Noturno 1 Eu e Outras Poesias · Capítulo 128 de 208
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Noturno 1

Chove. Lá fora os lampiões escuros

Semelham monjas a morrer... Os ventos,

Desencadeados, vão bater, violentos,

De encontro às torres e de encontro aos muros.

Saio de casa. Os passos mal seguros

Trêmulo movo, mas meus movimentos

Susto, diante do vulto dos conventos,

Negro, ameaçando os séculos futuros!

De São Francisco no plangente bronze

Em badaladas compassadas onze

Horas soaram... Surge agora a Lua.

E eu sonho erguer-me aos páramos etéreos

Enquanto a chuva cai nos cemitérios

E o vento apaga os lampiões da rua!

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