Homo Infimus Eu e Outras Poesias · Capítulo 76 de 208
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Homo Infimus

Homem, carne sem luz, criatura cega,

Realidade geográfica infeliz,

O Universo calado te renega

E a tua própria boca te maldiz!

O nôumeno e o fenômeno, o alfa e o ômega

Amarguram-te. Hebdômadas hostis

Passam... Teu coração se desagrega,

Sangram-te os olhos, e, entretanto, ris!

Fruto injustificável dentre os frutos,

Montão de estercorária argila preta,

Excrescência de terra singular.

Deixa a tua alegria aos seres brutos,

Porque, na superfície do planeta,

Tu só tens um direito: -- o de chorar!

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