Soneto 18 Eu e Outras Poesias · Capítulo 189 de 208
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Soneto 18

A orgia mata a mocidade, quando

Rugem na carne do delírio as feras,

E o moço morre como está sonhando

Nas suas vinte e cinco primaveras.

Em cima -- o oiro sem mancha das esferas,

Em baixo oiro manchado de execrando

Festim de sibaritas, de heteras

Lubricamente se despedaçando!

Em cima, a rede do estelário imáculo

Suspensa no alto como um tabernáculo

-- A orgia, em baixo, e no delírio doudo

Como arvoredos juvenis tombados

Os moços mortos, os brasões manchados,

E um turbilhão de púrpuras no lodo!

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