Pecadora Eu e Outras Poesias · Capítulo 146 de 208
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Pecadora

Tinha no olhar cetíneo, aveludado,

A chama cruel que arrasta os corações,

Os seios rijos eram dois brasões

Onde fulgia o simb’lo do pecado.

Bela, divina, o porte emoldurado

No mármore sublime dos contornos,

Os seios brancos, palpitantes, mornos,

Dançavam-lhe no colo perfumado.

No entanto, esta mulher de grã beleza,

Moldada pela mão da Natureza,

Tornou-se a pecadora vil. Do fado

Do destino fatal, presa, morria,

Uma noite entre as vascas da agonia,

Tendo no corpo o verme do pecado!

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