Versos D’Um Exilado Eu e Outras Poesias · Capítulo 164 de 208
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Versos D’Um Exilado

Eu vou partir. Na límpida corrente

Rasga o batel o leito d’água fina

-- Albatroz deslizando mansamente

Como se fosse vaporosa Ondina.

Exilado de ti, oh! Pátria! ausente

Irei cantar a mágoa peregrina

Como canta o pastor a matutina

Trova d’amor, à luz do sol nascente!

Não mais virei talvez e, lá sozinho,

Hei de lembrar-me do meu pátrio ninho

D’onde levo comigo a nostalgia

E esta lembrança que hoje me quebranta

E que eu levo hoje como a imagem santa

Dos sonhos todos que já tive um dia!

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