Mártir Da Fome Eu e Outras Poesias · Capítulo 126 de 208
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Mártir Da Fome

Nesta da vida lúgubre caverna

De ossos e frios funerais que eu sinto

Como um chacal saciando o eterno instinto

Vou saciando a minha Fome Eterna.

-- Fomoe de sangue de um Passado extinto,

De extintas crenças -- bacanal superna,

Horrível assim como a Hidra de Lerna

E muda como o bronze de Corinto!

Ânsias de sonhos, desespero fundo!

E a alma que sonha no marnel do Mundo,

Morre de Fome pelas noites belas...

E como o Cristo -- o Mártir do Calvário

Morre. E no entanto vai para o estelário

Matar a Fome num festim de estrelas!

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