A Barca Corimbos · Capítulo 13 de 63
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A Barca

QUADRO DE VUYLSTEKE

A D. Antônio Casademunt

O sol morno, agonizante,

Sepulto quase no mar,

Lançava à terra distante

Um melancólico olhar!

Do dia a luz derradeira

Rasgando a nuvem saudosa,

Formava na água fagueira

Uma esteira luminosa;

Lá vai a barca erradia,

Garbosa passa a correr,

E fogem dela à porfia

Os ruídos do prazer:

Na barca que vai singrando

Moços, da vida na flor,

Amor! bradavam cantando,

E a vaga cantava:— Amor!

Um só, — na proa sentado,

Pálido e triste escutava

O canto desenfreado:

— Era o único que amava!

- Recife.

(*) Trad. de Charles Potvins.

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