Abandonada Eu e Outras Poesias · Capítulo 142 de 208
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Abandonada

Bem depressa sumiu-se a vaporosa

Nuvem de amores, de ilusões tão bela;

O brilho se pagou daquela estrela

Que a vida lhe tornava venturosa!

Sombras que passam, sombras cor-de-rosa

-- Todas se foram num festivo bando,

Fugazes sonhos, gárrulos voando

-- Resta somente um’alma tristurosa.

Coitada! o gozo lhe fugiu correndo,

Hoje ela habita a erma soledade,

Em que vive e em que aos poucos vai morrendo!

Seu rosto triste, seu olhar magoado,

Fazem lembrar em noute de saudade

A luz mortiça d’um olhar nublado.

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