Ao Niêmen Corimbos · Capítulo 7 de 63
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Ao Niêmen

(MIÇKIEWICZ - 1868)

Ó meu rio natal! Em vão procuro

No teu regaço as vagas rescindentes,

Onde estas mãos banhei inda inocentes,

Certo da vida e do prazer seguro;

De Laura em cujo olhar li meu futuro

— Risonho cofre de meus ais plangentes,

Guardou teu seio as graças refulgentes,

Que eu perturbava com meu pranto puro:

Ó meu rio natal! Onde ocultaste

Tantas riquezas e tesouros tantos?

Onde a minha ventura sepultaste?

Laura onde está? Aonde os seus encantos?

Tudo mirrou-se como tu secaste!

Só vós! só vós não secareis meus prantos!

- Recife.

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