Súplica Num Túmulo Eu e Outras Poesias · Capítulo 122 de 208
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Súplica Num Túmulo

Maria, eis-me a tues pés. Eu venho arrependido,

Implorar-te o perdão do imenso crime meu!

Eis-me, pois, a teus pés, perdoa o teu vencido,

Açucena de Deus, lírio morto do Céu!

Perdão! E a minha voz estertora um gemido,

E o lábio meu para sempre apartado do tue

Não há de beijar mais o teu lábio querido!

Ah! Quando tu morreste, o meu Sonho morreu!

Perdão, pátria da Aurora exilada do Sonho!

-- Irei agora, assim, pelo mundo, para onde

Me levar o Destino abatido e tristonho...

Perdão! E este silêncio e esta tumba que cala!

Insânia, insânia, insânia, ah! ninguém me responde...

Perdão! E este sepulcro imenso que não fala!

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