Soneto 16 Eu e Outras Poesias · Capítulo 181 de 208
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Soneto 16

E o mar gemeu a funda melopéia

À luz feral que a tarde morta instila,

Triste como um soluço de Dalila,

Fria como um crepúsculo da Judéia.

Já Vésper, no Alto, a lânquida, cintila!

Naquela hora morria para a Idéia

A minha branca e desgraçada Déa,

Qual rosa branca que ao tufão vacila.

E o mar chamou-a para o fundo abismo!

E o céu chamou-a para o Misticismo.

Nesse momento a Lua vinha calma

E céu e mar num desespero mudo

Não viram que num halo de veludo

À alma de Déa se evolava est’alma.

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