Súplica Corimbos · Capítulo 4 de 63
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Súplica

(1868)

Queres saber onde minh’alma ansiosa

Depura a taça dos festins da vida?

Onde ela sonha e se extasia e goza,

Nua de louros, — de ambições despida?

É nos teus lábios, minha mãe querida!

Queres saber em que lugar medita

Minh’alma à casta Inspiração unida?

Onde meu ser iluminado habita

Bem como a lua em fundo azul perdida?

É nos teus olhos, minha mãe querida!

Ah! se tu vires despontar o dia

Em que minh’alma for por Deus colhida:

Do morto a fronte macilenta e fria

Antes de ser à terra conduzida,

Deita em teu seio, minha mãe querida!

- Recife.

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