Quatorze Versos Corimbos · Capítulo 14 de 63
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Quatorze Versos

(1868)

Vai! Sê feliz! Meu coração magoado

Desdenha a esmola do teu divo encanto;

Para estancar as ondas do meu pranto

Fora mister riscar o meu passado;

Teus olhos falsos, teu sorrir pensado,

Da tua sedução todo o quebranto

Dá-os a quem conhece o riso e o canto,

Que eu da ventura vivo desterrado.

Para arrancar-me ao báratro profundo,

Sem estrelas, sem bússola e sem norte

Onde meu ser arqueja moribundo:

Só esse amor que inflige leis à sorte:

Amor sublime que esquecendo o mundo,

Crava os olhos em Deus e os pés na morte!

- Recife.

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