Sinhá Corimbos · Capítulo 12 de 63
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Sinhá

(1868)

Peut-être alors, pour me donner le bonheur

suprème, Dieu me changerait-il en ton coeur!

- Miçkiewicz, Elégies.

Longe dos olhos teus, distante embora,

Seguir teus passos meu amor virá:

E no meio das festas e das danças,

Hás de sentir um beijo em tuas tranças;

São meus lábios, Sinhá.

Quando dormires ninarei teu sono;

E minh’alma contigo sonhará:

Aos clarões da manhã terna e fagueira,

Verás fugir da tua cabeceira

Minha sombra, Sinhá.

Eu sei, querida, que o meu triste nome

Sempre em teu lábio asilo encontrará:

Mas ah! se um dia a morte dolorida

Arrancar de meu ser a força e a vida,

Longe de ti, Sinhá,

Minh’alma ardente atravessando o espaço,

Cheia de sombras e de luz virá,

Como o filho que volta ao lar materno

Dormir o sono do descanso eterno

Nos teus braços, Sinhá!

- Recife.

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