A Esmola De Dulce Eu e Outras Poesias · Capítulo 114 de 208
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A Esmola De Dulce

Ao Alfredo A.

E todo o dia eu vou como um perdido

De dor, por entre a dolorosa estrada,

Pedir a Dulce, a minha bem amada

A esmola dum carinho apetecido.

E ela fita-me, o olhar enlanguescido,

E eu balbucio trêmula balada:

-- Senhora dai-me u’ma esmola -- e estertorada

A minha voz soluça num gemido.

Morre-me a voz, e eu gemo o último arpejo,

Estendendo à Dulce a mão, a fé perdida,

E dos lábios de Dulce cai um beijo.

Depois, como este beijo me consola!

Bendita seja a Dulce! A minha vida

Estava unicamente nessa esmola.

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