A Louca Eu e Outras Poesias · Capítulo 149 de 208
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A Louca

Quando ela passa: -- a veste desgrenhada,

O cabelo revolto em desalinho,

No seu olhar feroz eu adivinho

O mistério da dor que a traz penada.

Moça, tão moça e já desventurada;

Da desdita ferida pelo espinho,

Vai morta em vida assim pelo caminho,

No sudário da mágoa sepultada.

Eu sei a sua história. -- Em seu passado

Houve um drama d’amor misterioso

-- O segredo d’um peito torturado --

E hoje, para guardar a mágoa oculta,

Canta, soluça -- o coração saudoso,

Chora, gargalha, a desgraçada estulta.

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