Serenata Corimbos · Capítulo 38 de 63
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Serenata

(1868)

Noite assim tão viva e clara

Rompe os mistérios do amor:

Para!

Para e escuta, trovador!

Dos céus na límpida tela

Fulge a deusa do esplendor...

Vela!

— Vela e espreita, sonhador!

A aragem fugaz e solta

Desperta os bosques e a flor...

Volta!

— Volta o barco, remador!

O meu ouvido recolhe

Na sombra um vago rumor...

Colhe!

— Colhe as asas, meu amor!

- Olinda.

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