Dia e Noite
(MIÇKIEWICZ - 1868)
O sol no oriente rutilante brilha
No ocaso a lua descambou saudosa:
A luz da aurora acaricia a rosa,
Pesando orvalho a violeta humilha.
Laura à janela surge radiante
E diz: — “Oh! lua que do céu fugistes,
Ó! violeta, porque sois tão tristes,
E tu também, meu pensativo amante?”
Esvai-se o dia... A lua ergue-se linda
A violeta mais cheirosa e bela:
Laura de novo encosta-se à janela
E eu me ajoelho mais tristonho ainda!
- Recife.