Arana Eu e Outras Poesias · Capítulo 156 de 208
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Arana

Ela é o tipo perfeito da ariana.

Branca, nevada, púbere, mimosa,

A carne exuberante e capitosa

Trescala a essência que de si dimana.

As níeas pomas do candor da rosa,

Rendilhando-lhe o colo de sultana,

Emergem da camisa cetinosa

Entre as rendas sutis de filigrana.

Dorme talvez. Em flácido abandono

Lembra formosa no seu casto sono

A languidez dormente da indiana.

Enquanto o amante pálido, a seu lado,

Medita, a fronte triste, o olhar velado,

No Mistério da Carne Soberana.

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