome é Magno, mas não sei quem você é — respondi. — Nós nos encontramos em algum outro planeta?

— Sou Ilana. Vivemos juntos por quase vinte anos, até minha morte. Você escrevia de madrugada e escondia as páginas quando eu entrava no quarto, embora eu sempre soubesse onde procurá-las.

Uma mesa estreita atravessou minha memória e desapareceu. Vi uma mão afastando folhas de perto de uma xícara, ouvi a ponta de uma caneta raspar o papel e não consegui ligar nenhuma dessas imagens à mulher diante de mim.

— Em que lugar e em quais anos vocês viveram? — perguntou Hagar, mantendo distância de nós dois.

— Na Terra. De 1949 a 1969 — respondeu Ilana. — Eu morri no último desses anos, e não sei quanto tempo ele ainda viveu depois de mim.

— Nasci na Terra em 1978 — informei. — As datas não cabem na vida que consigo lembrar.

Hagar guardou as mãos atrás do corpo antes de se aproximar. Explicou que habitantes de mundos pouco desenvolvidos podiam atravessar mais de uma vida no mesmo planeta e perder o acesso consciente às anteriores. A morte seguinte costumava devolver parte dessas lembranças; em alguns casos, um estímulo preciso conseguia abrir o caminho ainda durante a vida atual.

— Posso tentar recuperar o que pertence a você — disse Hagar. — Não escolherei quais lembranças virão e não consigo garantir que sejam agradáveis. Preciso tocar sua testa. Você quer que eu faça isso?

Olhei para Ilana. Ela não pediu que eu aceitasse nem usou os anos compartilhados para exigir reconhecimento. Henri permaneceu ao meu lado, perto o suficiente para ajudar e longe o suficiente para não transformar nossa união anterior numa resposta.

— Quero lembrar por mim mesmo — respondi. — Pode fazer.

Hagar encostou dois dedos no centro da minha testa. A descarga atravessou o crânio e abriu uma sequência de imagens com a força da primeira união com Henri. Desta vez, contudo, eu reconhecia meus próprios olhos em cada lembrança. A língua italiana voltou primeiro, seguida pelo quarto onde escrevia, pelas roupas guardadas em um armário estreito e pelo café que Ilana deixava ao lado das folhas quando a madrugada avançava.

Vieram discussões sobre dinheiro, caminhadas longas, refeições divididas e anos em que o desejo sobrevivia ao cansaço sem se transformar numa cena perfeita. Lembrei o som da chave dela na porta, os dedos manchados de tinta ao corrigir minhas páginas e o dia em que a cama ficou vazia. A morte de Ilana não apagou o que vivemos; encerrou a parte da vida em que eu conseguia alcançá-la.

Em minha existência atual, essas memórias tinham retornado sem nome. Algumas mulheres que escrevi carregavam o gesto de Ilana ao prender os cabelos, outras repetiam a firmeza com que ela recusava uma frase ruim. Os contos eróticos preservavam quartos, vozes e desejos que eu tratara como invenção. Não escrevi toda a minha vida por causa dela, mas usei durante anos os restos de uma história que desconhecia ter vivido.

Quando Hagar retirou a mão, meus joelhos perderam força. Ilana deixou a lança no chão e abriu os braços somente depois que eu disse seu nome no sotaque recuperado. Atravessei o espaço entre nós. Ela me segurou pela nuca, eu a abracei pela cintura e ficamos imóveis enquanto o vale inteiro aguardava uma explicação.

— É mesmo você? — perguntou Ilana, afastando o rosto o suficiente para me olhar.

— Sou eu, com outra vida inteira depois da nossa — respondi. — Lembro de você, mas ainda preciso compreender quem voltei a ser agora.

— Eu também não fiquei parada em 1969. Não vou pedir que decida alguma coisa neste vale.

Eu toquei o rosto dela e esperei. Ilana encurtou a distância, e o beijo recuperou uma familiaridade que o corpo atual nunca aprendera. Quando nos afastamos, ela manteve a testa contra a minha por alguns segundos, sem soltar minha mão.

Procurei Henri. Ele observava a encosta e os arqueiros, mas voltou o rosto quando nossos olhos se encontraram. Pela primeira vez desde que aprendemos a nos unir, eu possuía lembranças recentes às quais ele não tivera acesso.

— Você recebeu alguma parte das lembranças quando Hagar me tocou? — perguntei.

— Nenhuma — respondeu Henri. — Elas chegaram depois que nos separamos. São suas até que decida compartilhá-las.

Uma coluna luminosa atravessou o céu além das colinas. Dafa e Nerfate a reconheceram ao mesmo tempo; Hagar ergueu a mão e seguiu a direção com os olhos. O sinal vinha de longe e se desfazia depressa.

Athos surgiu numa abertura curta ao lado do abrigo. Algumas flechas foram disparadas, e Krakor as conteve numa placa de metal criada diante do portal. O alado saiu cambaleando, fechou a passagem atrás de si e pediu a direção que Hagar e Nerfate haviam identificado.

— Consigo enviar vocês, mas não posso acompanhar — explicou Athos. — Estou mantendo outra retirada e preciso voltar antes que a passagem de lá se perca. Abram o caminho quando chegarem. Eu procuro o sinal de vocês depois.

Hagar transmitiu a direção. Athos abriu um portal alto, inclinado sobre o vale, e o outro lado mostrou apenas uma claridade branca. Dafa, Nerfate e Krakor atravessaram primeiro; Hagar permaneceu junto à borda esperando por nós.

— Venha comigo — pedi a Ilana. — Não sei para onde estamos indo, mas posso tirar você daqui.

Ilana olhou para os habitantes que enchiam as encostas. Ela os conduzira até o vale para responder ao ataque da noite e ainda precisava enfrentar o grupo responsável pelas capturas. Partir comigo naquele instante abandonaria a vida construída depois de 1969 por uma lembrança que acabara de recuperar o rosto.

— Meu lugar hoje continua com eles — respondeu Ilana. — Volte quando puder ficar tempo suficiente para conhecer a mulher que encontrou, não apenas a que perdeu.

Prometi voltar. Beijei-a novamente e mantive sua mão até Hagar atravessar. Henri parou junto ao portal e estendeu a dele para mim, sem ordenar que eu escolhesse depressa. Soltei os dedos de Ilana por decisão própria, alcancei Henri e entramos em corpos separados.

O vento do vale desapareceu. Athos permaneceu com Ilana do lado de fora, e o portal nos lançou para uma luz que não vinha de nenhum céu conhecido.

1/1
Menu

Fazer anotação