Noivado Eu e Outras Poesias · Capítulo 108 de 208
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Noivado

Os namorados ternos suspiravam,

Quando há de ser o venturoso dia?!

Quando há de ser?! O noivo então dizia

E a noiva e ambos d’amores s’embriagavam.

E a mesma frase o noivo repetia;

Fora no campo pássaros trinavam.

Quando há de ser?! E os pássaros falavam,

Há de chegar, a brisa respondia.

Vinha rompendo a aurora majestosa,

Dos rouxinóis ao sonoroso arpejo

E a luz do sol vibrava esplendorosa.

Chegara enfim o dia desejado,

Ambos unidos, soluçara um beijo,

Era o supremo beijo de noivado!

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