Àquela que Partiu Corimbos · Capítulo 25 de 63
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Àquela que Partiu

(1866)

Ai! quem sabe onde a vaga revolta

Levará meu perdido baixel!

- Soares de Passos.

No dia em que deixaste o nosso teto amigo

Em busca de mais belo e mais vistoso encanto,

Eu traguei em silêncio as ondas do meu pranto,

Em silêncio arrastei a cruz do meu castigo.

Onde iria esconder-me? Achar novo abrigo,

Doce, puro, tranquilo, encantador e santo,

Que fechasse minh’alma, e tudo, tudo quanto

Eu pudesse salvar do último perigo?

Percorri a alameda extensa e triste e nua

Onde outrora meu passo uniu-se ao passo teu,

Lá onde tanta vez minh’alma uniu-se à tua!

E quando suspirei baixinho o nome teu,

Cuidei ver-te um momento à frouxa luz da lua,

Beber todo o meu pranto e murmurar — sou eu!...

- Olinda.

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