Sedutora Eu e Outras Poesias · Capítulo 179 de 208
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Sedutora

Alva d’aurora, e em lânguida sonata

Vinhas transpondo a margem do caminho,

Branca bem como empalidecido arminho,

Alvorejando em arrebol de prata.

Bendita a Santa do Carinho, inata!

E, ajoelhando à imagem do Carinho,

O roble altivo entreteceu-te um ninho,

Alva d’aurora, te acolheu a mata.

Pérolas e ouro pela serrania...

No lago branco e rútilo do dia

O azul pompeava para sempre vasto.

Chegaste, o seio branco, e, tu, chegando,

Uma pantera foi-se ajoelhando,

Rendida ao eflúvio do teu seio casto!

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