Inocência, por J. B. Regueira Costa
(FRANÇOIS COPPÉE - 1868)
A Guimarães Junior.
Qual um sopro, qual uma alma,
A orfazinha da prisão,
Nos anéis das áureas tranças
Tem da candura a expressão.
Cinco anos só! Nos andrajos
Fulge-lhe o ombrinho gentil,
A corte infame se doura
De risos, de olhares mil.
Feliz se julga um forçado
De algum brinco lhe ofertar:
O Crime, O Vício à porfia
Nos joelhos a vem sentar.
Qual mandrágora funérea
Que junto à forca flore,
Ao rolar duma cabeça
Mais formosa ela sorri!
- Recife.
REGUEIRA COSTA JUNIOR