A Máscara Eu e Outras Poesias · Capítulo 144 de 208
Obra Menu

A Máscara

Eu sei que há muito pranto na existência,

Dores que ferem corações de pedra,

E onde a vida borbulha e o sangue medra,

Aí existe a mágua em sua essência.

No delírio, porém, da febre ardente

Da ventura fugaz e transitória

O peito rompe a capa tormentória

Para sorrindo palpitar contente.

Assim a turba inconsciente passa,

Muitos que esgotam do prazer a taça

Sentem no peito a dor indefinida.

E entre a mágoa que a másc’ra eterna apouca

A Humanidade ri-se e ri-se louca

No carnaval intérmino da vida.

1/1
Menu

Fazer anotação