Noite de Estio Corimbos · Capítulo 15 de 63
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Noite de Estio

(1867)

A noite entornava do seio os encantos:

Da noite os mantos tremia o luar...

Que aromas, que beijos, que loucos amores,

Da terra nas flores — nas ondas do mar!...

E os gênios, os silfos, as fadas corriam,

E as auras sorriam da noite entre os véus...

— Amor! era a nota voando perdida

Da lira adormida nos braços de Deus!...

Que festas! que raios! que orquestra divina!

Que loira neblina, que esplêndida luz!

A pálida Vênus das nuvens fugindo

Beijava-se rindo nas ondas azuis!

E a tudo assistia minh’alma entre os prantos,

Meu peito de encantos e crenças já nu:

Faltava-me um astro, faltava-me a vida:

Querida! Querida! faltavas-me tu!

- Olinda.

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