Serenata
(1868)
Noite assim tão viva e clara
Rompe os mistérios do amor:
Para!
Para e escuta, trovador!
Dos céus na límpida tela
Fulge a deusa do esplendor...
Vela!
— Vela e espreita, sonhador!
A aragem fugaz e solta
Desperta os bosques e a flor...
Volta!
— Volta o barco, remador!
O meu ouvido recolhe
Na sombra um vago rumor...
Colhe!
— Colhe as asas, meu amor!
- Olinda.