Régio Eu e Outras Poesias · Capítulo 125 de 208
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Régio

Festa no paço! Noite... E no entretanto

Luzes, flores, clarões por toda a festa

E há nos régios salões, em cada aresta,

Credências d’ouro de supremo encanto.

No baldaquino a orquestra real se apresta

E o áureo dossel finge um relevo santo...

-- Bissos egípcios d’alto gosto, a um canto,

Flordilisados de nelumbo e giesta.

Morreu a noite e veio o Sol Eterno

-- Âmbar de sangue que desceu do Inferno

No turbilhão dos alvos raios diurnos...

Brilham no paço refulgências de elmo

E a princesa assomou como um santelmo

Na realeza branca dos coturnos.

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