Férias Fúria das Águas · Capítulo 33 de 51
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Raquel recusou qualquer descanso sem saber onde estava Anúbis.

Desde que recuperara a lembrança de Néftis, a promessa de reencontrar o filho ocupava tudo. Elaryan continuava dizendo que os reuniria no momento adequado, como se coubesse a ela decidir quanto tempo uma mãe deveria esperar.

Elaryan mostrou uma imagem do rapaz já adulto, vivendo a própria intimidade. Interrompeu a projeção quando percebeu que ele estava acompanhado.

— Colocarei um alerta — prometeu. — Se correr perigo, saberei.

— E se ele quiser me encontrar?

— Também saberei.

Raquel percebeu que não era uma resposta. Elaryan podia observar os dois e escolher quando permitiria o encontro.

Raquel não tinha como verificar se a imagem era verdadeira. Ainda assim, vê-lo vivo reduziu o medo.

Elaryan tentou nos levar a um navio, mas Raquel se recusou a entrar. Depois fomos a um parque vazio, que parecia montado para crianças que nunca chegariam. Elaryan demonstrou impaciência, mas continuou oferecendo alternativas. Por fim, aceitamos um centro de descanso com banhos, sauna e massagem.

Os profissionais apareceram por teletransporte e perguntaram onde podiam tocar antes de começar. A massagem foi íntima em alguns pontos e parou uma vez quando Raquel pediu.

Elaryan percebeu meu olhar, mas não comentou.

Depois dos banhos, perguntei com quem Elaryan costumava se relacionar.

— Com pessoas interessantes e dispostas — respondeu. — Desejo sobrevive às mortes e não obedece sempre ao sexo ou à forma do corpo. Mas não faz parte deste momento eu me envolver com vocês.

Raquel perguntou se ela já havia amado alguém. Elaryan sorriu sem responder. Pela primeira vez, a recusa não pareceu estratégia. Havia algo naquela pergunta que ela não queria transformar em explicação.

Elaryan nos vestiu para uma festa.

As roupas surgiram ajustadas aos nossos corpos e ao gosto que ela atribuía a cada uma. Pedi outra cor, apenas para confirmar que podia. Elaryan mudou sem protestar.

— Lá poderão fazer o que quiserem, sem risco.

Depois de tortura, mortes e decisões impossíveis, a promessa de uma noite sem consequência era tentadora. Também era oferecida pela única pessoa de quem não podíamos nos afastar.

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