Mater
(1867)
Oh! l'amour d'une mère, amour que nul n'oublie!
- V. Hugo.
Tu que sofres talvez, Mulher idolatrada,
Bela estrela de amor, visão deslumbradora,
Tu em cujo regaço a Castidade mora,
Mãe! mil vezes feliz! mil vezes adorada!
Tu que envias de longe a sombra fatigada
Para guiar-me a vida e os passos hora a hora,
Tu, me casto Ideal! Miragem sedutora,
Onde eu pouso chorando a fronte extasiada:
Na noite mais profunda e triste da saudade
Vem rasgar de minh’alma os tenebrosos véus,
Vem cobrir de orações a louca mocidade!
Nas asas do teu beijo irei voando aos céus,
E levarei, ó mãe, teu nome à Eternidade
Como um grito de amor que vai perder-se em Deus!
- Recife.