Soneto 4 Eu e Outras Poesias · Capítulo 109 de 208
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Soneto 4

No meu peito arde em chamas abrasada

A pira da vingança reprimida,

E em centelhas de raiva ensurdecida

A vingança suprema e concentrada

E espuma e ruge a cólera entranhada,

Como no mar a vaga embravecida

Vai bater-se na rocha empedernida,

Espumando e rugindo em marulhada

Mas se das minhas dores ao calvário,

Eu subo na altitude dolorida

De um Cristo a redimir um mundo vário,

Em luta co’a natura sempiterna,

Já que do mundo não vinguei-me em vida,

A morte me será vingança eterna.

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