Mater Corimbos · Capítulo 42 de 63
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Mater

(1867)

Oh! l'amour d'une mère, amour que nul n'oublie!

- V. Hugo.

Tu que sofres talvez, Mulher idolatrada,

Bela estrela de amor, visão deslumbradora,

Tu em cujo regaço a Castidade mora,

Mãe! mil vezes feliz! mil vezes adorada!

Tu que envias de longe a sombra fatigada

Para guiar-me a vida e os passos hora a hora,

Tu, me casto Ideal! Miragem sedutora,

Onde eu pouso chorando a fronte extasiada:

Na noite mais profunda e triste da saudade

Vem rasgar de minh’alma os tenebrosos véus,

Vem cobrir de orações a louca mocidade!

Nas asas do teu beijo irei voando aos céus,

E levarei, ó mãe, teu nome à Eternidade

Como um grito de amor que vai perder-se em Deus!

- Recife.

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