O Lupanar Eu e Outras Poesias · Capítulo 17 de 208
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O Lupanar

Ah! Por que monstruosíssimo motivo

Prenderam para sempre, nesta rede,

Dentro do ângulo diedro da parede,

A alma do homem poilígamo e lascivo?!

Este lugar, moços do mundo, vede:

É o grande bebedeouro coletivo,

Onde os bandalhos, como um gado vivo,

Todas as noites, Vêm matar a sede!

É o afrodístico leito do hetairismo

A antecâmara lúbrica do abismo,

Em que é mister que o gênero humano entre.

Quando a promiscuidade aterradora

Matar a última força geradora

E comer o último óvulo do ventre!

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