À Memória duma Criança
(1869)
Eu quis trazer-te a flor bendita e pura
Da mais casta saudade, em teu jazigo,
Debruçado na tua sepultura,
anjo! um minuto conversar contigo.
Tantas fezes porém minh’alma encerra,
É tão pesada a cruz do meu castigo,
Que eu tenho medo de manchar a terra
Onde encontraste o derradeiro abrigo.
- Recife.